Até quando você pode processar a empresa? Dois anos depois de sair, cobrando os últimos cinco.
O prazo para entrar na Justiça do Trabalho é de dois anos, contados do fim do contrato, já com os dias do aviso prévio. E a ação só alcança os cinco anos anteriores ao dia em que ela entra. Por isso, cada mês de espera apaga um mês do que dá para cobrar.
Quem responde é uma pessoa da equipe, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h.
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Dra. Maryon PortesAdvogada trabalhista, OAB/SC 50.864. Atende só o trabalhador.
A resposta curta, antes de qualquer detalhe
Quatro pontos que decidem se ainda dá tempo, e quanto ainda dá para cobrar.
Dois anos para entrar
Depois que o contrato termina, você tem dois anos para entrar com a ação. Passou disso, a cobrança em dinheiro se perde.
Cinco anos para trás
A ação cobra só o que venceu nos cinco anos antes do dia em que ela entra, e não antes do dia da saída.
O aviso prévio estica o prazo
Os dois anos contam do último dia do aviso, mesmo quando ele é indenizado, que é o aviso pago sem trabalhar.
Trabalhando lá, também corre
Ainda empregado, não há o limite de dois anos, mas o mês mais antigo sai dos cinco anos a cada mês.
Verifique o seu prazo agora
Informe as datas do contrato. O verificador soma os dias do aviso prévio, mostra o último dia para entrar com a ação e desde quando ela cobra.
O seu prazo
Pela regra geral. As exceções estão mais abaixo nesta página.
Dias de aviso prévio somados30 mais 3 por ano completo, até 90
Fim do contrato, com o avisoÉ daqui que contam os 2 anos
Último dia para entrar com a ação
Faltam 0 dias. Cada mês de espera apaga um mês dos 5 anos que a ação cobra.
Faltam menos de 3 meses. A ação precisa estar pronta e entrar antes dessa data. Não deixe para a última semana.
O prazo de 2 anos já passou pela regra geral. Ainda vale conferir as exceções: ação anterior arquivada, protesto judicial, quem começou antes dos 18 anos e acidente ou doença do trabalho. Ver as exceções
Se a ação entrar hoje, ela cobra o que venceu desde --/--.
Dois prazos ao mesmo tempo: o de entrar e o de cobrar
A Constituição e a CLT dão ao trabalhador cinco anos para cobrar o que a empresa deve, com um limite: a ação tem que entrar em até dois anos depois do fim do contrato. Os dois prazos andam juntos, e confundir um com o outro é o erro mais comum.
O prazo de dois anos, chamado de prescrição bienal, começa no fim do contrato. Quando o aviso prévio é indenizado, o contrato só termina no último dia dele, como fixou o TST no Tema 169. Quem tem direito a 60 dias de aviso, por exemplo, ganha dois meses a mais. Veja como os dias do aviso prévio são contados.
O prazo de cinco anos, a prescrição quinquenal, conta para trás a partir do dia em que a ação entra, e não do dia da saída, como diz a Súmula 308 do TST. Quem sai e espera um ano para entrar já perdeu um ano dos cinco.
O prazo não espera a empresa pagar nem a promessa do RH. Ele corre sozinho, todos os dias.
Onde está na lei
Na Constituição, artigo 7º, inciso XXIX, e no artigo 11 da CLT.
Quando começa
No último dia do aviso prévio, mesmo indenizado, pelo Tema 169 do TST.
O que entra na conta
Só o que venceu nos cinco anos antes do dia em que a ação entra.
O que interrompe
Entrar com a ação, mesmo que ela seja arquivada depois (CLT, artigo 11, §3º).
Os dois anos começam no fim do contrato, e não no dia em que chega a notícia.
Seis situações que mudam a conta do prazo
A regra dos dois e dos cinco anos vale para quase tudo. Estas são as exceções e os detalhes que mudam a conta, cada um com a base na lei.
Ação anterior arquivada
Se você já entrou com uma ação e ela foi arquivada, o prazo dos pedidos iguais parou e volta a contar do zero depois dela.
Prova: o número do processo antigo e a data do arquivamento.CLT, artigo 11, §3º
Protesto judicial
Um pedido ao juiz feito só para guardar o prazo, antes da ação completa, também interrompe a contagem, como decidiu o TST.
Prova: o protocolo do protesto, feito pela advogada.Tema 170 do TST
FGTS não depositado
O FGTS segue a mesma regra das outras verbas: cinco anos para trás e dois anos depois da saída. A antiga regra de trinta anos acabou.
Prova: o extrato do aplicativo FGTS, da Caixa.ARE 709.212 do STF e Súmula 362 do TST
Pedido só de registro
O pedido só de anotação na carteira, para provar tempo de serviço ao INSS, não tem prazo. O dinheiro do período, sim.
Prova: mensagens, fotos e testemunhas do trabalho.CLT, artigo 11, §1º
Começou antes dos 18 anos
Contra quem tem menos de 18 anos, nenhum prazo corre. A contagem só começa no dia em que a pessoa completa 18.
Prova: o documento de identidade e a carteira.CLT, artigo 440
Acidente ou doença do trabalho
O prazo conta de quando você soube, com certeza, o tamanho final da lesão. A regra de prazo aplicável está em discussão no TST, sem tese fixada.
Prova: laudos, atestados e a CAT, a comunicação do acidente.Temas 183 e 200 do TST
Quanto se perde a cada mês de espera
Um exemplo com horas extras que nunca foram pagas. Com salário de R$ 2.200, a hora vale R$ 10 e a hora extra, com o adicional de 50%, vale R$ 15. São 20 horas extras por mês, ou R$ 300 por mês.
Horas extras sem pagar
20 por mês, R$ 300
Tempo de empresa
8 anos, ou 96 meses
Fim do contrato, com o aviso
10 de junho
A ação entra
12 meses depois
Conta informativa e simplificada, mês a mês, sem reflexos, juros e correção. Não é promessa de resultado.
Para onde foram os 96 meses de horas extras
Ação proposta 12 meses depois do fim do contrato
Ainda dá para cobrar48 meses dentro dos cinco anos, a R$ 300
Perdido nos 12 meses de espera12 meses que saíram dos cinco anos, a R$ 300
Perdido de qualquer jeito36 meses além dos cinco anos, a R$ 300
Horas extras de todo o contrato
Você ainda trabalha lá, ou já saiu?
O prazo funciona de um jeito diferente em cada caso. Nos dois, o mês mais antigo vai saindo da conta enquanto nada é feito.
Ainda trabalho na empresa
Só o prazo de cinco anos corre
Não há o limite de dois anos enquanto o contrato continua
Todo mês, o mês mais antigo sai dos cinco anos que dá para cobrar
O afastamento pelo INSS não para a contagem dos cinco anos
A ação tem que entrar em até dois anos depois do fim do aviso
Ela cobra só os cinco anos antes do dia em que entra
Esperar um ano depois da saída custa um ano de direitos
Quanto antes a ação entra, mais meses ficam dentro da conta.
A promessa de acordo não para o prazo. Conversa com o RH, promessa de pagamento e denúncia ao Ministério do Trabalho não interrompem a contagem. Só a ação na Justiça, ou o protesto judicial, faz isso.
Mesmo ainda empregado, o prazo corre, um mês por vez.
Seu caso tem um detalhe que muda a data? Existe resposta para ele.
Saída há mais de dois anos, vários contratos, afastamento, justa causa. Estas são as dúvidas que mais aparecem, e o que cada uma muda na conta.
Saí há mais de dois anos
Em regra, o direito de cobrar dinheiro acabou. Mas vale conferir as exceções: ação anterior, idade, acidente e registro.
O que muda: a data certa do fim do aviso pode mostrar que o prazo ainda não acabou.
Tive mais de um contrato lá
Se você saiu e voltou para a mesma empresa, a soma dos períodos pode ser pedida até dois anos depois do último contrato.
O que muda: o dinheiro de cada contrato antigo tem prazo próprio, de dois anos depois dele.
Estou afastado pelo INSS
O afastamento por doença não para o prazo de cinco anos. Ele só para se for impossível, de fato, procurar a Justiça.
O que muda: quem está afastado e tem direitos antigos não deve esperar a alta.
Fui demitido por justa causa
Na justa causa não há aviso prévio, então os dois anos começam no próprio dia da demissão.
O que muda: pedir a reversão da justa causa também tem que ser feito nesses dois anos.
Trabalhei sem carteira
O reconhecimento do vínculo para o INSS não tem prazo. Já as verbas do período seguem os dois e os cinco anos.
Na fase de cobrança, se uma ordem do juiz fica sem resposta por dois anos, a cobrança pode se perder.
O que muda: é a prescrição intercorrente, e responder ao juiz em dia evita esse risco.
Como o prazo funciona nos detalhes que o verificador não vê
A prescrição, que é a perda do direito de cobrar pelo tempo, tem regras que mudam a conta: o protesto que reinicia os dois anos, as férias que começam a prescrever mais tarde e o benefício cortado que prescreve de uma vez.
Depois do protesto judicial, quanto tempo eu ganho?
O protesto judicial é um pedido ao juiz, feito só para guardar o prazo, que lista os direitos que você vai cobrar. A contagem recomeça a partir dele, e a ação completa pode ser montada com as provas (Tema 170 do TST e Código Civil, artigo 202, parágrafo único).
Dois cuidados. O protesto só protege os pedidos escritos nele, por isso precisa citar tudo o que pode ser cobrado. E, pela regra do Código Civil, a interrupção só acontece uma vez: o protesto é um recurso para o prazo apertado, e não um jeito de adiar a decisão.
Férias que nunca tirei: os cinco anos contam de quando?
Não do dia em que você ganhou as férias, e sim do fim do período em que a empresa tinha de dá-las, que são os 12 meses seguintes (CLT, artigos 134 e 149). Na prática, as férias de cada período ganham um ano a mais antes de começar a prescrever.
Exemplo: quem completou o período de férias em março tem até março seguinte para tirá-las, e só a partir daí correm os cinco anos. Se o contrato acabou, vale o limite de sempre: dois anos depois da saída.
A empresa cortou um benefício há mais de cinco anos. Ainda dá para cobrar?
Depende de onde o benefício vinha. Se ele estava só no contrato ou numa regra da empresa, e foi cortado ou mudado, a prescrição é total: passados cinco anos do corte, nem os meses recentes podem ser cobrados (CLT, artigo 11, parágrafo 2º).
Se o direito também está na lei, como as horas extras ou o adicional de insalubridade, a prescrição é parcial: cada mês tem o seu prazo, e os últimos cinco anos continuam cobráveis. Por isso, a data do corte e a origem do benefício são as primeiras coisas a conferir.
Contar o prazo parece simples. Um mês de erro pode custar o caso.
A data que vale nem sempre é a da notícia da demissão, e o que entra na conta muda conforme o pedido: FGTS, horas extras, acidente ou registro.
Um advogado que trabalha só com Direito do Trabalho confere a data do fim do aviso, separa os pedidos que têm prazo próprio e, se o tempo estiver curto, entra com a ação ou com um protesto judicial para guardar o prazo antes que ele acabe.
Só um pedido feito na Justiça interrompe a contagem do prazo.
Acha a data certa
Calcula o fim do contrato com a projeção do aviso, que pode passar de 30 dias, e confere com o CNIS e a carteira.
Separa o que tem prazo próprio
Identifica os pedidos sem prazo, como o registro para o INSS, e os que contam de outra data, como o acidente.
Guarda o prazo a tempo
Com o prazo perto do fim, entra com a ação ou com o protesto judicial, que interrompe a contagem dos dois anos.
Os caminhos para levar um caso à Justiça do Trabalho
Caminho
Como começa
O que você precisa saber
Ir sozinho à Vara do Trabalho
Um servidor da Vara escreve o pedido com você, o que se chama atermação.
A lei permite agir sem advogado até o tribunal regional. Recurso ao TST e ação rescisória exigem advogado (Súmula 425 do TST).
Pelo sindicato da categoria
O sindicato indica um advogado para os trabalhadores que ele representa.
Cada sindicato organiza o atendimento de um jeito. Vale perguntar antes como funciona e quem acompanha o caso.
Com advogado de sua escolha
Você assina contrato e procuração, e pode fazer tudo pelo celular.
Os honorários, que são o pagamento do advogado, são combinados por escrito antes de qualquer passo.
9:41
RHRecursos HumanosEmpresa
Boa tarde. Já faz mais de um ano que saí e as horas extras nunca foram pagas.
Boa tarde! Estamos revendo os cálculos com a contabilidade.
Aguarde mais uns meses que a gente resolve sem precisar de Justiça.
Tá bom, vou aguardar.
Exemplo: enquanto você aguarda, o prazo continua correndo.
O que guardar hoje para provar as datas
Na conta do prazo, a prova são as datas: quando o contrato começou, quando terminou e quando cada coisa deixou de ser paga.
Carteira de trabalhoFoto da página do contrato ou print da carteira digital.
Termo de rescisãoMostra a data de saída e se o aviso foi pago ou trabalhado.
Carta ou aviso de demissãoProva o dia em que você foi avisado da saída.
Extrato do CNISBaixe no Meu INSS: traz o início e o fim de cada contrato.
Número de ação anteriorSe já entrou antes, anote o número e a data.
Mensagens do RHPrints das promessas, com a data e o nome de quem prometeu.
Três erros que fazem o prazo acabar antes da hora
Todos vêm da mesma ideia errada: a de que existe tempo de sobra, ou de que ele já acabou.
Contar do dia da notícia
Contar os dois anos do dia em que soube da demissão, e não do fim do aviso, faz a pessoa desistir achando que perdeu o prazo.
A data certa é conferida no termo e no CNIS.
Esperar o último mês
Entrar no fim dos dois anos ainda é possível, mas cada mês de espera tirou um mês dos cinco anos que dá para cobrar.
A ação entra assim que as provas estão prontas.
Confiar na promessa do RH
Conversa, promessa de acordo e denúncia ao Ministério do Trabalho não param o prazo. Só um pedido na Justiça para.
O prazo é guardado antes de qualquer negociação.
O que segura quem sabe que o prazo está correndo
Os receios de quem faz a conta da data de saída, percebe que o tempo passa e ainda assim adia o primeiro passo.
"Se eu processar ainda empregado, vão me mandar embora."
Pode acontecer, porque a lei não dá estabilidade a quem processa. Mas a demissão usada como castigo pode gerar indenização, e o que você tem a receber continua o mesmo (Código Civil, artigo 187). O que pesa contra esperar é a conta: cada mês calado tira um mês dos cinco anos que dá para cobrar.
"Não tenho papel nenhum. Sem documento, não adianta entrar."
A maior parte das provas está com a empresa, como o ponto, os holerites e os recibos, e o juiz pode mandar que ela apresente. As datas do contrato aparecem no CNIS, o histórico de empregos do Meu INSS, e no extrato do FGTS, que traz a data de saída. Com isso, o prazo pode ser conferido sem nenhum papel da empresa.
"A empresa prometeu pagar. Se eu entrar na Justiça, ela desiste do acordo."
Entrar na Justiça não fecha a porta do acordo: a conciliação pode acontecer dentro do processo, a qualquer momento, com o juiz conferindo o que foi combinado. O acordo homologado vale como decisão final e, se não for pago, é cobrado no mesmo processo (CLT, artigo 831, parágrafo único). Já a promessa feita fora do processo não para o prazo.
Do primeiro contato ao fim do caso, passo a passo
O caminho inteiro, na ordem em que acontece, sem você precisar sair de casa.
1
Você conta o que aconteceu
Pelo WhatsApp ou pelas quatro perguntas desta página.
Leva poucos minutos
2
Recebe uma avaliação por escrito
Se há o que cobrar, se o prazo está correndo e o que falta de prova.
Em até um dia útil
3
Conversa com a advogada por vídeo
Riscos, forma de cobrança e o que fazer até a ação entrar.
Na mesma semana
4
Assina pelo celular
Contrato e procuração com assinatura eletrônica, depois de ler com calma.
Quando você decidir
5
A ação entra na Justiça
Na cidade onde você trabalhou, com audiência que pode ser por vídeo.
Conforme a agenda da Vara
6
Acordo ou decisão do juiz
A advogada analisa com você qualquer proposta da empresa e acompanha o cumprimento do que for decidido.
Ao fim do processo
As perguntas que todo mundo faz
Se a sua não estiver aqui, pergunte direto para quem vai avaliar o seu caso.
Em regra, não para cobrar dinheiro, porque o limite é de dois anos depois do fim do contrato. Há exceções: ação anterior arquivada, quem começou a trabalhar antes dos 18 anos, pedido só de registro na carteira para o INSS e alguns casos de acidente ou doença do trabalho.
O prazo conta da demissão ou do fim do aviso?
Do fim do aviso prévio, mesmo quando ele é indenizado, que é o aviso pago sem trabalhar. Com 3 anos de empresa, o aviso é de 39 dias, e os dois anos só começam a contar depois deles.
O mesmo das outras verbas: cinco anos para trás, contados da ação, e até dois anos depois da saída. A antiga regra de trinta anos não vale mais. Veja como conferir e cobrar o FGTS que faltou.
A denúncia ao Ministério do Trabalho para o prazo?
Não. A denúncia pode gerar multa para a empresa, mas não interrompe a contagem. Pela CLT, só a ação na Justiça faz isso, e o TST aceita também o protesto judicial, um pedido ao juiz feito só para guardar o prazo.
E no acidente de trabalho, o prazo é o mesmo?
O prazo conta de quando ficou claro o tamanho final da lesão, e o TST discute, no Tema 200, sem tese fixada, se vale a regra da CLT ou a do Código Civil. Por segurança, conte da saída. Veja os direitos de quem sofreu acidente de trabalho.
Quanto custa entrar com o processo, e o que acontece se eu perder?
Para entrar com a ação, o trabalhador não paga nada antes. As custas, que são a taxa do processo, só são cobradas no fim, de quem perder, e ficam dispensadas para quem tem justiça gratuita. A justiça gratuita vale para quem ganha até 40% do teto do INSS ou prova que não pode pagar (CLT, artigos 789 e 790). Se o pedido não for aceito, quem tem justiça gratuita não paga na hora os honorários do advogado da empresa. A cobrança fica suspensa e só acontece se, em até dois anos, a empresa provar que a sua situação financeira mudou; depois desse prazo, a dívida acaba (CLT, artigo 791-A, conforme a ADI 5766 do STF). A perícia, nesse caso, é paga pela União (CLT, artigo 790-B). Os honorários da advogada são combinados por escrito, em contrato, antes de qualquer passo.
Um advogado de outro estado pode cuidar do meu caso?
Sim. A inscrição na OAB vale em todo o país e a Justiça do Trabalho é eletrônica. A ação corre no local onde você trabalhou e a audiência pode ser por vídeo.
O meu prazo de dois anos vence na semana que vem. Ainda dá tempo?
Dá, se o pedido for protocolado na Justiça antes do último dia, porque a data que vale é a do protocolo. Com o prazo tão curto, o caminho costuma ser o protesto judicial, um pedido simples ao juiz que interrompe a contagem e dá tempo para montar a ação completa com as provas. Mande a data de saída e os documentos que tiver no mesmo dia (Tema 170 do TST e CLT, artigo 11, parágrafo 3º).
Já perdi parte dos cinco anos. Ainda vale a pena entrar?
Muitas vezes, sim. O que sai da conta é o mês mais antigo, e o que fica é a parte mais recente, em geral a mais fácil de provar, com as mensagens guardadas e os colegas ainda por perto. No exemplo desta página, mesmo com 12 meses de espera, 48 meses de horas extras continuam dentro do prazo (Súmula 308 do TST).
O meu pai morreu e tinha dinheiro a receber da empresa. Até quando a família pode cobrar?
A família tem os mesmos dois anos, contados da morte, que é quando o contrato termina, e a ação cobra os cinco anos anteriores a ela. Quem recebe são os dependentes habilitados no INSS, como a viúva e os filhos menores, e, se não houver nenhum, os herdeiros. A certidão de óbito e a carteira de trabalho são os primeiros documentos (Constituição, artigo 7º, inciso XXIX, e Lei 6.858, artigo 1º).
Sou empregada doméstica. O prazo para processar é o mesmo?
É o mesmo: dois anos depois do fim do contrato para entrar com a ação, cobrando os cinco anos anteriores a ela. A lei das domésticas repete a regra dos outros trabalhadores, e o aviso prévio também estica a data de saída. Quem trabalhou sem carteira na casa conta o prazo do último dia de trabalho (Lei Complementar 150, artigo 43).
O prazo de dois anos vale também para o seguro-desemprego e o saque do FGTS?
Não. O seguro-desemprego tem prazo próprio e curto: o pedido é feito entre o 7º e o 120º dia depois da demissão. O saldo do FGTS depositado continua na conta e pode ser sacado depois, quando houver motivo de saque. Se a empresa não entregou as guias e você perdeu o seguro, o valor pode ser cobrado dela como indenização, dentro dos dois anos (Súmula 389 do TST).
A empresa fechou as portas. O prazo para cobrar muda?
Não. Os dois anos continuam contando do fim do contrato, e a empresa fechada ainda pode ser processada: quando ela não tem bens, os sócios podem ser chamados a pagar. Na falência decretada pela Justiça há regra própria, mas o caminho seguro é entrar dentro dos dois anos (Constituição, artigo 7º, inciso XXIX, e CLT, artigo 855-A).
As palavras difíceis desta página, em linguagem simples
Você vai ouvir esses termos na conversa com a advogada e no processo. Aqui está o que cada um quer dizer.
Prescrição
A perda do direito de cobrar na Justiça por causa do tempo que passou.
Prescrição bienal
O limite de dois anos depois do fim do contrato para entrar com a ação.
Prescrição quinquenal
A regra que deixa cobrar só o que venceu nos cinco anos antes da ação.
Aviso prévio indenizado
O aviso pago sem trabalhar. Os dias dele contam como tempo de contrato.
Protesto judicial
Um pedido ao juiz feito só para interromper o prazo, antes da ação completa.
Prescrição intercorrente
A perda da cobrança quando uma ordem do juiz fica dois anos sem resposta, na fase de cobrança.
Quem avalia o seu caso defende só trabalhadores, nunca empresas
Maryon Portes escreveu e revisou esta página. A sua avaliação é lida pela equipe dela, e a Dra. Maryon Portes é a advogada responsável pela sua ação.
De onde vem o que está escrito aqui
Leis e decisões citadas nesta página, direto nas fontes oficiais.
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A empresa ficou devendo?A advogada analisa o seu caso, com sigilo.
Avaliação do seu caso
O que a empresa ficou devendo pode ser seu por direito.
O acerto veio menor do que devia, ou nem foi pago
A hora extra nunca apareceu no holerite
Trabalhou anos sem carteira assinada
Humilhação, pressão ou doença por causa do trabalho
A Dra. Maryon Portes analisa o seu relato e explica o que você pode cobrar e até quando. Advogada trabalhista, OAB/SC 50.864, só do lado do trabalhador.