Foi demitido em estabilidade? Você pode pedir a volta ao emprego ou os meses que faltavam.
Estabilidade é o período em que a empresa não pode demitir sem justa causa, como na gravidez, depois do acidente de trabalho e na CIPA, a comissão de prevenção de acidentes e de assédio. Demitido nesse tempo, você pode pedir a volta ao emprego ou os salários até o fim do período.
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Dra. Maryon PortesAdvogada trabalhista, OAB/SC 50.864. Atende só o trabalhador.
O que você precisa saber antes de aceitar a demissão
Quatro pontos que mudam o que dá para pedir, e que quase ninguém explica a quem é demitido em estabilidade.
A demissão pode ser desfeita
Demitido sem justa causa dentro do período, você pode pedir a volta ao emprego, com os salários do tempo parado.
Depois do período, fica o dinheiro
Quando a estabilidade acaba, a volta não cabe mais, mas os salários até o último dia dela continuam devidos.
Não é só a gestante
CIPA, sindicato, acidente e a convenção coletiva, que é o acordo do sindicato da categoria, também protegem.
Você tem dois anos
É o prazo para entrar com a ação, contado da saída, mesmo que a estabilidade já tenha acabado antes disso.
Estabilidade: o tempo em que a demissão sem justa causa é proibida
A estabilidade provisória, também chamada de garantia de emprego, é um período com começo e fim em que a lei ou a norma coletiva, que é a convenção ou o acordo do sindicato, proíbe a empresa de demitir sem justa causa. Ela não dura para sempre, mas, enquanto corre, a demissão sem motivo pode ser desfeita.
Se a ação entra enquanto o período corre, o pedido pode ser a reintegração, que é a volta ao emprego, com os salários do tempo em que você ficou fora. Se o período já acabou, a volta não cabe mais, e o que se cobra são os salários e direitos até o último dia da estabilidade, como diz a Súmula 396 do TST, que resume o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho.
A estabilidade não impede a justa causa, mas a empresa tem que provar a falta grave. Na CIPA, a lei também aceita motivo técnico, econômico ou financeiro, mas a prova desse motivo é da empresa (CLT, artigo 165). Se você não tinha estabilidade, mas a demissão veio por preconceito, a proteção é outra: veja quando a demissão é discriminatória.
Demitir dentro da estabilidade não encerra o assunto. A empresa passa a dever o emprego ou os meses que faltavam.
Onde está na lei
No ADCT, as regras transitórias da Constituição, na Lei 8.213, na CLT e na norma coletiva.
O que ela impede
A demissão sem justa causa. A justa causa continua possível, se a empresa provar a falta.
Quanto tempo dura
Depende do tipo: até cinco meses depois do parto, ou até um ano depois de um mandato.
Se a empresa demitir
Cabe a volta ao emprego, enquanto o período corre, ou os salários até o fim dele.
A estabilidade da gestante é a mais conhecida, mas está longe de ser a única.
Quem tem estabilidade: as seis situações mais comuns
Da gravidez até cinco meses depois do parto, mesmo que ninguém soubesse da gravidez no dia da demissão, nem a própria trabalhadora.
Prova: o exame que mostra a idade da gravidez.ADCT, artigo 10, II, b, e Súmula 244 do TST
Acidente ou doença do trabalho
Por no mínimo 12 meses depois da alta do benefício acidentário do INSS. Vale também se a doença do trabalho só for reconhecida depois da saída.
Prova: a carta do INSS com o código do benefício.Lei 8.213, artigo 118, e Tema 125 do TST
Membro eleito da CIPA
Do registro da candidatura até um ano depois do fim do mandato, para o titular e o suplente eleitos. Quem a empresa indica não tem.
Prova: a ata da eleição ou o termo de posse.ADCT, artigo 10, II, a, e Súmula 339 do TST
Dirigente sindical
Do registro da candidatura até um ano depois do mandato, inclusive o suplente, se a empresa soube da candidatura enquanto o contrato durava.
Prova: a comunicação do sindicato à empresa.CLT, artigo 543, e Súmula 369 do TST
Perto de se aposentar
Não está na lei. Muitas convenções coletivas protegem quem está perto da aposentadoria, cada uma com o seu prazo e as suas regras.
Prova: a convenção da categoria e o extrato do INSS.Norma coletiva e Constituição, artigo 7º, XXVI
Outros cargos eleitos
Também têm o representante eleito em empresa com mais de 200 empregados e o diretor de cooperativa criada pelos empregados, até um ano após o mandato.
Prova: a ata da eleição e o documento da posse.CLT, artigo 510-D, e Lei 5.764, artigo 55
Quanto vale a estabilidade de quem é da CIPA
Um exemplo de suplente eleito da CIPA demitido sem justa causa no meio do mandato. Como a proteção vai até um ano depois do fim do mandato, faltavam 18 meses, e não só os 6 que restavam do mandato.
Salário
R$ 2.500
Cargo na CIPA
Suplente eleito
Mandato de um ano
A partir de 10 de março
Demissão sem justa causa
10 de setembro
Conta informativa, com valores brutos, sem juros e correção. O acerto da demissão, já pago, e a multa de 40% ficam fora dessa conta. Não é promessa de resultado.
Suplente demitido no meio do mandato, sem volta ao emprego
Salários dos meses restantes18 meses: 6 do mandato e 12 depois dele
13º do período18/12 de um salário, pelos meses que faltavam
Férias do período com um terço18/12 de um salário, mais um terço
FGTS do período8% sobre os salários e o 13º do período
Total do período de estabilidade, sem juros e correção
Voltar ao emprego ou receber o período?
Depende de a estabilidade ainda estar correndo quando a ação entra. Nos dois casos, o direito vem da mesma proteção.
A estabilidade ainda corre
O pedido pode ser a volta ao emprego
A reintegração devolve o mesmo cargo, o salário e os direitos do contrato
O juiz pode mandar a empresa aceitar você de volta logo no início, por liminar
Se a convivência ficou inviável, o juiz pode trocar a volta por indenização
A liminar é uma decisão provisória, dada antes da sentença, que é a decisão final.
A estabilidade já acabou
O que se cobra é a indenização do período
São os salários da demissão até o último dia da estabilidade, com 13º, férias e FGTS
Entrar depois do fim do período não é abuso, como fixou o Tema 279 do TST
A volta ao emprego deixa de ser possível, como diz a Súmula 396 do TST
O prazo para entrar com a ação é de dois anos depois da saída.
Esperar o fim da estabilidade não aumenta o valor. A indenização vai só até o último dia do período. Pedindo a volta enquanto ele corre, o salário pode voltar a cair todo mês antes do fim do processo.
Um detalhe da saída pode mudar o que dá para pedir.
Seu caso tem um detalhe que muda tudo? Existe caminho para ele.
Justa causa, pedido de demissão, contrato com prazo, empresa fechada. Estas são as situações que mais geram dúvida, e o que cada uma muda.
Fui demitido por justa causa
A estabilidade não impede a justa causa, mas a empresa tem que provar a falta. No caso do dirigente sindical, só com processo na Justiça.
Quem tem estabilidade só pede demissão de forma válida com a assistência do sindicato, como manda o artigo 500 da CLT. Assinar sozinho no RH não basta.
A empresa não pode usar a estabilidade para correr o aviso prévio. O aviso dado dentro do período não vale, como diz a Súmula 348 do TST.
O que muda: o valor de um novo aviso prévio pode ser cobrado, porque o primeiro não conta.
Não avisei que ia me aposentar
Algumas convenções só dão a estabilidade pré-aposentadoria a quem avisa a empresa por escrito. A validade dessa exigência é discutida nos tribunais, e cada cláusula precisa ser lida.
O que muda: até a decisão, cada cláusula é lida com cuidado antes de concluir que o direito acabou.
Outras estabilidades que quase ninguém sabe que tem
A lei protege a gestante, o acidentado, a CIPA e o sindicato. Mas a convenção coletiva, que é o acordo assinado entre o sindicato e as empresas da categoria, e até o regulamento interno da empresa podem criar outras.
Perto de se aposentar, e demitido às vésperas
Muitas convenções protegem quem está a 12 ou 24 meses de se aposentar, desde que tenha um tempo mínimo de casa. Cada categoria fixa o prazo e os requisitos.
Quando a demissão acontece pouco antes de a proteção começar, os tribunais costumam ver nisso uma forma de impedir o direito, e aplicam o Código Civil, artigo 129: a condição impedida de propósito conta como cumprida.
Voltei do auxílio-doença comum
A lei só garante 12 meses para quem volta de afastamento por acidente ou doença do trabalho. No afastamento comum, o código B31 no extrato do INSS, a proteção existe só se a convenção da categoria prever, e costuma ser de 30 a 90 dias.
Se a doença tem ligação com o trabalho, o benefício pode ser convertido em acidentário, e aí vale a regra dos 12 meses.
Regra interna que dá garantia de emprego, como a de não demitir sem processo interno ou sem justa causa, vira parte do seu contrato. A empresa não pode tirar essa garantia de quem já trabalhava lá quando ela existia (Súmula 51 do TST).
Guarde o manual, a política interna ou o e-mail que anunciou a regra: é a prova principal.
Me candidatei à CIPA e fui demitido antes da eleição
A proteção começa no registro da candidatura, e não na posse. Quem foi demitido entre a inscrição e a eleição tem estabilidade até um ano depois do fim do mandato, se for eleito, titular ou suplente (ADCT, artigo 10, e Súmula 339 do TST).
O comprovante de inscrição na eleição da CIPA é o documento que decide esse caso.
Dirigente sindical: o aviso à empresa e o aviso prévio
A empresa precisa ficar sabendo da candidatura ou da eleição enquanto o contrato está em vigor, por qualquer meio, mesmo fora do prazo de 24 horas da CLT (Súmula 369 do TST).
A candidatura registrada durante o aviso prévio, mesmo o pago sem trabalhar, não gera estabilidade. A proteção vale para até sete diretores e sete suplentes de cada sindicato.
A liminar que manda a empresa aceitar você de volta
Liminar é a decisão rápida do juiz, dada no começo do processo, quando há prova forte e risco na demora (CPC, artigo 300). Para o dirigente sindical, a CLT, artigo 659, inciso X, prevê essa ordem de forma expressa.
Se a empresa não cumpre, o juiz pode fixar multa por dia de atraso. A liminar pode ser revista no fim do processo, mas o salário recebido pelos dias trabalhados é pagamento pelo trabalho feito.
Na estabilidade, o caso se decide nas datas e no documento certo.
A empresa costuma dizer que não sabia da estabilidade, que o período já tinha acabado ou que a convenção não vale para você.
Um advogado que trabalha só com Direito do Trabalho descobre qual proteção vale no seu caso, conta o período dia a dia e decide com você se o pedido é a volta ao emprego, com liminar, ou a indenização dos meses que faltavam. Depois, soma na mesma ação o que mais a empresa deve.
Com a liminar, a volta ao emprego pode acontecer antes do fim do processo.
Descobre qual estabilidade vale
Confere a lei, a convenção coletiva e o regulamento da empresa, porque mais de uma proteção pode valer ao mesmo tempo.
Conta o período certo
Marca o começo e o fim da estabilidade e calcula os salários, o 13º, as férias e o FGTS dos meses que faltavam.
Pede a volta com urgência
Enquanto a estabilidade corre, pede a liminar para você voltar ao trabalho e ao salário antes da sentença.
Os caminhos para levar um caso à Justiça do Trabalho
Caminho
Como começa
O que você precisa saber
Ir sozinho à Vara do Trabalho
Um servidor da Vara escreve o pedido com você, o que se chama atermação.
A lei permite agir sem advogado até o tribunal regional. Recurso ao TST e ação rescisória exigem advogado (Súmula 425 do TST).
Pelo sindicato da categoria
O sindicato indica um advogado para os trabalhadores que ele representa.
Cada sindicato organiza o atendimento de um jeito. Vale perguntar antes como funciona e quem acompanha o caso.
Com advogado de sua escolha
Você assina contrato e procuração, e pode fazer tudo pelo celular.
Os honorários, que são o pagamento do advogado, são combinados por escrito antes de qualquer passo.
9:41
RHRecursos HumanosEmpresa
Boa tarde. Fui desligado hoje, mas sou suplente da CIPA. Isso não conta?
Boa tarde! O setor passou por corte de custos.
E suplente não tem estabilidade, só o titular.
Entendi. Vou aguardar o acerto.
Exemplo: uma mensagem assim prova que a empresa sabia do seu cargo na CIPA quando demitiu. E a informação dela está errada.
O que guardar a partir de hoje, sem precisar falar com ninguém
Na estabilidade, a prova costuma estar em papéis que você já tem ou consegue baixar: a data da demissão e o documento da proteção.
Termo de rescisãoMostra a data e a forma da saída, escritas pela empresa.
Prova da estabilidadeExame da gravidez, carta do INSS ou ata da eleição.
Convenção coletivaA da sua categoria, com a cláusula da estabilidade.
Extrato do INSSO CNIS, que lista as suas contribuições, no Meu INSS.
Mensagens do RHPrints que mostram que a empresa sabia da proteção.
Últimos holeritesMostram o salário que serve de base para o período.
Três erros que fazem o trabalhador perder a estabilidade
Todos acontecem nos primeiros dias depois da demissão, quando a pessoa ainda acredita no que o RH disse.
Assinar pedido de demissão
Pedir demissão ou assinar um acordo de saída dentro do período dá à empresa um documento contra você.
Nenhum papel é assinado sem avaliação antes.
Acreditar que não tem direito
Frases como "suplente não tem" ou "a convenção não vale para você" encerram casos em que o direito existia.
A regra é conferida na lei e na convenção.
Esperar o período acabar
Enquanto você espera, a chance de voltar ao emprego some, e o prazo de dois anos para entrar com a ação continua correndo.
A ação entra enquanto a volta ainda é possível.
O que segura quem foi demitido na estabilidade
Três receios que aparecem em quase toda conversa sobre estabilidade, e o que a lei diz sobre cada um.
"Não quero voltar para aquele lugar."
Você não é obrigado a voltar. O pedido pode ser só a indenização, que são os salários e demais direitos de todo o período protegido. E, quando a volta não é mais possível ou recomendável, o próprio juiz pode trocar a reintegração pela indenização (Súmula 396 do TST).
"Se eu voltar, vão me perseguir."
Deixar o trabalhador sem função, isolado ou com metas impossíveis depois da volta é falta grave da empresa. Anote datas e guarde mensagens: esse registro permite pedir a rescisão indireta, que é sair com todos os direitos, e indenização por dano moral.
"Já arrumei outro emprego."
O emprego novo não apaga a estabilidade do anterior. A indenização do período continua devida, e o prazo para cobrar é de dois anos depois da saída. Entrar com a ação depois que a estabilidade acabou não é abuso (OJ 399 da SDI-1 do TST).
Do primeiro contato à decisão sobre a volta ou a indenização, passo a passo
O caminho inteiro, na ordem em que acontece, sem você precisar sair de casa.
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Você conta o que aconteceu
Pelo WhatsApp ou pelas quatro perguntas desta página.
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Recebe uma avaliação por escrito
Qual estabilidade vale, até quando ela vai e o que falta de prova.
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Se o pedido é a volta ao emprego ou a indenização, e os riscos de cada um.
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A ação entra com pedido de urgência
Se a estabilidade ainda corre, com o pedido de liminar para a sua volta.
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Volta, acordo ou decisão
Análise de qualquer proposta da empresa e cobrança do que for decidido.
Ao fim do processo
As perguntas que todo mundo faz
Se a sua não estiver aqui, pergunte direto para quem vai avaliar o seu caso.
Se foi sem justa causa e dentro do período, ela pode ser desfeita. Você pode pedir a volta ao emprego, com os salários do tempo parado, ou a indenização dos meses que faltavam. Se a demissão foi por justa causa, a empresa tem que provar a falta grave.
Posso escolher entre voltar e receber o período?
Enquanto a estabilidade corre, o pedido pode ser a volta, e o juiz pode trocá-la por indenização se a convivência ficou inviável (CLT, artigo 496). Depois do fim do período, só cabe a indenização (Súmula 396 do TST). O pedido certo depende do tipo de estabilidade.
A estabilidade já acabou. Perdi o direito?
Não. Pelo Tema 279 do TST, uma tese que vale para todos os processos, entrar com a ação depois do fim da estabilidade não é abuso, e a indenização vai da demissão até o último dia do período. O limite é o prazo de dois anos depois da saída, explicado em até quando é possível processar a empresa.
O suplente da CIPA também tem estabilidade?
Tem. A Súmula 339 do TST garante a estabilidade ao suplente eleito pelos colegas, do registro da candidatura até um ano depois do fim do mandato. Quem é indicado pela empresa para a CIPA não tem essa proteção.
Quem está perto de se aposentar tem estabilidade?
A lei não garante. A proteção vem da convenção coletiva da categoria, quando ela prevê, com prazo e requisitos próprios. A exigência de avisar a empresa por escrito é discutida nos tribunais, e por isso cada cláusula precisa ser lida com cuidado.
Todo cargo no sindicato dá estabilidade?
Não. Ela vale para os cargos de direção eleitos, até sete titulares e sete suplentes (Súmula 369 do TST). Delegado sindical e membro do conselho fiscal não têm (Orientações Jurisprudenciais 365 e 369 do TST). Quem tem só pode ser demitido por falta grave depois de um processo na Justiça, o inquérito judicial.
Quanto custa entrar com o processo, e o que acontece se eu perder?
Para entrar com a ação, o trabalhador não paga nada antes. As custas, que são a taxa do processo, só são cobradas no fim, de quem perder, e ficam dispensadas para quem tem justiça gratuita. A justiça gratuita vale para quem ganha até 40% do teto do INSS ou prova que não pode pagar (CLT, artigos 789 e 790). Se o pedido não for aceito, quem tem justiça gratuita não paga na hora os honorários do advogado da empresa. A cobrança fica suspensa e só acontece se, em até dois anos, a empresa provar que a sua situação financeira mudou; depois desse prazo, a dívida acaba (CLT, artigo 791-A, conforme a ADI 5766 do STF). A perícia, nesse caso, é paga pela União (CLT, artigo 790-B). Os honorários da advogada são combinados por escrito, em contrato, antes de qualquer passo.
Um advogado de outro estado pode cuidar do meu caso?
Sim. A inscrição na OAB vale em todo o país e a Justiça do Trabalho é eletrônica. A ação corre no local onde você trabalhou e a audiência pode ser por vídeo.
Como descubro se a convenção da minha categoria dá estabilidade?
O holerite costuma trazer o nome do sindicato da categoria. Com ele, a convenção pode ser pedida ao sindicato ou consultada no Mediador, o sistema do Ministério do Trabalho em que as convenções são registradas. Procure as cláusulas de "garantia de emprego".
A empresa me ofereceu um acordo no meio da estabilidade. Devo aceitar?
Aceitar é uma escolha sua, mas faça a conta antes: o acordo troca a estabilidade por um valor. Compare a proposta com os salários, o 13º, as férias e o FGTS de todos os meses que faltam. Proposta abaixo disso abre mão de dinheiro.
Pedi demissão sem saber que era estável. Dá para voltar atrás?
Na maioria das vezes, sim. O pedido de demissão de quem tem estabilidade só vale com a assistência do sindicato ou da autoridade do Ministério do Trabalho (CLT, artigo 500). Sem essa assistência, o pedido pode ser anulado na Justiça.
A empresa não cumpriu a ordem do juiz para me aceitar de volta. E agora?
Avise no processo, com data e prova da recusa, como a mensagem ou a portaria que barrou a entrada. O juiz pode aumentar a multa por dia de atraso e mandar pagar os salários do período em que a empresa descumpriu a ordem.
Saí há mais de um ano. Ainda dá tempo de cobrar a estabilidade?
Dá, se ainda não passaram dois anos da saída. Depois que a estabilidade acaba, não existe mais a volta ao emprego, mas a indenização do período inteiro continua podendo ser pedida (Súmula 396 do TST).
A estabilidade vale no contrato de experiência?
Depende do motivo. A gestante e quem sofreu acidente de trabalho têm proteção mesmo no contrato de experiência (Súmulas 244 e 378 do TST). As estabilidades de convenção, em geral, não alcançam quem está em experiência, e a cláusula precisa ser lida.
As palavras difíceis desta página, em linguagem simples
Você vai ouvir esses termos na conversa com a advogada e no processo. Aqui está o que cada um quer dizer.
Estabilidade provisória
O período em que a lei ou a norma coletiva proíbe a demissão sem justa causa. Também se chama garantia de emprego.
Reintegração
A volta ao emprego por ordem do juiz, no mesmo cargo, com os salários do tempo em que você ficou fora.
Indenização substitutiva
O dinheiro pago no lugar da volta: os salários e direitos dos meses de estabilidade que faltavam.
Liminar
Decisão provisória do juiz, dada no começo do processo, que pode mandar a empresa aceitar você de volta.
Inquérito judicial
O processo que a empresa precisa abrir na Justiça para demitir um dirigente sindical por falta grave.
Norma coletiva
A convenção ou o acordo coletivo do sindicato da categoria, que pode criar estabilidades que a lei não prevê.
Quem avalia o seu caso defende só trabalhadores, nunca empresas
Maryon Portes escreveu e revisou esta página. A sua avaliação é lida pela equipe dela, e a Dra. Maryon Portes é a advogada responsável pela sua ação.
De onde vem o que está escrito aqui
Leis e decisões citadas nesta página, direto nas fontes oficiais.
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A empresa ficou devendo?A advogada analisa o seu caso, com sigilo.
Avaliação do seu caso
O que a empresa ficou devendo pode ser seu por direito.
O acerto veio menor do que devia, ou nem foi pago
A hora extra nunca apareceu no holerite
Trabalhou anos sem carteira assinada
Humilhação, pressão ou doença por causa do trabalho
A Dra. Maryon Portes analisa o seu relato e explica o que você pode cobrar e até quando. Advogada trabalhista, OAB/SC 50.864, só do lado do trabalhador.