Não tem horário de almoço, ou almoça correndo? O tempo cortado tem que ser pago.
Quem trabalha mais de 6 horas por dia tem direito a pelo menos 1 hora de intervalo, que é a pausa para comer e descansar. O tempo que a empresa corta é pago com 50% a mais, e dá para cobrar os últimos cinco anos, mesmo ainda trabalhando lá.
Quem responde é uma pessoa da equipe, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h.
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Advogada com OAB verificável
Atendimento online em todo o Brasil
Dra. Maryon PortesAdvogada trabalhista, OAB/SC 50.864. Atende só o trabalhador.
O que você precisa saber antes de almoçar correndo de novo
Quatro pontos que mudam o que dá para cobrar, e que quase ninguém explica a quem come em pé no trabalho.
O mínimo é uma hora
Quem trabalha mais de 6 horas por dia tem de 1 a 2 horas de intervalo. De 4 a 6 horas, são 15 minutos.
Combinado com o chefe não vale
A redução para 30 minutos depende de norma coletiva da categoria ou de autorização do Ministério do Trabalho.
O tempo cortado é pago
Cada minuto que faltou vale a hora normal com 50% a mais, pago como indenização à parte do salário.
Dá para cobrar trabalhando lá
A lei não exige sair da empresa. A cobrança alcança cinco anos, e cada mês de espera tira um mês da conta.
Quanto tempo de almoço a lei garante
O intervalo intrajornada, que é a pausa no meio do dia para comer e descansar, depende de quantas horas você trabalha. Ele não conta como hora trabalhada, e por isso precisa ser de descanso de verdade.
Quem trabalha mais de 6 horas por dia tem direito a no mínimo 1 hora e no máximo 2 horas. Quem trabalha mais de 4 e até 6 horas tem 15 minutos. Até 4 horas, a lei não exige pausa.
A empresa só pode reduzir o almoço para 30 minutos com norma coletiva, que é a convenção ou o acordo assinado pelo sindicato, ou com autorização do Ministério do Trabalho. O tempo cortado fora dessas regras é pago com 50% a mais.
Almoçar em pé, do lado da máquina ou do caixa, não é intervalo. É trabalho.
Onde está na lei
No artigo 71 da CLT, que fixa a duração e o pagamento do tempo cortado.
Mais de 6 horas por dia
De 1 a 2 horas de intervalo, que não contam na jornada.
De 4 a 6 horas por dia
15 minutos de pausa, que também não contam na jornada.
Se a empresa cortar
Paga o tempo que faltou como indenização, com 50% a mais.
O intervalo é seu: sem atender, sem servir e sem ficar de olho no posto.
Seis formas de a empresa tirar o seu descanso
Nem sempre o almoço some de vez. Em cada uma, veja o que costuma servir de prova.
Almoço de 30 minutos sem acordo
A empresa reduz o almoço para meia hora por conta própria, sem norma coletiva da categoria que permita isso.
Prova: a convenção da categoria e o horário real de almoço.CLT, artigos 71 e 611-A, III
Comer em pé, no posto
Você come no balcão, ao lado da máquina ou no caixa, parando a cada cliente. Isso não conta como intervalo.
Prova: colegas que viam a sua rotina todos os dias.CLT, artigo 71
Ponto com o almoço já marcado
O ponto vem com 1 hora de almoço impressa, mas você volta em 20 minutos. A lei deixa marcar antes, não cortar depois.
Prova: testemunha, já que o ponto mostra a hora inteira.CLT, artigo 74, parágrafo 2º
Almoço com o celular ligado
O chefe exige que você atenda o telefone, o rádio ou o WhatsApp durante o almoço. Assim, você não descansou.
Prova: mensagens e ligações com horário no almoço.CLT, artigos 4º e 71
Almoço longo demais, sem acordo
Sem acordo escrito ou norma coletiva, o intervalo não passa de 2 horas. O excesso que atrasa a sua saída vira hora extra.
Prova: a escala com o horário picado e a hora de saída.CLT, artigo 71, e Súmula 118 do TST
Prova: o ponto ou as mensagens com a hora de saída e de entrada.CLT, artigo 66
Quanto vale meia hora de almoço cortada todo dia
Um exemplo de quem tinha 1 hora de almoço no papel, mas almoçava em 30 minutos e saía meia hora mais cedo, sem norma coletiva que permitisse a troca. Cada mês trabalhado assim vale R$ 165.
Salário
R$ 2.200, ou R$ 10 por hora
Jornada
8 horas por dia e 4 no sábado
Almoço de verdade
30 minutos, sem norma coletiva
Tempo nessa rotina
2 anos e 6 meses
Conta informativa, sem juros e correção, com valores brutos. Não é promessa de resultado.
Primeiro ano242 dias com 30 minutos cortados, fora as férias
Segundo ano242 dias com 30 minutos cortados, fora as férias
Últimos seis meses132 dias com 30 minutos cortados
Reflexos no 13º, nas férias e no FGTSNão entram, porque o valor é uma indenização
Total do almoço cortado, sem juros e correção
Você ainda trabalha lá, ou já saiu?
O que fazer muda conforme o momento. Nos dois casos, o tempo de almoço cortado continua sendo seu.
Ainda trabalho lá
Dá para cobrar sem pedir demissão
Anotar, a partir de hoje, a hora em que parou e voltou do almoço
Entrar na Justiça e continuar no emprego, com a conversa em sigilo
Avaliar se o corte de todo dia justifica sair por culpa da empresa
Quem pede demissão por causa do almoço perde a multa de 40% e o seguro-desemprego.
Já saí da empresa
A cobrança entra na ação trabalhista
O tempo cortado dos últimos cinco anos entra na conta, mês a mês
A hora extra de quem saía no horário de sempre pode ser pedida junto
O descanso curto entre jornadas e os domingos entram na mesma ação
Você tem dois anos depois da saída para entrar com a ação.
Cada mês de espera apaga um mês lá de trás. A cobrança alcança só os cinco anos anteriores à ação. No exemplo desta página, cada mês que sai do prazo leva R$ 165 junto.
Cada almoço cortado é um tempo seu que ficou com a empresa.
Seu caso tem um detalhe que muda tudo? Existe caminho para ele.
Turno de 6 horas, escala 12x36, emprego doméstico, ônibus. Estas são as situações que mais geram dúvida, e o que cada uma muda.
Meu turno de 6 horas sempre estica
O que conta é a jornada real. Se o turno de 6 horas passa disso com frequência, o intervalo costuma passar a ser de 1 hora.
O que muda: as horas além das 6 combinadas também podem ser cobradas como extras.
Trabalho na escala 12x36
Na 12x36, a lei deixa a empresa dar o intervalo ou pagar por ele como indenização. Sem uma coisa nem outra, o tempo é devido.
A redução pelo Ministério do Trabalho exige refeitório adequado no local e que os empregados não façam hora extra.
O que muda: se você faz hora extra com frequência, a redução pode não valer.
Intervalo cortado: quando o tempo muda todo dia e quando você trabalha na rua
Duas situações em que o intervalo suprimido, que é o almoço cortado no todo ou em parte, também pode ser cobrado, mesmo sem um horário fixo para mostrar.
Cada dia eu almoçava num tempo diferente. Como se faz a conta?
Não é preciso lembrar de cada dia. Quando o tempo de almoço variava, o juiz fixa uma média a partir da prova, como o relato das testemunhas, as mensagens no horário do almoço e as suas anotações, e aplica essa média a todos os dias do período (CLT, artigo 71, parágrafo 4º).
Exemplo: em três dias da semana o almoço durava 20 minutos, e em dois, 40 minutos. A média é de 28 minutos, então faltavam 32 minutos por dia. Com a hora de R$ 15,00 já com os 50%, cada dia vale R$ 8,00. Anote, a partir de agora, a hora em que parou e a hora em que voltou, para mostrar o padrão.
Trabalho na rua, como vendedor externo ou entregador. Também tenho direito ao intervalo?
Tem, se a empresa consegue controlar o seu horário. A CLT só tira das regras de jornada quem faz trabalho externo incompatível com controle de horário, e essa condição precisa estar anotada na carteira (CLT, artigo 62, inciso I). Rastreador no veículo, aplicativo de entregas com horário, roteiro com hora marcada em cada cliente e cobrança por mensagem mostram que o controle existe.
Quando há controle e o roteiro não deixa tempo para comer, o intervalo cortado pode ser cobrado como o de qualquer outro trabalhador. Guarde prints do roteiro do dia, do aplicativo e das cobranças do supervisor no horário do almoço.
Meia hora por dia parece pouco. Em cinco anos, são centenas de horas.
Quem tem o almoço cortado quase sempre tem outros problemas de horário: hora extra, descanso curto entre um dia e outro, domingos sem folga.
Um advogado que trabalha só com Direito do Trabalho reconstrói a sua rotina dia a dia, separa o intervalo cortado da hora extra, que têm regras de pagamento diferentes, e prepara as testemunhas certas para mostrar o almoço que o ponto não mostra.
O ponto mostra o almoço inteiro. A testemunha mostra o almoço de verdade.
Separa intervalo de hora extra
O tempo cortado é indenização, sem reflexos. A hora a mais na jornada é extra, com reflexos. Cada um na sua conta.
Enfrenta o almoço pré-marcado
Quando o ponto já vem com 1 hora impressa, monta a prova com colegas, mensagens e a rotina do setor.
Confere a norma coletiva
Verifica se a convenção da sua categoria permite reduzir o almoço e se a empresa cumpre o que ela exige.
Os caminhos para levar um caso à Justiça do Trabalho
Caminho
Como começa
O que você precisa saber
Ir sozinho à Vara do Trabalho
Um servidor da Vara escreve o pedido com você, o que se chama atermação.
A lei permite agir sem advogado até o tribunal regional. Recurso ao TST e ação rescisória exigem advogado (Súmula 425 do TST).
Pelo sindicato da categoria
O sindicato indica um advogado para os trabalhadores que ele representa.
Cada sindicato organiza o atendimento de um jeito. Vale perguntar antes como funciona e quem acompanha o caso.
Com advogado de sua escolha
Você assina contrato e procuração, e pode fazer tudo pelo celular.
Os honorários, que são o pagamento do advogado, são combinados por escrito antes de qualquer passo.
9:41
CHChefe do setorEmpresa
Cadê você? A fila do caixa está enorme.
Estou almoçando, saí faz 10 minutos.
Termina depois. Volta agora, por favor.
Ok, já estou indo.
Exemplo: uma mensagem assim mostra, com hora marcada, que o almoço foi interrompido.
O que guardar a partir de hoje, sem precisar falar com ninguém
No almoço cortado, a prova mais forte costuma ser a testemunha. O resto ajuda a mostrar a rotina e o horário de cada dia.
Espelho de pontoPeça ao RH ou baixe no aplicativo. Mostra se o almoço vem pré-marcado.
Mensagens no almoçoPrints de chamadas e ordens do chefe, com data e hora.
Nome dos colegasAnote quem almoçava com você ou via você trabalhando.
Anotação diáriaEscreva no celular a hora em que parou e a hora em que voltou.
Escala de trabalhoFoto do quadro de horários ou da escala do setor.
Últimos holeritesMostram o salário que serve de base para a conta.
Três erros que fazem a empresa pagar menos
Todos acontecem no dia a dia, quando almoçar correndo já parece normal.
Confiar só no ponto
O ponto com 1 hora de almoço impressa, assinado todo mês, reforça a versão da empresa se você não guardar a sua.
Você anota, todo dia, a hora real do seu almoço.
Achar que o combinado vale
Trocar meia hora de almoço por sair mais cedo parece justo, mas sem norma coletiva essa redução não vale.
O combinado é conferido na convenção da categoria.
Esperar sair da empresa
Enquanto você espera, o mês mais antigo sai do prazo de cinco anos, e leva junto os almoços cortados daquele mês.
A cobrança é avaliada enquanto os meses ainda contam.
O que faz quem almoça correndo deixar o assunto para lá
Receios de quem assinou o ponto, já saiu da empresa ou acha que o almoço curto era só o jeito do setor, e o que a lei diz sobre cada um.
"Eu assinei o espelho de ponto com 1 hora de almoço todo mês."
A assinatura não impede de mostrar a rotina real. A lei deixa a empresa marcar o almoço antes no ponto, mas isso é só um registro, que cai diante de prova em contrário, como colegas que almoçavam com você e mensagens no horário (CLT, artigo 74, parágrafo 2º).
"A empresa nunca me deu o espelho de ponto. Sem ele, não tenho prova."
Quem tem de guardar o registro do ponto é a empresa, nos locais com mais de 20 trabalhadores (CLT, artigo 74, parágrafo 2º). Se ela não apresentar os registros no processo sem um motivo aceito, o juiz pode presumir verdadeira a jornada que você contou, até prova em contrário (Súmula 338, item I, do TST).
"Era assim com todo mundo do setor. É o jeito da empresa."
O costume do setor não muda a lei: sem norma coletiva ou autorização do Ministério do Trabalho, o almoço de quem trabalha mais de 6 horas não pode ser menor que 1 hora. E o fato de todos passarem pelo mesmo ajuda a provar, porque qualquer colega da sua equipe viu a rotina.
"Saí da empresa faz mais de um ano. Já passou da hora."
Ainda não, se não passaram dois anos da saída. Mas a conta encolhe a cada mês de espera, porque ela alcança só os cinco anos anteriores à data em que a ação entra, e o mês mais antigo vai saindo (Constituição, artigo 7º, inciso XXIX). Veja como contar o prazo para processar a empresa.
Do primeiro contato ao fim do caso, passo a passo
O caminho inteiro, na ordem em que acontece, sem você precisar sair de casa.
1
Você conta o que aconteceu
Pelo WhatsApp ou pelas quatro perguntas desta página.
Leva poucos minutos
2
Recebe uma avaliação por escrito
Se há o que cobrar, se o prazo está correndo e o que falta de prova.
Em até um dia útil
3
Conversa com a advogada por vídeo
Riscos, forma de cobrança e o que fazer até a ação entrar.
Na mesma semana
4
Assina pelo celular
Contrato e procuração com assinatura eletrônica, depois de ler com calma.
Quando você decidir
5
A ação entra na Justiça
Na cidade onde você trabalhou, com audiência que pode ser por vídeo.
Conforme a agenda da Vara
6
Acordo ou decisão do juiz
A advogada analisa com você qualquer proposta da empresa e acompanha o cumprimento do que for decidido.
Ao fim do processo
As perguntas que todo mundo faz
Se a sua não estiver aqui, pergunte direto para quem vai avaliar o seu caso.
Para quem trabalha mais de 6 horas por dia, de 1 a 2 horas. Para quem trabalha mais de 4 e até 6 horas, 15 minutos. O intervalo não conta como hora trabalhada.
A empresa pode me dar só 30 minutos de almoço?
Só com norma coletiva, que é a convenção ou o acordo assinado pelo sindicato, com o mínimo de 30 minutos, ou com autorização do Ministério do Trabalho. Um acordo só entre você e o chefe não serve, salvo no emprego doméstico.
Quanto vale o almoço que foi cortado?
O tempo que faltou, pago com 50% a mais sobre a hora normal. Com salário de R$ 2.200 e jornada de 44 horas, cada meia hora cortada vale R$ 7,50, o que dá cerca de R$ 165 por mês.
Li que a empresa paga a hora inteira, com reflexos. Isso vale?
Não mais. Essa era a regra da Súmula 437 do TST, que foi cancelada por estar superada pela Reforma Trabalhista. Vale o artigo 71 da CLT: só o tempo cortado, com 50%, como indenização, sem reflexo no 13º, nas férias e no FGTS.
Meu ponto mostra 1 hora de almoço que eu não tive. E agora?
A lei permite que o almoço venha marcado no ponto, e por isso a prova de que ele não aconteceu costuma ser sua. Colegas como testemunha, mensagens no horário do almoço e anotações ajudam a mostrar a rotina real.
Posso cobrar ainda trabalhando na empresa?
Pode. A lei não exige sair para entrar com a ação. A cobrança alcança os cinco anos anteriores à ação, e cada mês de espera tira o mês mais antigo da conta.
Quanto custa entrar com o processo, e o que acontece se eu perder?
Para entrar com a ação, o trabalhador não paga nada antes. As custas, que são a taxa do processo, só são cobradas no fim, de quem perder, e ficam dispensadas para quem tem justiça gratuita. A justiça gratuita vale para quem ganha até 40% do teto do INSS ou prova que não pode pagar (CLT, artigos 789 e 790). Se o pedido não for aceito, quem tem justiça gratuita não paga na hora os honorários do advogado da empresa. A cobrança fica suspensa e só acontece se, em até dois anos, a empresa provar que a sua situação financeira mudou; depois desse prazo, a dívida acaba (CLT, artigo 791-A, conforme a ADI 5766 do STF). A perícia, nesse caso, é paga pela União (CLT, artigo 790-B). Os honorários da advogada são combinados por escrito, em contrato, antes de qualquer passo.
Um advogado de outro estado pode cuidar do meu caso?
Sim. A inscrição na OAB vale em todo o país e a Justiça do Trabalho é eletrônica. A ação corre no local onde você trabalhou e a audiência pode ser por vídeo.
Tenho 1 hora de almoço, mas não posso sair da empresa. Conta como intervalo?
Conta, se você descansa de verdade. A lei não obriga a empresa a deixar você sair do prédio, mas o tempo precisa ser livre: sem atender, sem vigiar o posto e sem esperar ordens. Se a proibição de sair vem junto com a obrigação de ficar disponível, o intervalo deixa de ser descanso, e o tempo pode ser cobrado (CLT, artigos 4º e 71).
A empresa divide o meu almoço em duas pausas de 30 minutos. Pode?
Em regra, não. A lei só permite dividir o intervalo para motoristas, cobradores e fiscais do transporte coletivo de passageiros, e com norma coletiva. Para os outros trabalhadores, só a norma coletiva pode reduzir o almoço, até o mínimo de 30 minutos, e o tempo cortado fora dessas regras pode ser cobrado (CLT, artigos 71, parágrafo 5º, e 611-A, III).
Trabalho 6 horas e a empresa não me dá nem os 15 minutos. Tenho direito a quê?
Ao tempo da pausa que faltou, pago com 50% a mais, como indenização, a cada dia de trabalho sem ela. Os 15 minutos não contam na jornada, então quem fica 6 horas seguidas sem parar está, na prática, sem o descanso que a lei manda dar. Se o turno passa das 6 horas com frequência, o intervalo devido passa a ser de 1 hora (CLT, artigo 71, parágrafos 1º, 2º e 4º).
O cafezinho de 10 minutos que a empresa dá conta como intervalo?
Não. As pausas curtas para café, dadas pela empresa sem previsão na lei, contam como tempo de trabalho e não podem ser somadas para fechar a hora de almoço. Se elas esticam a sua saída no fim do dia, o tempo a mais é pago como hora extra (Súmula 118 do TST).
Meus colegas ainda trabalham lá e têm medo de testemunhar sobre o almoço. E agora?
O colega que testemunha não pode ter o dia descontado, e punir alguém por depor abre uma cobrança própria para ele. Se ele preferir não ir por conta própria, o juiz pode intimá-lo, e a empresa vê que ele foi chamado, e não que escolheu ir. Ex-colegas que já saíram também podem testemunhar (CLT, artigos 822 e 825).
Se eu entrar na Justiça ainda trabalhando, a empresa fica sabendo?
Fica, quando a ação entra, porque ela é chamada para se defender. O que é sigiloso é a avaliação do caso, antes de você decidir. Demitir alguém como castigo por ter ido à Justiça pode gerar indenização, mas, por cautela, muita gente guarda as provas agora e entra com a ação depois de sair, dentro de dois anos (Constituição, artigo 7º, XXIX).
As palavras difíceis desta página, em linguagem simples
Você vai ouvir esses termos na conversa com a advogada e no processo. Aqui está o que cada um quer dizer.
Intervalo intrajornada
A pausa no meio do dia para comer e descansar, que não conta como hora trabalhada.
Intervalo interjornada
O descanso de no mínimo 11 horas seguidas entre o fim de um dia de trabalho e o começo do outro.
Norma coletiva
A convenção ou o acordo assinado pelo sindicato, que pode reduzir o almoço até o mínimo de 30 minutos.
Pré-assinalação
O almoço que já vem marcado no ponto, sem você registrar a hora de saída e de volta.
Natureza indenizatória
Valor pago para reparar um prejuízo, que por isso não reflete no 13º, nas férias nem no FGTS.
Prescrição
A perda do direito de cobrar pelo tempo: só os últimos cinco anos, e até dois anos depois da saída.
Quem avalia o seu caso defende só trabalhadores, nunca empresas
Maryon Portes escreveu e revisou esta página. A sua avaliação é lida pela equipe dela, e a Dra. Maryon Portes é a advogada responsável pela sua ação.
De onde vem o que está escrito aqui
Leis e decisões citadas nesta página, direto nas fontes oficiais.
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A empresa ficou devendo?A advogada analisa o seu caso, com sigilo.
Avaliação do seu caso
O que a empresa ficou devendo pode ser seu por direito.
O acerto veio menor do que devia, ou nem foi pago
A hora extra nunca apareceu no holerite
Trabalhou anos sem carteira assinada
Humilhação, pressão ou doença por causa do trabalho
A Dra. Maryon Portes analisa o seu relato e explica o que você pode cobrar e até quando. Advogada trabalhista, OAB/SC 50.864, só do lado do trabalhador.