O seu seguro-desemprego foi negado? Dá para recorrer, e às vezes quem paga é a empresa.
Quem foi demitido sem justa causa tem direito a 3 a 5 parcelas, pedidas do 7º ao 120º dia depois da saída. Se o governo negou, cabe recurso. Se a culpa foi da empresa, ela pode ter que pagar o valor das parcelas, a chamada indenização substitutiva.
O pedido é feito do 7º ao 120º dia depois da demissão. Para empregada doméstica, até o 90º dia.
A negativa tem recurso
Você tem 120 dias, contados do aviso no aplicativo, para pedir ao governo que revise a decisão.
Culpa da empresa vira dívida
Se a empresa não informou a demissão e você perdeu o seguro, ela pode ter que pagar o valor das parcelas.
Justa causa revertida conta
Se o juiz anular a justa causa, o valor do seguro que você não recebeu entra na conta da empresa.
Quem tem direito ao seguro-desemprego, e quem não tem
O seguro-desemprego é uma ajuda do governo para quem perdeu o emprego sem ter dado motivo. A Lei 7.998 garante o benefício a quem foi demitido sem justa causa e também a quem saiu por rescisão indireta, que é quando o trabalhador encerra o contrato por falta grave da empresa.
Não tem direito quem pediu demissão, quem foi demitido por justa causa e quem saiu pelo acordo do artigo 484-A da CLT, a demissão combinada entre as duas partes. Se a justa causa foi injusta ou o pedido de demissão foi forçado, a saída pode ser corrigida na Justiça, e o seguro volta para a conta. Veja como reverter a justa causa e quando o pedido de demissão forçado pode ser anulado.
Também é preciso ter trabalhado o bastante: na primeira vez, 12 meses com salário nos últimos 18; na segunda, 9 meses nos últimos 12; da terceira em diante, cada um dos 6 meses antes da demissão. O número de parcelas, de 3 a 5, depende dos meses trabalhados nos últimos 36 meses. O abono do PIS é outro benefício, com regras próprias: veja quem tem direito ao abono salarial.
O seguro não é favor da empresa. Ela só precisa informar a demissão, e quem decide é o governo.
Onde está na lei
Na Lei 7.998, artigos 2º a 4º, e na Resolução 957 do Codefat, o conselho que regula o benefício.
Quem recebe
Quem foi demitido sem justa causa ou saiu por rescisão indireta, com carteira assinada.
Quem não recebe
Quem pediu demissão, fez o acordo do artigo 484-A ou foi demitido por justa causa.
Prazo para pedir
Do 7º ao 120º dia depois da demissão. Para empregada doméstica, do 7º ao 90º dia.
A regra vale para qualquer profissão com carteira assinada em empresa.
Seis motivos comuns de o seguro ser negado
O motivo aparece na notificação do aplicativo. Em cada um, veja o que costuma servir de prova no recurso ou na Justiça.
A empresa não informou a demissão
Sem os dados que a empresa deve enviar ao governo, o pedido não aparece no aplicativo ou fica travado.
Prova: o termo de rescisão e o print da tela.Resolução 957 do Codefat, artigo 40
Emprego ainda aberto no seu nome
O sistema acha um contrato ativo: outro emprego atual ou uma empresa antiga que nunca deu baixa.
Prova: a Carteira de Trabalho Digital com as datas de saída.Lei 7.998, artigos 3º e 7º
CNPJ ou MEI no seu nome
O governo entende que você tem renda própria. Só o registro de MEI não prova renda: vale a declaração anual.
Prova: a declaração anual do MEI ou a baixa do CNPJ.Lei 7.998, artigo 3º, parágrafo 4º
Benefício do INSS ao mesmo tempo
Auxílio por incapacidade e aposentadoria bloqueiam o seguro. Auxílio-acidente e pensão por morte, não.
Prova: o extrato do Meu INSS, com o tipo e as datas.Resolução 957 do Codefat, artigo 6º
Dados que não batem
Nome, CPF, PIS ou data de saída diferentes entre o que a empresa informou e o seu cadastro travam o pedido.
Prova: documento com foto, CPF e o termo de rescisão.Resolução 957 do Codefat, artigo 4º
Tempo de trabalho insuficiente
Na primeira vez, são 12 meses com salário nos últimos 18. Mês trabalhado sem registro não entra na conta.
Prova: a Carteira de Trabalho Digital e os holerites.Lei 7.998, artigo 3º, inciso I
Quantas parcelas num caso comum, e por que a conta engana
A contagem soma todos os empregos dos últimos 36 meses antes da demissão, e não só o último. E um mês com 15 dias ou mais de trabalho conta como mês inteiro. Esses dois detalhes mudam o número de parcelas.
Forma de saída
Demissão sem justa causa
Pedido de seguro
Primeira vez
Último emprego
14 meses e 20 dias
Emprego anterior
9 meses, saiu a pedido
Conta informativa, pela regra da Lei 7.998. O valor de cada parcela depende da média dos três últimos salários e da tabela do governo, que é reajustada. Não é promessa de resultado.
Os meses que contam para o seguro
Primeira solicitação, últimos 36 meses antes da demissão
Último emprego, meses completos14 meses de carteira assinada
Fração do último mês20 dias: 15 dias ou mais contam como mês
Emprego anteriorEntra na conta mesmo tendo sido pedido de demissão
Total: com 24 meses ou mais, são 5 parcelas
Foi erro de cadastro, ou culpa da empresa?
O caminho muda conforme a causa da negativa. Nos dois casos, o prazo começa a correr no dia da notificação ou da saída.
Erro de dados ou cadastro
Recurso no próprio governo
Pelo gov.br, pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou numa unidade do Trabalho
O prazo é de 120 dias, contados da notificação, que é o aviso da negativa
A análise costuma levar cerca de 30 dias, e o resultado sai no aplicativo
O recurso só corrige o que já está registrado nos sistemas do governo.
Culpa da empresa
Cobrança na Justiça do Trabalho
A empresa que não informou a demissão responde pelo seguro perdido
Na justa causa revertida, o juiz pode mandar pagar o valor das parcelas
A indenização é pedida junto com o acerto, o FGTS e as multas
É o caminho quando o problema está no contrato, e não no cadastro.
O recurso no governo não analisa o que a empresa deixou de registrar. Se for preciso provar a demissão, a forma da saída ou o tempo de trabalho, quem decide é a Justiça. A cobrança da empresa pode ser feita em até dois anos depois da saída.
Benefício do INSS e seguro-desemprego não se somam, com poucas exceções.
Seu caso tem um detalhe que muda tudo? Existe caminho para ele.
Justa causa, acordo, empresa fechada, trabalho doméstico. Estas são as situações que mais geram dúvida, e o que cada uma muda.
Fui demitido por justa causa
Na justa causa não há seguro. Se ela for revertida na Justiça, a empresa pode ter que pagar o valor das parcelas.
Quando a Justiça é que destrava o seguro: acordo e vínculo reconhecido
Duas situações em que o seguro não depende só do aplicativo: o acordo feito no processo e o emprego sem carteira reconhecido pelo juiz. Nas duas, um detalhe no papel decide se as parcelas saem.
Vou fazer acordo com a empresa no processo. O que precisa constar para eu receber o seguro?
A ata do acordo precisa dizer que a saída foi demissão sem justa causa, com a data, e trazer a obrigação de a empresa informar a demissão ao governo ou a autorização do juiz para você pedir o benefício com aquele documento. Acordo que fala só em "quitação" e num valor, sem dizer a forma da saída, costuma travar o pedido.
Se a empresa não informar no prazo combinado, o próprio acordo pode prever que ela pague o valor das parcelas. Antes de aceitar, confira se a forma da saída e a data estão escritas, porque o acordo aprovado pelo juiz não pode ser revisto depois (CLT, artigo 831, parágrafo único).
Trabalhei sem carteira e o juiz reconheceu o vínculo. Tenho seguro-desemprego?
Pode ter. Reconhecido o vínculo, que é o emprego que existia sem registro, e a demissão sem justa causa, a empresa passa a ter de informar a demissão ao governo como faria com qualquer empregado registrado. Os meses reconhecidos entram na contagem de tempo para o benefício.
Se, por culpa da empresa, o pedido não puder mais ser feito ao governo, ela paga o valor das parcelas, porque deixou de entregar o que era preciso para você receber (Súmula 389, item II, do TST). Por isso esse pedido entra na ação desde o começo, junto com o vínculo.
O recurso resolve erro de cadastro. O que é culpa da empresa se cobra na Justiça.
A empresa que não informa a demissão quase sempre errou em outras coisas também: acerto atrasado, FGTS sem depósito, baixa na carteira.
Um advogado que trabalha só com Direito do Trabalho lê a notificação, diz qual é o caminho certo para o seu motivo de negativa e, quando a culpa é da empresa, pede a indenização substitutiva, que é o valor das parcelas pago por ela, na mesma ação do resto do que ela deve.
Primeiro se descobre o motivo da negativa. Depois se escolhe o caminho.
Lê a notificação
Identifica o motivo da negativa e diz se o caminho é o recurso no governo ou a ação contra a empresa.
Refaz a contagem
Confere os meses dos últimos 36, com a regra dos 15 dias, e quantas parcelas cabem no seu caso.
Cobra tudo de uma vez
Soma a indenização do seguro ao acerto, ao FGTS e às multas na mesma ação contra a empresa.
Os caminhos para levar um caso à Justiça do Trabalho
Caminho
Como começa
O que você precisa saber
Ir sozinho à Vara do Trabalho
Um servidor da Vara escreve o pedido com você, o que se chama atermação.
A lei permite agir sem advogado até o tribunal regional. Recurso ao TST e ação rescisória exigem advogado (Súmula 425 do TST).
Pelo sindicato da categoria
O sindicato indica um advogado para os trabalhadores que ele representa.
Cada sindicato organiza o atendimento de um jeito. Vale perguntar antes como funciona e quem acompanha o caso.
Com advogado de sua escolha
Você assina contrato e procuração, e pode fazer tudo pelo celular.
Os honorários, que são o pagamento do advogado, são combinados por escrito antes de qualquer passo.
9:41
RHRecursos HumanosEmpresa
Boa tarde. O aplicativo diz que a empresa não informou a minha demissão.
Boa tarde! O contador está vendo isso.
Deve sair só no mês que vem, aguarde.
Ok, mas o meu prazo está correndo.
Exemplo: uma mensagem assim prova que a empresa sabia do problema e da data.
O que guardar a partir de hoje, sem precisar falar com ninguém
Para recorrer ou cobrar a empresa, a prova costuma ser simples: a data da saída, o motivo da negativa e o que a empresa respondeu.
Print da negativaA tela do aplicativo com o motivo e a data do aviso.
Termo de rescisãoMostra a data e a forma da saída, escritas pela empresa.
Carteira de Trabalho DigitalPrint de todos os contratos, com entrada e saída.
Extrato do FGTSBaixe no aplicativo FGTS, da Caixa, e salve em PDF.
Mensagens do RHPrints das promessas de enviar os dados, com data.
Protocolo do recursoO número do recurso e a data em que ele entrou.
Três erros que fazem o trabalhador perder o seguro
Todos acontecem nas primeiras semanas depois da demissão, quando a pessoa ainda acredita que o RH vai resolver.
Esperar o RH resolver
Enquanto a empresa promete enviar os dados, os 120 dias para pedir o seguro continuam correndo.
A cobrança é feita por escrito, e a data fica registrada.
Ignorar a notificação
A negativa chega no aplicativo. Passados 120 dias desse aviso, não dá mais para recorrer no governo.
O recurso entra logo, com o documento que corrige o erro.
Assinar acordo sem saber
Quem assina o acordo do artigo 484-A ou um pedido de demissão fica sem seguro, mesmo que a ideia seja da empresa.
A forma da saída é conferida antes de qualquer assinatura.
O que faz quem está com o seguro travado desistir
Três receios de quem depende das parcelas e tem medo de piorar a situação ao mexer nelas.
"O atendente do posto disse que não tem jeito."
O atendimento do governo só enxerga o que está nos sistemas. Se o problema é algo que a empresa deixou de informar ou informou errado, o atendente não tem como corrigir, mas isso não encerra o seu direito: o recurso tem prazo próprio, e o que é culpa da empresa se resolve na Justiça do Trabalho. Peça o motivo da negativa por escrito, ou tire print da tela, antes de sair.
"A empresa disse que, se eu processar, vai informar que eu pedi demissão."
A forma da saída já está registrada no termo de rescisão e nos dados enviados ao governo, e mudar isso depois, para punir quem foi à Justiça, é uma informação falsa. Se a troca travar o seu seguro, a empresa responde pelo valor das parcelas (Súmula 389 do TST). Guarde o termo de rescisão e a mensagem com a ameaça, com a data.
"Tenho medo de ter que devolver o seguro se o processo mudar alguma coisa."
O que leva à devolução são as parcelas recebidas sem direito, como ao começar um emprego novo sem que o benefício seja interrompido. Cobrar da empresa o que ela deve não transforma em indevido o seguro que você recebeu. O cuidado fica para um caso específico: se o juiz mandar você voltar ao emprego com os salários do período, o que fazer com as parcelas desse tempo é decidido com a advogada no próprio processo.
Do primeiro contato ao fim do caso, passo a passo
O caminho inteiro, na ordem em que acontece, sem você precisar sair de casa.
1
Você conta o que aconteceu
Pelo WhatsApp ou pelas quatro perguntas desta página.
Leva poucos minutos
2
Recebe uma avaliação por escrito
Se há o que cobrar, se o prazo está correndo e o que falta de prova.
Em até um dia útil
3
Conversa com a advogada por vídeo
Riscos, forma de cobrança e o que fazer até a ação entrar.
Na mesma semana
4
Assina pelo celular
Contrato e procuração com assinatura eletrônica, depois de ler com calma.
Quando você decidir
5
A ação entra na Justiça
Na cidade onde você trabalhou, com audiência que pode ser por vídeo.
Conforme a agenda da Vara
6
Acordo ou decisão do juiz
A advogada analisa com você qualquer proposta da empresa e acompanha o cumprimento do que for decidido.
Ao fim do processo
As perguntas que todo mundo faz
Se a sua não estiver aqui, pergunte direto para quem vai avaliar o seu caso.
O seguro-desemprego foi negado. O que eu faço primeiro?
Abra a notificação no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e veja o motivo. Se for erro de dados ou de cadastro, cabe recurso no governo em até 120 dias. Se a culpa for da empresa, a cobrança é feita na Justiça do Trabalho.
Qual o prazo para pedir o seguro-desemprego?
Do 7º ao 120º dia depois da demissão, para quem trabalhava com carteira assinada em empresa. Para empregada doméstica, do 7º ao 90º dia. A primeira parcela é liberada 30 dias depois do pedido.
Quantas parcelas eu recebo?
De 3 a 5, conforme os meses trabalhados nos últimos 36 meses e quantas vezes você já pediu. Na primeira vez, de 12 a 23 meses dão 4 parcelas, e 24 meses ou mais dão 5.
Quem é demitido por justa causa recebe seguro-desemprego?
Não. Mas, se a justa causa for revertida na Justiça, a empresa pode ser condenada a pagar uma indenização no valor das parcelas que você deixou de receber.
A empresa não informou a demissão. Ainda tenho direito?
As guias são digitais: a empresa envia os dados da demissão ao governo. Se ela não enviou e você perdeu o seguro, a Súmula 389 do TST dá direito à indenização no lugar dele. Se o acerto também atrasou, veja o prazo e a multa do acerto não pago.
Arrumei emprego e fui demitido de novo. Perco as parcelas?
Quando você começa num emprego novo, as parcelas param. Se for demitido sem justa causa dentro do mesmo período de 16 meses, as parcelas que sobraram podem voltar.
Quanto custa entrar com o processo, e o que acontece se eu perder?
Para entrar com a ação, o trabalhador não paga nada antes. As custas, que são a taxa do processo, só são cobradas no fim, de quem perder, e ficam dispensadas para quem tem justiça gratuita. A justiça gratuita vale para quem ganha até 40% do teto do INSS ou prova que não pode pagar (CLT, artigos 789 e 790). Se o pedido não for aceito, quem tem justiça gratuita não paga na hora os honorários do advogado da empresa. A cobrança fica suspensa e só acontece se, em até dois anos, a empresa provar que a sua situação financeira mudou; depois desse prazo, a dívida acaba (CLT, artigo 791-A, conforme a ADI 5766 do STF). A perícia, nesse caso, é paga pela União (CLT, artigo 790-B). Os honorários da advogada são combinados por escrito, em contrato, antes de qualquer passo.
Um advogado de outro estado pode cuidar do meu caso?
Sim. A inscrição na OAB vale em todo o país e a Justiça do Trabalho é eletrônica. A ação corre no local onde você trabalhou e a audiência pode ser por vídeo.
Dá para liberar o seguro-desemprego pela Justiça? Em quanto tempo?
Dá. O juiz pode mandar a empresa informar a demissão ao governo ou dar uma decisão que o governo aceita no lugar dos dados da empresa. Quando a demissão não é discutida e o prazo de 120 dias está perto, a advogada pode pedir isso logo no começo da ação, como tutela de urgência, que é a decisão dada antes do fim do processo. Se a liberação não vier a tempo, a empresa paga o valor das parcelas (Código de Processo Civil, artigo 300, e Súmula 389 do TST).
A empresa não liberou as guias e eu fiquei sem dinheiro. Cabe dano moral?
Só por isso, em regra, não. A Justiça costuma entender que a indenização no valor das parcelas já repara a perda, e o dano moral, que é a reparação pelo sofrimento, exige mostrar um prejuízo a mais ligado ao seguro travado, como contas atrasadas ou nome negativado. Por isso, vale guardar os comprovantes desse aperto (Súmula 389 do TST e CLT, artigo 223-B).
Posso receber o seguro-desemprego e entrar na Justiça contra a empresa ao mesmo tempo?
Pode. O seguro é pago pelo governo, e a ação cobra o que a empresa deve: uma coisa não corta a outra. Entrar com a ação não suspende as parcelas, e receber as parcelas não diminui o que a empresa tem de pagar no processo (Lei 7.998, artigo 3º).
Se a minha justa causa for revertida, quem paga o seguro: o governo ou a empresa?
Depende do momento. Se a decisão sai a tempo, o juiz pode mandar a empresa informar a demissão sem justa causa, e você pede as parcelas ao governo. Se o pedido ao governo não for mais possível, quem paga é a empresa, no valor das parcelas que você teria recebido (Súmula 389 do TST).
Estava grávida quando fui demitida e recebi o seguro. Perco a indenização da estabilidade?
Não. O seguro é um benefício pago pelo governo a quem perdeu o emprego, e a estabilidade é um direito cobrado da empresa: receber um não apaga o outro. O pedido da estabilidade vai da confirmação da gravidez até cinco meses depois do parto (artigo 10, inciso II, alínea b, do ADCT, as regras transitórias da Constituição).
Como é calculado o valor de cada parcela do seguro?
Pela média dos salários dos três últimos meses antes da demissão, aplicada à tabela do governo, que tem faixas e um teto reajustado todo ano. Nenhuma parcela pode ser menor que um salário mínimo. Se a empresa informou um salário menor que o real, a parcela sai menor, e a diferença pode ser cobrada dela (Lei 7.998, artigo 5º).
As palavras difíceis desta página, em linguagem simples
Você vai ouvir esses termos na conversa com a advogada e no processo. Aqui está o que cada um quer dizer.
Seguro-desemprego
Ajuda do governo, paga em 3 a 5 parcelas, a quem foi demitido sem justa causa.
Guias do seguro-desemprego
Os dados da demissão que a empresa envia ao governo. Sem eles, o pedido não é liberado.
Indenização substitutiva
O valor das parcelas pago pela empresa quando, por culpa dela, você não recebeu o seguro.
Notificação
O aviso do governo, no aplicativo, dizendo que o pedido foi negado ou tem pendência.
Recurso administrativo
O pedido de revisão feito ao próprio governo, em até 120 dias da notificação.
Período aquisitivo
Os 16 meses, contados da demissão que deu o último seguro, antes de um novo pedido.
Quem avalia o seu caso defende só trabalhadores, nunca empresas
Maryon Portes escreveu e revisou esta página. A sua avaliação é lida pela equipe dela, e a Dra. Maryon Portes é a advogada responsável pela sua ação.
De onde vem o que está escrito aqui
Leis e decisões citadas nesta página, direto nas fontes oficiais.
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A empresa ficou devendo?A advogada analisa o seu caso, com sigilo.
Avaliação do seu caso
O que a empresa ficou devendo pode ser seu por direito.
O acerto veio menor do que devia, ou nem foi pago
A hora extra nunca apareceu no holerite
Trabalhou anos sem carteira assinada
Humilhação, pressão ou doença por causa do trabalho
A Dra. Maryon Portes analisa o seu relato e explica o que você pode cobrar e até quando. Advogada trabalhista, OAB/SC 50.864, só do lado do trabalhador.