Custos do home office

Trabalha de casa e paga a conta? A empresa pode ter que reembolsar.

A CLT manda o contrato escrito dizer quem paga internet, equipamento e reembolso do home office. Quando o contrato é omisso, ou joga tudo para você, o risco do negócio continua sendo da empresa, e os tribunais costumam mandar ressarcir o gasto.

Quem responde é uma pessoa da equipe, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h.

  • Avaliação sigilosa e sem compromisso
  • Advogada com OAB verificável
  • Atendimento online em todo o Brasil
Trabalhadora frustrada diante do notebook depois de receber uma má notícia

O que você precisa saber antes de seguir pagando para trabalhar

Quatro pontos que mudam o que dá para cobrar, e que quase ninguém explica quando o escritório fecha.

  • O contrato precisa dizer

    O artigo 75-D da CLT manda prever por escrito quem compra o equipamento e quem reembolsa o gasto.

  • Sem contrato, vale o risco

    O artigo 2º da CLT põe o risco do negócio na empresa. Sem cláusula clara, o gasto costuma ser discutido.

  • Ajuda de custo não é salário

    O valor pago para cobrir o gasto não integra a remuneração e não gera FGTS, pelo artigo 457, parágrafo 2º.

  • Cadeira ruim vira saúde

    A empresa deve orientar sobre os cuidados com a postura, e a dor causada pelo trabalho em casa pode ser doença ocupacional.

Pergunta 1 de 4

Quais custos do home office você paga hoje?

Marque tudo o que você paga. Pode ser mais de uma coisa.

Marque pelo menos uma opção para continuar.

Há quanto tempo você trabalha de casa e qual é a sua situação?

O tempo em home office mostra quantos meses de gasto podem entrar na conta.

Trabalho de casa há
Hoje, em relação à empresa, eu

Responda as duas perguntas para continuar.

O que você já tem guardado?

Não se preocupe se tiver pouco. A empresa é obrigada a apresentar os documentos do contrato na Justiça.

Marque o que você tem, ou "Ainda não guardei nada".

Para onde a equipe envia a avaliação?

A avaliação chega escrita no seu e-mail, em até um dia útil. O telefone é opcional: com ele, a equipe pode ligar se faltar algum detalhe.

Informe seu nome.
Informe um e-mail válido, como [email protected].
Confira o número, com o DDD, como (47) 99999-9999.
Escolha o estado.

Seus dados ficam só com a advogada.

O contrato escrito decide, mas não pode jogar todo o risco para você

O artigo 75-D da CLT diz que o contrato escrito deve definir quem compra e mantém o equipamento e a infraestrutura do trabalho remoto, e quem reembolsa o que o empregado gastar. Sem esse papel, ou com um papel que empurra todo o custo para o trabalhador, entra o artigo 2º.

O artigo 2º define a empresa como quem assume os riscos da atividade econômica. Por isso, sem contrato claro, os tribunais costumam mandar a empresa ressarcir a parte do gasto ligada ao trabalho, como a internet e a energia usadas, e pode haver decisão para equipamento que ela exigiu. O valor depende de prova e é, em regra, uma estimativa razoável, porque a conta da casa mistura o uso pessoal e o do trabalho.

O valor que a empresa paga para cobrir esses gastos, a ajuda de custo, não integra a remuneração e não entra no cálculo do FGTS, do 13º e das férias. Se a empresa muda o home office para outro regime, ou pede a volta ao escritório, o assunto é de o que fazer quando o home office muda ou acaba.

Quem leva o trabalho para dentro da sua casa não pode levar junto o custo de tê-lo lá.

Onde está na lei
No artigo 75-D da CLT, sobre o contrato escrito, e no artigo 2º, sobre o risco da empresa.
O que o contrato define
Quem compra e mantém o equipamento e quem reembolsa as despesas do trabalhador.
O que não é salário
As utilidades do artigo 75-D e a ajuda de custo, que não geram reflexo em 13º, férias e FGTS.
Se a empresa não pagou
O gasto pode ser cobrado dos últimos cinco anos, com a prova do valor.
Mulher conversando por videochamada em casa
A internet da sua casa também é ferramenta de trabalho.

Seis despesas do home office, e o que vale em cada uma

Nem toda despesa tem o mesmo peso. Em cada uma, veja o que decide a questão e o que serve de prova.

  • Internet

    O plano que você contratou ou aumentou para trabalhar. Sem reembolso, a parte usada no trabalho costuma ser discutida.

    Prova: a fatura do plano em seu nome e o aviso de que o trabalho é remoto.CLT, artigos 2º e 75-D

  • Energia elétrica

    O aumento da conta de luz por causa do computador e do ar-condicionado. É estimado, porque a conta mistura os usos.

    Prova: as contas de antes e depois do home office.CLT, artigo 2º

  • Cadeira e mesa

    O mobiliário adequado ao trabalho. A empresa deve cuidar das condições de segurança, mesmo longe do escritório.

    Prova: a nota de compra ou as fotos do posto de trabalho.CLT, artigos 75-D e 75-E

  • Computador e monitor

    O equipamento que a empresa deveria entregar. Se você comprou ou usa o seu, o contrato precisa dizer quem paga.

    Prova: a nota fiscal e o aditivo que mandou trabalhar de casa.CLT, artigo 75-D

  • Celular e plano de dados

    O aparelho e o plano usados para falar com clientes e chefia. Sem pagamento, a parte profissional costuma ser discutida.

    Prova: a fatura e as mensagens de trabalho no aparelho.CLT, artigo 2º

  • Ajuda de custo cortada

    Valor que a empresa pagava para cobrir o gasto e parou. Corte pode ser discutido se virou hábito ou estava no contrato.

    Prova: os holerites antes e depois do corte.CLT, artigo 457, parágrafo 2º

Quanto pode ser cobrado num caso comum

Um exemplo de trabalhadora em home office que paga internet e tem a conta de luz maior, sem ajuda de custo. Os valores mostram como um gasto pequeno por mês vira uma quantia relevante.

Internet
R$ 120 por mês
Aumento da energia
R$ 80 por mês, estimado
Tempo em home office
24 meses
Contrato
Sem ajuda de custo e sem cláusula

Conta informativa, sem juros e correção, com valores brutos. Não é promessa de resultado.

O que a trabalhadora pagou do próprio bolso

Home office por 24 meses, sem nenhum reembolso

  • Internet, primeiro ano12 meses de R$ 120,00R$ 1.440,00
  • Internet, segundo ano12 meses de R$ 120,00R$ 1.440,00
  • Energia, primeiro ano12 meses de R$ 80,00R$ 960,00
  • Energia, segundo ano12 meses de R$ 80,00R$ 960,00
Total que pode ser cobrado, sem juros e correçãoR$ 4.800,00
O valor depende de prova, como as contas de antes e depois do home office, e o juiz pode aceitar só a parte ligada ao trabalho. Como reembolso é indenização, não se soma FGTS sobre ele.

Você ainda trabalha lá, ou já saiu?

O caminho muda conforme a situação do contrato. Nos dois casos, o gasto que a empresa não pagou continua podendo ser cobrado.

Ainda trabalha na empresa

A cobrança não exige pedir demissão

  • O reembolso pode ser pedido sem encerrar o contrato
  • Pedir por escrito o pagamento deixa o pedido registrado
  • Os gastos dos últimos cinco anos entram na conta

Guardar as contas de cada mês desde hoje vale mais do que estimar depois.

Já saiu ou foi demitido

Os últimos cinco anos ainda contam

  • Os gastos entram na mesma cobrança do acerto
  • A ação deve ser proposta em até dois anos depois da saída
  • Faturas antigas costumam estar no aplicativo do banco

Quem já saiu conta o prazo de dois anos a partir do fim do contrato.

Cada mês de espera apaga um mês lá de trás. A cobrança alcança só os cinco anos anteriores à ação. Quem demora perde, todo mês, o gasto mais antigo.

Homem exausto na mesa do escritório à noite
A mesa de casa é o escritório da empresa, e o custo dela não é só seu.

Seu caso tem um detalhe que muda tudo? Existe caminho para ele.

Contrato, ajuda de custo, saúde e jornada. Estas são as situações que mais geram dúvida, e o que cada uma muda.

  • O contrato diz que o custo é meu

    Uma cláusula assim existe, mas jogar todo o risco ao trabalhador pode ser contestado diante do artigo 2º.

    O que muda: o tema é discutido nos tribunais, e cada caso depende do texto do contrato.

  • Não assinei nada sobre home office

    Sem contrato escrito, falta justamente o papel que o artigo 75-D manda existir, e o gasto costuma ser discutido.

    O que muda: mensagens que mandaram trabalhar de casa ajudam a provar a mudança.

  • Recebo ajuda de custo pequena

    A ajuda de custo não é salário, mas pode ser menor que o gasto real. A diferença pode ser discutida.

    O que muda: o valor que a empresa pagou entra na conta e é abatido do total.

  • Fiquei com dor por causa da cadeira

    A empresa deve orientar sobre a postura e as condições do posto. A dor causada pelo trabalho pode ser doença do trabalho.

    O que muda: veja o que fazer com uma doença causada pelo trabalho.

  • Me cobram fora do horário

    Em casa, a mensagem à noite e no fim de semana vira rotina. O tempo à disposição da empresa pode virar hora extra.

    O que muda: veja as mensagens fora do horário de trabalho.

  • Preciso provar minha jornada

    No home office, o controle de horário costuma ser feito por sistema, e-mail e mensagens. Isso serve de prova.

    O que muda: veja como provar a hora extra sem ponto.

Cada gasto parece pequeno. O que costuma faltar é somar todos.

Quem trabalha de casa raramente guarda o que paga, e a empresa costuma se apoiar nisso para dizer que o gasto é só pessoal.

Um advogado que trabalha só com Direito do Trabalho lê o contrato e os aditivos, separa o que a empresa devia pagar, estima a parte profissional de internet e energia e cobra na mesma ação o reembolso, as horas extras e as demais verbas.

Mesa de atendimento com fone, notebook e celular
Quem junta as contas de cada mês transforma pequenos gastos em valor cobrado.
  • Lê o contrato e o aditivo

    Confere o que o artigo 75-D exigia e se a cláusula joga o risco todo para o trabalhador.

  • Estima a parte do trabalho

    Compara as contas de antes e depois do home office para separar o uso profissional.

  • Cobra tudo de uma vez

    Junta o reembolso, a hora extra fora do horário e a ajuda de custo cortada na mesma ação.

Três formas de cobrar o que a empresa deve
O que importaEntrar sozinho na JustiçaPelo sindicatoCom advogado trabalhista
Quem pode usarQualquer trabalhador, na Vara do TrabalhoQuem é da categoria representadaQualquer trabalhador, em qualquer estado
Análise das provas antesPor sua contaDepende da estrutura do sindicatoFeita antes de qualquer passo
Cálculo do que é devidoPor sua contaVaria conforme o atendimentoFeito linha por linha, com os reflexos
Recursos em tribunais superioresNão é possível sem advogadoDepende do sindicatoAcompanhamento até o fim
Outros direitos na mesma açãoSó o que você souber pedirVaria conforme o casoLevantamento completo do que a empresa deve
Exemplo: uma mensagem assim prova que a empresa negou o reembolso e a data em que isso foi dito.

O que guardar a partir de hoje, sem precisar falar com ninguém

Para cobrar o reembolso, a prova costuma ser simples: o que você paga hoje e o que pagava antes de trabalhar de casa.

  • Contrato e aditivosMostram se havia cláusula sobre home office, equipamento e reembolso.
  • Mensagem do home officeO aviso de que o escritório fechou ou de que você passaria a trabalhar de casa.
  • Faturas de internetGuarde as de antes e as de depois, com o nome do plano e o valor.
  • Contas de luzMostram o consumo antes e depois, e dão base para estimar o aumento.
  • Notas dos equipamentosCadeira, mesa, monitor e o que mais você comprou para trabalhar.
  • HoleritesMostram se havia ajuda de custo e quando ela foi cortada.

Três erros que fazem a empresa pagar menos

Todos acontecem no dia a dia, quando a pessoa aceita o home office como um favor.

  • Assinar o aditivo sem ler

    O papel que manda trabalhar de casa pode dizer que o custo é todo seu, e isso pesa na cobrança.

    Peça uma cópia do aditivo antes de assinar.

  • Não separar as contas

    A conta de luz e a de internet misturam o uso da casa e o do trabalho, e a empresa discute cada número.

    Guarde as faturas de antes do home office para comparar.

  • Esperar a volta ao escritório

    Os gastos mais antigos prescrevem, ou seja, deixam de poder ser cobrados, a cada mês que passa.

    A cobrança entra enquanto ainda alcança todos os meses.

Do primeiro oi ao dinheiro na conta

O caminho inteiro, na ordem em que acontece, sem você precisar sair de casa.

  1. Você conta o que aconteceu

    Pelo WhatsApp ou pelas quatro perguntas desta página.

    Leva poucos minutos
  2. Recebe uma avaliação por escrito

    Se há o que cobrar, se o prazo está correndo e o que falta de prova.

    Em até um dia útil
  3. Conversa com a advogada por vídeo

    Riscos, forma de cobrança e o que fazer até a ação entrar.

    Na mesma semana
  4. Assina pelo celular

    Contrato e procuração com assinatura eletrônica, depois de ler com calma.

    Quando você decidir
  5. A ação entra na Justiça

    Na cidade onde você trabalhou, com audiência que pode ser por vídeo.

    Conforme a agenda da Vara
  6. Acordo ou decisão do juiz

    Análise de qualquer proposta da empresa e cobrança do que for decidido.

    Ao fim do processo

As perguntas que todo mundo faz

Se a sua não estiver aqui, pergunte direto para quem vai avaliar o seu caso.

Perguntar pelo WhatsAppUma pessoa da equipe responde
A empresa é obrigada a pagar a minha internet no home office?

A CLT manda o contrato escrito dizer quem paga a infraestrutura e o reembolso. Sem contrato, os tribunais costumam discutir o reembolso da parte usada no trabalho, com base no artigo 2º.

Quem paga a cadeira, a mesa e o computador?

O contrato deve prever isso, pelo artigo 75-D. Se a empresa exigiu o equipamento e nada pagou, o gasto pode ser cobrado. A empresa também deve orientar sobre os cuidados com a saúde no posto de trabalho, pelo artigo 75-E.

Posso cobrar a conta de luz do home office?

Pode, mas é estimativa, porque a conta mistura o uso da casa e o do trabalho. Comparar as contas de antes e depois ajuda, e o juiz pode aceitar só a parte ligada ao trabalho.

A ajuda de custo do home office é salário?

Não. O artigo 457, parágrafo 2º, diz que a ajuda de custo não integra a remuneração e não gera FGTS. Se ela for fixa e maior que o gasto, ou disfarçar salário, pode ser tratada como pagamento do trabalho.

A empresa pode cortar a ajuda de custo que eu recebia?

Depende do que estava combinado. Se estava no contrato ou virou regra da empresa, o corte pode ser discutido. O valor não é salário, mas o gasto que ela cobria continua existindo.

A dor nas costas do home office pode ser doença do trabalho?

Pode, se ficar provado que a causa foi o posto de trabalho. A empresa deve orientar sobre os cuidados com a saúde, e o tema da doença do trabalho tem página própria neste site.

Quanto custa e quando eu pago?

A forma de cobrança é combinada por escrito na consulta, antes de qualquer assinatura. Enviar o caso para avaliação é sem compromisso.

Um advogado de outro estado pode cuidar do meu caso?

Sim. A inscrição na OAB vale em todo o país e a Justiça do Trabalho é eletrônica. A ação corre no local onde você trabalhou e a audiência pode ser por vídeo.

As palavras difíceis desta página, em linguagem simples

Você vai ouvir esses termos na conversa com a advogada e no processo. Aqui está o que cada um quer dizer.

Home office
Trabalhar de casa. A CLT chama de teletrabalho quando o serviço é feito fora da empresa, com tecnologia.
Reembolso
A devolução de um gasto que você teve para trabalhar, no valor que gastou.
Ajuda de custo
Valor pago para cobrir um gasto do trabalho. Não integra a remuneração, pelo artigo 457, parágrafo 2º.
Infraestrutura
Tudo o que é preciso para trabalhar em casa, como internet, energia, móveis e equipamentos.
Contrato escrito
O papel que, pelo artigo 75-D, define quem paga o equipamento e reembolsa as despesas.
Prescrição
A perda do direito de cobrar pelo tempo: cinco anos para trás e dois depois da saída.

Quem avalia o seu caso defende só trabalhadores, nunca empresas

Maryon Portes escreveu e revisou esta página. A sua avaliação é lida pela equipe dela, e a Dra. Maryon Portes é a advogada responsável pela sua ação.

Cada mês de conta paga é dinheiro seu. Uma mensagem para a advogada não cria compromisso.

Estes são os três prejuízos mais comuns de quem trabalha de casa sem questionar, e todos podem ser evitados agora.

  • Perder meses de gasto

    A cobrança alcança só cinco anos para trás. Todo mês de espera apaga o gasto mais antigo.

  • Ficar sem prova

    Sem faturas e sem contas, o valor do gasto vira estimativa e a empresa discute cada número.

  • Assinar o custo como seu

    Um aditivo que joga o gasto todo para você pode dificultar a cobrança depois.

Olá, tudo bem?Fale com a advogada no WhatsApp, com sigilo. Dra. Maryon Portes, advogada trabalhista