Prova digital

Print, áudio e gravação valem como prova? Valem, se você estava na conversa.

Mensagens que chegaram a você e conversas de que você participou, mesmo gravadas sem o outro saber, podem ser usadas no processo trabalhista. O que a Justiça descarta é a conversa dos outros, gravada ou lida sem permissão, e o print editado ou cortado.

Quem responde é uma pessoa da equipe, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h.

  • Avaliação sigilosa e sem compromisso
  • Advogada com OAB verificável
  • Atendimento online em todo o Brasil
Homem olhando o saldo no celular com contas sobre a mesa

O que você precisa saber antes de apagar ou mostrar qualquer coisa

Quatro pontos que decidem se a sua prova entra no processo, e que quase ninguém explica.

  • Gravar a própria conversa vale

    O STF decidiu que a gravação feita por quem participa da conversa é prova lícita, mesmo sem o outro saber.

  • Gravar a conversa dos outros, não

    Deixar o celular gravando numa sala onde você não está, ou ler o WhatsApp do chefe, gera prova ilícita.

  • Print vale até ser contestado

    Se a empresa disser que o print é falso, ele precisa de reforço: a conversa exportada, a ata do cartório ou uma perícia.

  • Não edite nem recorte nada

    Print cortado ou áudio editado perde força. Guarde a conversa inteira, no celular e numa cópia fora dele.

Pergunta 1 de 4

Que tipo de prova você tem guardada?

Marque tudo o que tiver. Pode ser mais de uma coisa.

Marque pelo menos uma opção para continuar.

Você ainda trabalha lá? E o que quer provar?

Quem ainda trabalha na empresa precisa de mais cuidado para guardar provas sem se expor.

Sua situação hoje
O que você quer provar

Responda as duas perguntas para continuar.

Onde essas provas estão hoje?

Não apague nada, mesmo que pareça sem importância. A advogada diz o que serve.

Marque o que você tem, ou "Ainda não guardei nada".

Para onde a equipe envia a avaliação?

A avaliação chega escrita no seu e-mail, em até um dia útil. O telefone é opcional: com ele, a equipe pode ligar se faltar algum detalhe.

Informe seu nome.
Informe um e-mail válido, como [email protected].
Confira o número, com o DDD, como (47) 99999-9999.
Escolha o estado.

Seus dados ficam só com a advogada.

Gravar o chefe escondido é crime? Não, se você estava na conversa

A gravação feita por um dos participantes, sem o outro saber, é prova lícita. Foi o que o STF fixou no Tema 237, com repercussão geral, que é a decisão que vale para todos os tribunais do país. E a lei diz que não há crime quando quem grava é um dos interlocutores, as pessoas que estão conversando.

A lógica é simples: quem participa da conversa já ouviu tudo. Gravar só registra o que foi dito a você. Vale para conversa pessoal, ligação telefônica, chamada de vídeo e reunião online de que você participou.

O que muda tudo é estar ou não na conversa. Interceptação, que é captar a conversa de outras pessoas sem que nenhuma delas saiba, é ilícita. A Constituição proíbe usar no processo a prova obtida por meio ilícito, e a interceptação sem ordem do juiz pode ser crime, pela Lei 9.296.

A pergunta certa não é se o chefe sabia da gravação. É se você estava na conversa.

Onde está a regra
No Tema 237 do STF e na Lei 9.296, artigo 10-A, parágrafo 1º.
Vale para
Conversa ao vivo, ligação, chamada de vídeo e reunião online em que você estava.
Não vale para
Conversa entre outras pessoas, gravada ou ouvida sem que você participasse.
Cuidado com a divulgação
A gravação é para o processo. Postar nas redes pode trazer outro problema.
Mulher organizando documentos e prints numa pasta
A gravação que vale é a da conversa em que você estava.

Seis tipos de prova digital, e como cada um ganha força

Todos podem ser usados. Em cada um, veja o cuidado que pesa se a empresa disser que é falso. Para jornada, o caminho próprio está em como provar horas extras sem cartão de ponto.

  • Print de conversa no WhatsApp

    Mostra o que foi dito, por quem e quando. Sozinho, é aceito enquanto a empresa não contesta a autenticidade.

    Como reforçar: exportar a conversa inteira e guardar o celular.CPC, artigo 422, parágrafo 3º

  • Áudio recebido do chefe

    O áudio enviado a você no WhatsApp é uma mensagem como outra qualquer: você é o destinatário e pode usá-lo.

    Como reforçar: guardar o arquivo original e o print com data e hora.CPC, artigo 369

  • Gravação feita por você

    Conversa pessoal, ligação ou reunião de que você participou, gravada sem o outro saber, é prova lícita.

    Como reforçar: arquivo original, sem cortes, e anotação de quem estava.Tema 237 do STF

  • E-mail do trabalho

    Os e-mails que você enviou ou recebeu provam ordens, cobranças, metas e o horário em que foram enviados.

    Como reforçar: imprimir com o cabeçalho, a data e os destinatários.CPC, artigo 422, parágrafo 3º

  • Fotos e vídeos do local

    Mostram o ambiente, o quadro de escala, o relógio de ponto e as condições em que você trabalhava.

    Como reforçar: manter o arquivo original, que costuma guardar a data.CPC, artigo 422, parágrafo 1º

  • Ata notarial em cartório

    O tabelião abre o celular, lê a conversa ou ouve o áudio e registra tudo num documento oficial.

    Como reforçar: fazer antes de trocar de celular ou perder o acesso.CPC, artigo 384

Quais provas entram no processo num caso comum

Na prática, o problema raramente é ter prova de menos. É misturar o que vale com o que pode ser descartado e virar argumento da empresa. Veja como fica a contagem num caso de cobranças humilhantes do gerente.

Situação
Cobranças humilhantes do gerente
Tempo guardando provas
4 meses
Celular usado
O dela, e não o da empresa
Itens reunidos
30 provas

Contagem informativa. Cada prova é avaliada pelo juiz junto com as outras, e a quantidade sozinha não decide o caso. Não é promessa de resultado.

O que ela pode levar ao processo

Trabalhadora ainda empregada, provas guardadas no próprio celular

  • Mensagens do gerente no privadoConversa exportada inteira, com data e hora14 provas
  • Mensagens no grupo da equipeSó as que tratam das cobranças4 provas
  • Áudios enviados pelo gerenteRecebidos por ela, com o arquivo original6 provas
  • Gravação da reunião de feedbackEla estava na sala e gravou pelo celular1 prova
  • E-mails recebidos do gerenteImpressos com cabeçalho e destinatários3 provas
Provas que podem ir para o processo, de 30 reunidas28 provas
Ficaram de fora 2: a gravação feita com o celular deixado na sala, numa reunião de que ela não participou, e a planilha copiada do sistema da empresa, com dados de clientes. Como somar essas provas às testemunhas está em como provar assédio moral.

A empresa aceitou o print, ou disse que é falso?

O que acontece com a prova digital depende da reação da empresa no processo. Nos dois casos, quem guardou o original sai na frente.

Empresa não contesta

O print vale como está

  • A reprodução vale como prova se a empresa não impugnar, que é contestar a autenticidade
  • O juiz avalia o print junto com as outras provas do processo
  • Testemunhas podem confirmar o contexto das mensagens

Mesmo assim, guarde o celular e a conversa exportada até o fim do processo.

Empresa diz que é falso

O print precisa de reforço

  • A conversa exportada mostra data, hora e o número de quem enviou
  • A ata notarial registra o conteúdo com a palavra do tabelião
  • Se ainda houver dúvida, o juiz pode mandar fazer perícia no celular

Por isso, nunca apague a conversa original do aparelho.

Mensagem apagada pode não voltar. Troca de celular, backup desligado ou "apagar para todos" podem levar a única prova. Faça hoje uma cópia fora do celular e, se a conversa for decisiva, pense na ata notarial.

Mulher sozinha no corredor do escritório, constrangida
Quem sofre no trabalho costuma ter mais prova no celular do que imagina.

Seu caso tem um detalhe que muda tudo? Existe caminho para ele.

Celular da empresa, grupo de colegas, e-mail corporativo, câmeras. Estas são as situações que mais geram dúvida, e o que cada uma muda.

  • O celular é da empresa

    As conversas de trabalho no aparelho da empresa também servem, mas ele pode ser recolhido a qualquer momento.

    O que muda: exporte só as conversas de que você participou, antes de devolver o aparelho.

  • Quero usar prints do grupo

    Você participa do grupo, então as mensagens dele podem ser usadas. O que não tem a ver com o caso fica fora.

    O que muda: os assuntos pessoais dos colegas podem ser cobertos antes de a prova ir ao processo.

  • Quero usar e-mails da empresa

    Os e-mails que você enviou ou recebeu podem provar o seu direito, e a LGPD permite esse uso no processo.

    O que muda: documentos sigilosos e dados de clientes ficam fora, e o juiz pode pedir à empresa.

  • Um colega gravou a conversa

    Se o colega participou da conversa, a gravação dele é lícita. Ele pode entregar o arquivo e ser testemunha.

    O que muda: veja quem pode ser chamado em testemunhas no processo trabalhista.

  • A prova está nas câmeras

    As câmeras são da empresa. Você não precisa ter o vídeo: o juiz pode mandar a empresa apresentar a gravação.

    O que muda: se ela se recusar sem motivo, o juiz pode ter como verdadeiro o que você queria provar.

  • O chefe apagou a mensagem

    Se você tirou print antes de ele apagar, o print continua valendo. O aviso de mensagem apagada fica na conversa.

    O que muda: colegas que viram a mensagem ajudam a confirmar o que estava escrito.

Ter print é o começo. O que pesa é escolher e organizar a prova certa.

Prova demais e sem ordem cansa quem julga. E uma prova obtida sem permissão, misturada às outras, vira argumento da empresa contra você.

Um advogado que trabalha só com Direito do Trabalho separa o que vale do que deve ficar de fora, liga cada mensagem ao direito que ela prova e pede ao juiz os documentos que estão com a empresa, como o ponto, as câmeras e os e-mails.

Corredor de um fórum moderno
Uma prova bem escolhida pesa mais que cem prints soltos.
  • Separa o que vale

    Tira do processo o que foi obtido sem permissão e o que expõe dados de outras pessoas sem necessidade.

  • Dá força ao que você tem

    Indica quando basta exportar a conversa, quando fazer a ata notarial e quando pedir perícia no celular.

  • Pede o que está com a empresa

    Pede ao juiz que a empresa apresente o ponto, as câmeras, os e-mails e os relatórios que você não tem.

Três formas de cobrar o que a empresa deve
O que importaEntrar sozinho na JustiçaPelo sindicatoCom advogado trabalhista
Quem pode usarQualquer trabalhador, na Vara do TrabalhoQuem é da categoria representadaQualquer trabalhador, em qualquer estado
Análise das provas antesPor sua contaDepende da estrutura do sindicatoFeita antes de qualquer passo
Cálculo do que é devidoPor sua contaVaria conforme o atendimentoFeito linha por linha, com os reflexos
Recursos em tribunais superioresNão é possível sem advogadoDepende do sindicatoAcompanhamento até o fim
Outros direitos na mesma açãoSó o que você souber pedirVaria conforme o casoLevantamento completo do que a empresa deve
Exemplo: exportada inteira, essa conversa mostra o horário, a ordem e a ameaça.

Como guardar as provas digitais a partir de hoje, sem se expor

Tudo isto dá para fazer pelo celular, sem avisar ninguém e sem mexer no que não é seu. A lista completa de papéis está no checklist de documentos para o processo.

  • Exporte a conversa inteiraNo WhatsApp, use a opção de exportar conversa, com mídia.
  • Tire prints com data e horaMostre o nome ou o número de quem enviou em cada tela.
  • Guarde o áudio originalSalve o arquivo sem cortar nem mudar o formato.
  • Faça cópia fora do celularEnvie para o seu e-mail pessoal ou para a nuvem.
  • Anote o contextoDia, lugar e quem estava em cada gravação.
  • Não apague o originalO celular pode ser pedido para uma perícia.

Três erros que fazem a prova digital perder força

Todos parecem inofensivos na hora, e todos podem virar argumento da empresa no processo.

  • Editar ou recortar o print

    Print cortado, com nome apagado ou montado, dá motivo para a empresa dizer que a conversa foi manipulada.

    Você guarda a conversa inteira, do jeito que está.

  • Acessar o que não é seu

    Ler o celular do chefe, entrar no e-mail de um colega ou copiar o sistema da empresa gera prova ilícita e pode ser crime.

    Você usa só o que chegou a você ou passou por você.

  • Postar a gravação nas redes

    Expor o chefe na internet pode gerar pedido de indenização e até justa causa, se você ainda trabalha lá.

    A prova vai para o processo, e não para a internet.

Do primeiro oi ao dinheiro na conta

O caminho inteiro, na ordem em que acontece, sem você precisar sair de casa.

  1. Você conta o que aconteceu

    Pelo WhatsApp ou pelas quatro perguntas desta página.

    Leva poucos minutos
  2. Recebe uma avaliação por escrito

    Se há o que cobrar, se o prazo está correndo e o que falta de prova.

    Em até um dia útil
  3. Conversa com a advogada por vídeo

    Riscos, forma de cobrança e o que fazer até a ação entrar.

    Na mesma semana
  4. Assina pelo celular

    Contrato e procuração com assinatura eletrônica, depois de ler com calma.

    Quando você decidir
  5. A ação entra na Justiça

    Na cidade onde você trabalhou, com audiência que pode ser por vídeo.

    Conforme a agenda da Vara
  6. Acordo ou decisão do juiz

    Análise de qualquer proposta da empresa e cobrança do que for decidido.

    Ao fim do processo

As perguntas que todo mundo faz

Se a sua não estiver aqui, pergunte direto para quem vai avaliar o seu caso.

Perguntar pelo WhatsAppUma pessoa da equipe responde
Print de WhatsApp vale como prova no processo trabalhista?

Vale. A lei aceita a forma impressa de mensagem eletrônica como prova. Se a empresa contestar, o print precisa de reforço: a conversa exportada, a ata notarial ou uma perícia no celular.

Gravar o chefe escondido é crime?

Não, se você participa da conversa. A Lei 9.296 diz que não há crime quando a captação é feita por um dos interlocutores, e o STF, no Tema 237, aceitou essa gravação como prova. Gravar conversa de outras pessoas, sem você estar, é diferente e pode ser crime.

Áudio de WhatsApp vale como prova?

Vale. O áudio que o chefe mandou para você é uma mensagem como outra qualquer. Guarde o arquivo original e um print mostrando de quem veio e quando. A advogada pode juntar a transcrição, que é o texto escrito do que foi dito.

O que é ata notarial e quando vale a pena fazer?

É um documento feito em cartório, em que o tabelião registra o que viu no seu celular ou ouviu no áudio. Ele tem fé pública, que é a presunção de que o registro é verdadeiro. Vale a pena quando a conversa é decisiva e pode sumir. O custo segue a tabela do cartório de cada estado.

Posso usar e-mails da empresa no processo?

Os e-mails que você enviou ou recebeu, sim. A LGPD, a lei de proteção de dados, permite usar dados pessoais para exercer um direito em processo judicial. Documentos sigilosos e dados de clientes ficam fora: copiá-los pode ser tratado como violação de segredo da empresa, que é motivo de justa causa.

E se eu não tiver nenhum print nem gravação?

Ainda dá para provar. Testemunhas contam, e a empresa é obrigada a guardar vários documentos, como o ponto e os holerites. O caminho está em não tenho provas: vale a pena processar.

Quanto custa e quando eu pago?

A forma de cobrança é combinada por escrito na consulta, antes de qualquer assinatura. Enviar o caso para avaliação é sem compromisso.

Um advogado de outro estado pode cuidar do meu caso?

Sim. A inscrição na OAB vale em todo o país e a Justiça do Trabalho é eletrônica. A ação corre no local onde você trabalhou e a audiência pode ser por vídeo.

As palavras difíceis desta página, em linguagem simples

Você vai ouvir esses termos na conversa com a advogada e no processo. Aqui está o que cada um quer dizer.

Prova digital
Toda prova que nasce no celular ou no computador: mensagem, áudio, e-mail, foto, vídeo e registro de acesso.
Interlocutor
Cada pessoa que participa da conversa. Quem grava a própria conversa é um interlocutor.
Interceptação
Captar a conversa de outras pessoas sem que nenhuma delas saiba. Sem ordem do juiz, é ilícita.
Prova ilícita
Prova obtida violando a lei, como invadir um celular. A Constituição proíbe usá-la no processo.
Ata notarial
Documento do cartório em que o tabelião registra o que viu ou ouviu, com fé pública.
Impugnar
Contestar uma prova no processo, dizendo que ela é falsa, incompleta ou foi alterada.

Quem avalia o seu caso defende só trabalhadores, nunca empresas

Maryon Portes escreveu e revisou esta página. A sua avaliação é lida pela equipe dela, e a Dra. Maryon Portes é a advogada responsável pela sua ação.

Antes de apagar, mostrar ou postar qualquer coisa, mostre à advogada.

Estes são os três prejuízos mais comuns de quem tem prova no celular e espera, e todos podem ser evitados agora.

  • Perder a conversa

    Troca de celular, backup desligado ou mensagem apagada para todos podem levar a única prova.

  • Usar a prova errada

    A gravação de uma conversa dos outros pode ser descartada e virar argumento contra você.

  • Deixar o prazo passar

    Depois de sair, você tem dois anos para entrar com a ação e só cobra os últimos cinco anos.

Olá, tudo bem?Fale com a advogada no WhatsApp, com sigilo. Dra. Maryon Portes, advogada trabalhista