Veículo próprio a serviço

Usa o seu carro ou a moto no trabalho? O gasto pode ser cobrado da empresa.

A CLT diz que a empresa assume os riscos do negócio. Por isso, combustível, desgaste e despesa de viagem feitos só para trabalhar costumam ser dela, mesmo quando o veículo é seu. E o valor que apenas cobre esse gasto não conta como salário.

Quem responde é uma pessoa da equipe, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h.

  • Avaliação sigilosa e sem compromisso
  • Advogada com OAB verificável
  • Atendimento online em todo o Brasil
Motorista de aplicativo dentro do carro à noite

O que você precisa saber antes de seguir pagando para trabalhar

Quatro pontos que mudam o que dá para cobrar, e que quase ninguém explica na hora da contratação.

  • O risco é da empresa

    O artigo 2º da CLT põe os riscos do negócio na empresa. Gasto feito só para o trabalho tende a ser dela.

  • Reembolso não é salário

    O valor que só cobre combustível e desgaste é ressarcimento de gasto, e não entra no 13º nem no FGTS.

  • Aluguel fixo pode ser salário

    Um valor mensal chamado de aluguel do veículo, maior que o gasto real, pode ser tratado como salário disfarçado.

  • Sem contrato, ainda cobra

    Mesmo sem cláusula escrita, o gasto que a empresa deixou de pagar pode ser cobrado dos últimos cinco anos.

Pergunta 1 de 4

O que acontece com o seu veículo no trabalho?

Marque tudo o que acontece. Pode ser mais de uma coisa.

Marque pelo menos uma opção para continuar.

Há quanto tempo você usa o veículo e qual é a sua situação?

O tempo de uso mostra quantos meses de gasto podem entrar na conta.

Uso o meu veículo no trabalho há
Hoje, em relação à empresa, eu

Responda as duas perguntas para continuar.

O que você já tem guardado?

Não se preocupe se tiver pouco. A empresa é obrigada a apresentar os documentos do contrato na Justiça.

Marque o que você tem, ou "Ainda não guardei nada".

Para onde a equipe envia a avaliação?

A avaliação chega escrita no seu e-mail, em até um dia útil. O telefone é opcional: com ele, a equipe pode ligar se faltar algum detalhe.

Informe seu nome.
Informe um e-mail válido, como [email protected].
Confira o número, com o DDD, como (47) 99999-9999.
Escolha o estado.

Seus dados ficam só com a advogada.

Quem lucra com o trabalho paga o custo de fazê-lo

O artigo 2º da CLT define a empresa como quem assume os riscos da atividade econômica. Quando ela precisa que o trabalhador rode com o próprio carro ou moto, o combustível e o desgaste são custos da atividade dela, e não dele.

O valor pago só para ressarcir esse gasto é indenização, que é a devolução de um gasto, e não pagamento pelo trabalho. O artigo 457, parágrafo 2º, diz que a ajuda de custo não integra a remuneração, e por isso não gera reflexo no 13º, nas férias nem no FGTS. Quando é a empresa que fornece o veículo e ele é indispensável para o trabalho, a Súmula 367, item I, do TST também diz que o veículo não é salário, mesmo que você o use fora do trabalho. Essa é a situação contrária à desta página, em que o veículo é seu.

O cuidado é com o valor fixo mensal chamado de aluguel do veículo. Se ele paga mais do que o gasto real, ou entra no lugar de parte do salário, pode ser tratado como pagamento do trabalho, e a história do salário que vem por fora está em como cobrar o salário pago por fora.

Quem tira proveito do trabalho de alguém não pode passar para ele o custo de produzir esse lucro.

Onde está na lei
No artigo 2º da CLT, que põe o risco na empresa, e no artigo 457, parágrafo 2º, sobre a ajuda de custo.
O que costuma ser devido
Combustível e, com prova, o desgaste do veículo e as despesas de viagem feitas a serviço.
O que não é salário
O que apenas ressarce o gasto real, como o reembolso do combustível e a ajuda de custo.
Se a empresa não pagou
O gasto pode ser cobrado dos últimos cinco anos, com a prova do uso e do valor.
Entregador parado na calçada ao anoitecer, olhando o celular
Cada quilômetro rodado a serviço é gasto que a empresa deveria cobrir.

Seis gastos de quem trabalha com o próprio veículo, e o que vale em cada um

Nem todo gasto tem o mesmo peso. Em cada um, veja o que decide a questão e o que serve de prova.

  • Combustível

    Gasolina, etanol ou diesel gastos em visitas, entregas e deslocamentos a serviço, sem reembolso ou com valor menor que o gasto.

    Prova: as notas de abastecimento e o registro dos quilômetros rodados.CLT, artigo 2º

  • Desgaste do veículo

    Pneu, óleo, revisão e a perda de valor pelo uso. Entra à parte do combustível e depende de provar o uso e o custo.

    Prova: as notas de manutenção e a quilometragem a serviço.CLT, artigo 2º

  • Aluguel do veículo

    Valor fixo mensal que a empresa chama de aluguel. Se paga mais que o gasto real, pode ser salário por fora.

    Prova: o holerite ou o extrato do banco com o valor recebido.CLT, artigos 9º e 457

  • Multa de trânsito e IPVA

    Multa descontada do salário ou imposto do veículo cobrado do trabalhador. Cada um depende do que foi combinado.

    Prova: o auto de infração, o contrato e o holerite.CLT, artigo 462

  • Acidente com o veículo

    Batida ou queda a serviço danifica o veículo e pode ferir você. O dano ao veículo tende a ser risco da empresa.

    Prova: o boletim de ocorrência, as fotos e o orçamento.CLT, artigo 2º

  • Despesas de viagem

    Hotel, refeição e pedágio de viagem a trabalho. A empresa paga direto ou reembolsa o valor gasto, e não pode transferi-lo a você.

    Prova: as notas fiscais e os recibos de pedágio.CLT, artigos 2º e 457

Quanto pode ser cobrado num caso comum

Um exemplo de vendedor externo que roda a cidade com o carro dele e nunca teve reembolso. Os valores mostram só o combustível, que é o gasto mais fácil de provar.

Quilômetros por mês
1.500 km
Consumo do carro
10 km por litro
Preço do combustível
R$ 6,00 o litro
Tempo sem reembolso
12 meses

Conta informativa, sem juros e correção, com valores brutos. Não é promessa de resultado.

O combustível que a empresa deixou de reembolsar

Vendedor externo, carro próprio, sem nenhum reembolso

  • Primeiros 4 meses1.500 km por mês, a R$ 900,00 de combustívelR$ 3.600,00
  • Do 5º ao 8º mês1.500 km por mês, a R$ 900,00 de combustívelR$ 3.600,00
  • Do 9º ao 12º mês1.500 km por mês, a R$ 900,00 de combustívelR$ 3.600,00
Total de combustível, sem juros e correçãoR$ 10.800,00
Pneu, manutenção e perda de valor do carro entram à parte e dependem de prova, por isso ficam fora desta soma. Como reembolso é indenização, não se soma FGTS sobre ele.

Você ainda trabalha lá, ou já saiu?

O caminho muda conforme a situação do contrato. Nos dois casos, o gasto que a empresa não pagou continua podendo ser cobrado.

Ainda trabalha na empresa

A cobrança não exige pedir demissão

  • O reembolso pode ser pedido sem encerrar o contrato
  • Pedir por escrito o pagamento deixa o pedido registrado
  • Os gastos dos últimos cinco anos entram na conta

Guardar as notas de combustível desde hoje vale mais do que lembrar o valor depois.

Já saiu ou foi demitido

Os últimos cinco anos ainda contam

  • Os gastos entram na mesma cobrança do acerto
  • A ação deve ser proposta em até dois anos depois da saída
  • Mensagens e rotas antigas do celular ajudam a provar o uso

Quem já saiu conta o prazo de dois anos a partir do fim do contrato.

Cada mês de espera apaga um mês lá de trás. A cobrança alcança só os cinco anos anteriores à ação. Quem demora perde, todo mês, o gasto mais antigo.

Trabalhadores de profissões diferentes lado a lado
A regra vale para quem roda a cidade de carro, de moto ou de caminhonete.

Seu caso tem um detalhe que muda tudo? Existe caminho para ele.

Vendedor, entregador, técnico, multa, batida e viagem. Estas são as situações que mais geram dúvida, e o que cada uma muda.

  • Sou vendedor externo

    O vendedor que visita clientes com o próprio carro é o caso mais comum. O combustível é gasto da atividade da empresa.

    O que muda: para os outros direitos da categoria, veja os direitos do vendedor comissionado.

  • Sou motoboy ou entregador

    A moto própria gasta combustível, pneu e manutenção todo dia. A empresa que depende da entrega deve cobrir esse custo.

    O que muda: para a rotina da categoria, veja os direitos do motoboy.

  • Sou técnico de campo

    Instalador e técnico que atende cliente com carro próprio roda muitos quilômetros. O gasto é da empresa que presta o serviço.

    O que muda: para a categoria, veja os direitos de quem trabalha em telecomunicações.

  • Cobram multa e IPVA de mim

    Multa depende de a infração ter sido sua e de estar combinada. O IPVA do seu veículo é seu, salvo acordo diferente.

    O que muda: a regra do desconto está em quando a empresa pode descontar do salário.

  • Bati o veículo a serviço

    O dano no veículo tende a ser risco da empresa. Se você se machucou, o acidente a serviço tem regras próprias.

    O que muda: veja o que fazer depois de um acidente de trabalho.

  • Viajo a trabalho

    Hotel, refeição e pedágio de viagem a serviço são pagos pela empresa, direto ou por reembolso. Guarde cada nota fiscal.

    O que muda: a diária paga para cobrir a viagem, em regra, não é salário.

Anotar o gasto é simples. O difícil é provar o que foi a serviço.

Quem usa o veículo para tudo mistura o uso pessoal e o profissional, e a empresa costuma se apoiar nisso para não pagar.

Um advogado que trabalha só com Direito do Trabalho separa o que foi a serviço do que foi uso pessoal, calcula o combustível e o desgaste, e cobra na mesma ação o que a empresa deixou de reembolsar, além de outras verbas que ela tenha pago por fora.

Mãos com calculadora e holerites sobre a mesa
Quem junta as notas e as rotas consegue transformar o gasto em valor cobrado.
  • Separa o uso a serviço

    Usa rotas, mensagens e relatórios de visita para mostrar quanto do veículo foi para o trabalho.

  • Calcula o gasto

    Soma combustível pelos quilômetros e pelo consumo, e o desgaste quando há nota de manutenção.

  • Cobra tudo de uma vez

    Junta o reembolso, o aluguel que era salário e os descontos indevidos na mesma ação.

Três formas de cobrar o que a empresa deve
O que importaEntrar sozinho na JustiçaPelo sindicatoCom advogado trabalhista
Quem pode usarQualquer trabalhador, na Vara do TrabalhoQuem é da categoria representadaQualquer trabalhador, em qualquer estado
Análise das provas antesPor sua contaDepende da estrutura do sindicatoFeita antes de qualquer passo
Cálculo do que é devidoPor sua contaVaria conforme o atendimentoFeito linha por linha, com os reflexos
Recursos em tribunais superioresNão é possível sem advogadoDepende do sindicatoAcompanhamento até o fim
Outros direitos na mesma açãoSó o que você souber pedirVaria conforme o casoLevantamento completo do que a empresa deve
Exemplo: uma mensagem assim prova que a empresa mandou rodar com o seu veículo e recusou pagar.

O que guardar a partir de hoje, sem precisar falar com ninguém

Para cobrar o reembolso, a prova costuma ser simples: quanto você rodou a serviço e quanto isso custou.

  • Mensagens de roteiroPrints em que a chefia manda visitar clientes ou entregar, com data e nome.
  • Histórico de rotasO histórico do aplicativo de mapas ou do rastreador mostra os quilômetros rodados.
  • Notas de combustívelGuarde cada abastecimento, com a data e o valor.
  • Notas de manutençãoTroca de óleo, pneu e revisão ajudam a provar o desgaste.
  • Contrato ou anúncio da vagaMostra se a empresa exigia carro ou moto próprios.
  • Holerites e extratosMostram se havia algum valor de ajuda ou aluguel do veículo.

Três erros que fazem a empresa pagar menos

Todos acontecem no dia a dia, quando a pessoa aceita o veículo próprio como parte do emprego.

  • Assinar aluguel de fachada

    Um papel que chama o reembolso de aluguel pode esconder salário, e também pode limitar o que você cobra.

    Peça uma cópia do documento antes de assinar.

  • Não guardar as notas

    Sem nota nem rota, o valor do gasto depende de estimativa, e a empresa tende a discutir cada número.

    Guarde as notas e salve o histórico de rotas todo mês.

  • Esperar o contrato acabar

    Os gastos mais antigos prescrevem, ou seja, deixam de poder ser cobrados, a cada mês que passa.

    A cobrança entra enquanto ainda alcança todos os meses.

Do primeiro oi ao dinheiro na conta

O caminho inteiro, na ordem em que acontece, sem você precisar sair de casa.

  1. Você conta o que aconteceu

    Pelo WhatsApp ou pelas quatro perguntas desta página.

    Leva poucos minutos
  2. Recebe uma avaliação por escrito

    Se há o que cobrar, se o prazo está correndo e o que falta de prova.

    Em até um dia útil
  3. Conversa com a advogada por vídeo

    Riscos, forma de cobrança e o que fazer até a ação entrar.

    Na mesma semana
  4. Assina pelo celular

    Contrato e procuração com assinatura eletrônica, depois de ler com calma.

    Quando você decidir
  5. A ação entra na Justiça

    Na cidade onde você trabalhou, com audiência que pode ser por vídeo.

    Conforme a agenda da Vara
  6. Acordo ou decisão do juiz

    Análise de qualquer proposta da empresa e cobrança do que for decidido.

    Ao fim do processo

As perguntas que todo mundo faz

Se a sua não estiver aqui, pergunte direto para quem vai avaliar o seu caso.

Perguntar pelo WhatsAppUma pessoa da equipe responde
A empresa é obrigada a pagar o combustível do meu carro?

Se ela precisa que você use o seu veículo para trabalhar, o gasto costuma ser dela, porque o artigo 2º da CLT põe os riscos do negócio na empresa. Sem acordo escrito, cabe provar o uso e o valor.

O reembolso do combustível entra no meu salário?

Não, quando é só o ressarcimento do gasto. O artigo 457, parágrafo 2º, diz que a ajuda de custo não integra a remuneração, e por isso não há FGTS nem reflexo no 13º e nas férias.

O que é aluguel do veículo e por que é problema?

É um valor fixo que a empresa paga por mês pelo uso do seu veículo. Se for maior que o gasto real, ou se tomar o lugar de parte do salário, pode ser tratado como salário disfarçado.

A empresa pode descontar multa de trânsito ou cobrar o IPVA?

A multa só pode ser descontada se isso estava combinado e a infração foi sua. O IPVA do veículo é do dono, salvo acordo diferente. Em ambos os casos, o desconto indevido pode ser cobrado de volta.

Bati o carro a serviço. Quem paga o conserto?

O dano ao veículo tende a ser risco da empresa, mas depende das provas do caso e do que foi combinado. Se você se feriu, o acidente a serviço tem regras próprias, como a estabilidade depois da alta.

Tenho direito a reembolso de hotel, refeição e pedágio de viagem?

Sim, a viagem a serviço costuma ser custo da empresa, que paga direto ou reembolsa. A diária pode não ser salário pelo artigo 457, mas a Súmula 101 do TST diz que a que passa de metade do salário integra, e esse ponto está em discussão depois da reforma.

Quanto custa e quando eu pago?

A forma de cobrança é combinada por escrito na consulta, antes de qualquer assinatura. Enviar o caso para avaliação é sem compromisso.

Um advogado de outro estado pode cuidar do meu caso?

Sim. A inscrição na OAB vale em todo o país e a Justiça do Trabalho é eletrônica. A ação corre no local onde você trabalhou e a audiência pode ser por vídeo.

As palavras difíceis desta página, em linguagem simples

Você vai ouvir esses termos na conversa com a advogada e no processo. Aqui está o que cada um quer dizer.

Reembolso
A devolução de um gasto que você teve para trabalhar, no valor que gastou.
Indenização
Valor que repara um gasto ou um prejuízo, e por isso não é pagamento pelo trabalho.
Ajuda de custo
Valor pago para cobrir um gasto do trabalho. Não integra a remuneração, pelo artigo 457, parágrafo 2º.
Desgaste do veículo
A perda de valor e as peças gastas pelo uso, como pneu, óleo e revisão.
Diária de viagem
Valor pago ao trabalhador para cobrir hospedagem e refeição durante uma viagem a serviço.
Prescrição
A perda do direito de cobrar pelo tempo: cinco anos para trás e dois depois da saída.

Quem avalia o seu caso defende só trabalhadores, nunca empresas

Maryon Portes escreveu e revisou esta página. A sua avaliação é lida pela equipe dela, e a Dra. Maryon Portes é a advogada responsável pela sua ação.

Cada quilômetro rodado sem reembolso é dinheiro seu. Uma mensagem para a advogada não cria compromisso.

Estes são os três prejuízos mais comuns de quem usa o veículo próprio sem questionar, e todos podem ser evitados agora.

  • Perder meses de combustível

    A cobrança alcança só cinco anos para trás. Todo mês de espera apaga o gasto mais antigo.

  • Ficar sem prova do uso

    Sem notas e sem rotas, o valor do gasto vira estimativa e a empresa discute cada número.

  • Assinar o aluguel de fachada

    Um papel que muda o nome do pagamento pode dificultar cobrar o que era salário.

Olá, tudo bem?Fale com a advogada no WhatsApp, com sigilo. Dra. Maryon Portes, advogada trabalhista