Carteira com erro

Salário menor ou função errada na carteira? O erro tira dinheiro do seu FGTS e do INSS.

A carteira vale como prova, mas só até alguém provar o contrário. Se o salário, a função ou a saída anotados não são os reais, o FGTS, o INSS e o seguro-desemprego são calculados a menos, e a anotação pode ser corrigida.

Quem responde é uma pessoa da equipe, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h.

  • Avaliação sigilosa e sem compromisso
  • Advogada com OAB verificável
  • Atendimento online em todo o Brasil
Mãos fotografando um documento trabalhista com o celular

O que você precisa saber antes de aceitar a carteira como está

Quatro pontos que mudam o dinheiro que entra no seu FGTS e no seu INSS, e que a empresa raramente explica.

  • A carteira admite prova contrária

    A anotação vale como prova, mas a Justiça aceita outras provas do salário e da função reais.

  • O erro reduz FGTS e INSS

    O FGTS, o INSS e o seguro-desemprego saem de um salário menor do que o verdadeiro.

  • A correção é um direito

    A lei manda anotar o salário em qualquer forma de pagamento, inclusive o que chega por Pix.

  • Anotação ruim é proibida

    A empresa não pode escrever na carteira nada que fale mal da sua conduta, como diz o artigo 29.

Pergunta 1 de 4

O que está errado na sua carteira?

Marque tudo o que aconteceu. Pode ser mais de uma coisa.

Marque pelo menos uma opção para continuar.

Há quanto tempo o erro existe, e como está o emprego?

O tempo do erro mostra o tamanho da diferença, e a saída mostra quanto falta do prazo para cobrar.

O erro existe há
Hoje, sobre esse emprego

Responda as duas perguntas para continuar.

O que você já tem guardado?

Não se preocupe se tiver pouco. Basta comparar a carteira com o que cai na sua conta.

Marque o que você tem, ou "Ainda não guardei nada".

Para onde a equipe envia a avaliação?

A avaliação chega escrita no seu e-mail, em até um dia útil. O telefone é opcional: com ele, a equipe pode ligar se faltar algum detalhe.

Informe seu nome.
Informe um e-mail válido, como [email protected].
Confira o número, com o DDD, como (47) 99999-9999.
Escolha o estado.

Seus dados ficam só com a advogada.

O que a empresa deve anotar, e o que muda quando anota errado

A carteira traz a data de entrada, o salário, o cargo e a saída. A empresa tem cinco dias úteis para anotar a entrada e o salário (CLT, artigo 29), e o salário anotado deve incluir qualquer forma de pagamento: dinheiro, utilidades ou gorjeta.

Quando o número anotado é menor que o real, o FGTS de 8%, a contribuição do INSS e o seguro-desemprego são calculados sobre o valor errado. Já a data de saída errada pode atrapalhar o prazo do seguro-desemprego e o prazo para cobrar na Justiça. O salário pago fora da carteira, que é o valor recebido sem constar no holerite, tem página própria: como cobrar a parte do salário por fora.

A correção pode ser pedida à empresa ou, se ela negar, à Justiça do Trabalho, que manda anotar o dado certo (CLT, artigo 39). Se o problema é a data de entrada, e não o salário, veja como corrigir a data quando registraram a carteira depois.

A carteira que a empresa assinou vale como prova, mas não vale mais do que a verdade.

Onde está na lei
Nos artigos 29 e 39 da CLT: o que a empresa deve anotar e a correção feita pelo juiz.
O que a carteira prova
Vale até alguém provar o contrário, que é o que diz a Súmula 12 do TST.
Quais provas servem
Holerites, extratos, mensagens e testemunhas: a lei aceita qualquer meio permitido (CLT, artigo 456).
Se a empresa não corrigir
O juiz manda anotar e, se a empresa não fizer, a secretaria da Vara faz a anotação no lugar dela.
Jovem lendo um contrato com expressão de dúvida, ao lado do notebook
Conferir a página do contrato na carteira leva dois minutos e pode evitar anos de prejuízo.

Seis erros comuns na carteira, e o que cada um afeta

Nem todo erro é de má-fé, mas todo erro tem efeito. Em cada caso, veja o que costuma servir de prova.

  • Salário anotado menor

    A carteira traz um valor, mas o salário combinado e pago é maior, com a diferença em dinheiro ou Pix.

    Prova: extratos do banco e mensagens com o valor combinado.CLT, artigo 29, parágrafo 1º

  • Função diferente da real

    Você faz o serviço de uma função melhor paga, mas a carteira traz um cargo mais simples.

    Prova: mensagens com ordens de serviço e colegas da mesma tarefa.OJ 125 da SDI-1 do TST

  • Data de saída errada

    A empresa anotou a saída antes do fim do aviso prévio, mesmo quando ele foi pago em dinheiro.

    Prova: carta de demissão e mensagens sobre o aviso.OJ 82 da SDI-1 do TST

  • Aumento não anotado

    Você ganhou aumento ou promoção, mas a carteira continua com o salário do começo do contrato.

    Prova: holerites e extratos de antes e de depois do aumento.CLT, artigo 29

  • Anotação que fala mal

    A empresa escreveu na carteira algo contra a sua conduta, como mau comportamento ou falta grave.

    Prova: foto da página da carteira com a anotação.CLT, artigo 29, parágrafo 4º

  • Comissão ou gorjeta fora

    A comissão ou a gorjeta que você recebe todo mês não entrou no valor anotado como salário.

    Prova: extratos e o controle de comissões do período.CLT, artigo 29, parágrafo 1º

Quanto de FGTS um salário menor na carteira faz perder

Um exemplo só do FGTS, supondo que a diferença de salário foi paga por fora, sem constar na carteira. A conta mostra quanto deixou de ser depositado em 24 meses, mais a multa de 40% numa dispensa sem justa causa.

Salário na carteira
R$ 1.800
Salário real
R$ 2.600
Tempo do erro
24 meses
FGTS
8% da diferença

Conta informativa, sem juros e correção, com valores brutos. Supõe férias tiradas. Não é promessa de resultado.

O que a carteira com salário menor tirou do FGTS

Dispensa sem justa causa, 24 meses de diferença

  • FGTS da diferença dos 24 salários8% de R$ 800 por mês, durante 24 mesesR$ 1.536,00
  • FGTS da diferença do 13º8% de R$ 800 em cada um dos 2 anosR$ 128,00
  • FGTS da diferença das férias8% de R$ 800 mais um terço, em cada anoR$ 170,67
  • Multa de 40% do FGTSSobre o FGTS que deixou de ser depositadoR$ 733,87
Total de FGTS e multa a menos, sem juros e correçãoR$ 2.568,54
Esta é só a parte do FGTS. A diferença do próprio 13º e das férias, o INSS e o aviso prévio calculado a menos também entram na conta da ação.

Como corrigir: pedir à empresa ou pedir ao juiz

O caminho muda conforme a empresa aceite ou não o erro. Nos dois, a prova do valor ou da função real é o que decide.

Pedido à empresa

Funciona quando o erro foi de boa-fé

  • O pedido é por escrito, com a página da carteira e o holerite
  • A empresa corrige a anotação e recolhe o FGTS e o INSS que faltaram
  • Guarde a resposta, porque ela também vale como prova

Corrigir só daqui para a frente não apaga o passado, que ainda pode ser cobrado.

Justiça do Trabalho

Quando a empresa nega ou ignora

  • A ação pede a correção da carteira e as diferenças de FGTS e de verbas
  • O juiz manda anotar e a secretaria da Vara, o cartório do juiz, anota no lugar da empresa
  • Na função diferente, a ação costuma pedir as diferenças de salário da função real

Função diferente com salário menor tem página própria: rebaixamento e desvio de função.

Cada mês de FGTS a menos é um prejuízo que se acumula. O prazo para cobrar é de dois anos depois da saída, e só os últimos cinco anos entram na conta. Enquanto você trabalha lá, o prazo de dois anos não corre, mas os meses mais antigos vão saindo da conta.

Mão segurando a carteira de trabalho ao lado de um calendário
Salário, função e saída anotados contam para todo benefício que você pedir depois.

Seu caso tem um detalhe que muda tudo? Existe caminho para ele.

Função, salário, saída, anotação ruim, carteira digital. Estas são as situações que mais geram dúvida, e o que cada uma muda.

  • Função diferente da real

    A carteira diz auxiliar, mas você faz o serviço de oficial. Ou o cargo é maior e a tarefa é simples.

    O que muda: a correção da função e as diferenças de salário podem ser pedidas na mesma ação.

  • Salário anotado menor

    A carteira traz um valor e a sua conta recebe mais, com a diferença em dinheiro ou Pix.

    O que muda: o salário real entra na conta de FGTS, 13º e férias. Veja como cobrar a parte do salário por fora.

  • Data de saída errada

    A carteira mostra a saída antes do fim do aviso prévio, mesmo quando ele foi indenizado.

    O que muda: a saída anotada deve ser a do fim do aviso prévio, indenizado ou não, como diz a OJ 82 do TST.

  • Anotação que fala mal de mim

    A empresa escreveu na carteira algo contra a sua conduta, e você discorda ou nem foi avisado.

    O que muda: a lei proíbe essa anotação (artigo 29, parágrafo 4º). Veja o que fazer com a justa causa na carteira.

  • Já saí e só agora vi

    Você conferiu a carteira depois da saída e viu o salário ou a função errados durante todo o contrato.

    O que muda: ainda dá para corrigir dentro de dois anos da saída, cobrando os cinco anos anteriores.

  • A carteira é digital

    A empresa lança os dados no eSocial, e você vê a anotação no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

    O que muda: o que aparece lá deve bater com o holerite, e vale tirar print da tela antes de qualquer conversa.

Corrigir a carteira parece simples. O difícil é provar o salário e a função reais.

A empresa que anota menos quase sempre tem outros erros no contrato: reflexos não pagos, FGTS a menor, aviso calculado errado.

Um advogado que trabalha só com Direito do Trabalho compara a carteira com holerites, extratos e mensagens, calcula o efeito do erro em cada verba e pede, na mesma ação, a correção da anotação e todas as diferenças.

Mulher conferindo documentos e valores com a calculadora
Um erro de poucos reais por mês muda o FGTS, o INSS e o acerto da saída.
  • Compara o papel e o banco

    Coloca lado a lado a carteira, os holerites e os extratos para mostrar a diferença mês a mês.

  • Calcula o efeito do erro

    Refaz FGTS, 13º, férias e aviso prévio com o salário real, dentro dos cinco anos que ainda podem ser cobrados.

  • Corrige a anotação

    Pede ao juiz que mande anotar o salário, a função e a saída certos, para valerem no INSS e no seguro.

Três formas de cobrar o que a empresa deve
O que importaEntrar sozinho na JustiçaPelo sindicatoCom advogado trabalhista
Quem pode usarQualquer trabalhador, na Vara do TrabalhoQuem é da categoria representadaQualquer trabalhador, em qualquer estado
Análise das provas antesPor sua contaDepende da estrutura do sindicatoFeita antes de qualquer passo
Cálculo do que é devidoPor sua contaVaria conforme o atendimentoFeito linha por linha, com os reflexos
Recursos em tribunais superioresNão é possível sem advogadoDepende do sindicatoAcompanhamento até o fim
Outros direitos na mesma açãoSó o que você souber pedirVaria conforme o casoLevantamento completo do que a empresa deve
Exemplo: uma mensagem assim prova o valor real e a parte que ficou fora da carteira.

O que guardar a partir de hoje, sem precisar falar com ninguém

Para corrigir a carteira, a prova costuma ser a diferença entre o que ela diz e o que cai na sua conta.

  • Página do contratoUma foto ou print legível da página com o salário e a função anotados.
  • HoleritesMostram o salário que a empresa declara pagar, mês a mês.
  • Extratos do bancoMostram o que de fato caiu na conta, e em que dia.
  • Mensagens sobre o valorPrints em que combinam o salário total ou a função que você faz.
  • Extrato do FGTSBaixe no aplicativo FGTS, da Caixa: mostra os depósitos sobre o valor anotado.
  • Proposta da vagaO anúncio ou a mensagem de oferta, com o salário e a função prometidos.

Três erros que fazem a empresa pagar menos

Todos acontecem enquanto a pessoa ainda trabalha lá e prefere não mexer no assunto.

  • Assinar o holerite sem conferir

    Quem assina o holerite sem comparar com o banco deixa a empresa dizer que concordou com o valor.

    Você assina depois de comparar com o extrato.

  • Apagar a conversa do valor

    A mensagem em que combinaram o total é a prova mais forte da diferença entre carteira e conta.

    As conversas ficam salvas fora do celular.

  • Esperar sair para reclamar

    A cada mês que passa, um mês antigo deixa de poder ser cobrado, porque só valem os últimos cinco anos.

    A avaliação pode ser feita ainda com o emprego.

Do primeiro oi ao dinheiro na conta

O caminho inteiro, na ordem em que acontece, sem você precisar sair de casa.

  1. Você conta o que aconteceu

    Pelo WhatsApp ou pelas quatro perguntas desta página.

    Leva poucos minutos
  2. Recebe uma avaliação por escrito

    Se há o que cobrar, se o prazo está correndo e o que falta de prova.

    Em até um dia útil
  3. Conversa com a advogada por vídeo

    Riscos, forma de cobrança e o que fazer até a ação entrar.

    Na mesma semana
  4. Assina pelo celular

    Contrato e procuração com assinatura eletrônica, depois de ler com calma.

    Quando você decidir
  5. A ação entra na Justiça

    Na cidade onde você trabalhou, com audiência que pode ser por vídeo.

    Conforme a agenda da Vara
  6. Acordo ou decisão do juiz

    Análise de qualquer proposta da empresa e cobrança do que for decidido.

    Ao fim do processo

As perguntas que todo mundo faz

Se a sua não estiver aqui, pergunte direto para quem vai avaliar o seu caso.

Perguntar pelo WhatsAppUma pessoa da equipe responde
Como corrijo o salário na carteira de trabalho?

Peça por escrito à empresa que corrija a anotação e recolha o que faltou. Se ela negar, a Justiça do Trabalho manda anotar o salário real (CLT, artigo 39), e a secretaria da Vara faz a anotação no lugar da empresa.

Como corrijo a função na carteira de trabalho?

Do mesmo jeito: pedido à empresa e, se ela negar, ação na Justiça. É preciso provar a função real com mensagens, ordens de serviço e colegas que viram o que você fazia.

A carteira vale como prova do meu salário?

Vale, mas só até alguém provar o contrário (Súmula 12 do TST). Por isso holerites, extratos e mensagens podem mostrar um valor maior que o anotado.

O que o salário menor na carteira afeta no INSS?

O INSS costuma usar os valores informados pela empresa. Com o salário anotado menor, a aposentadoria e os benefícios podem sair menores. A correção é feita pela Justiça e depois levada ao INSS.

E o seguro-desemprego, se a carteira está errada?

O valor do seguro costuma ser calculado pela média dos últimos salários, então o salário menor reduz o benefício. A data de saída errada também pode atrapalhar o prazo do pedido, que é do 7º ao 120º dia depois da demissão.

A empresa pode escrever algo ruim na minha carteira?

Não. O artigo 29, parágrafo 4º, da CLT proíbe a empresa de fazer anotações contra a conduta do empregado.

Quanto tempo eu tenho para corrigir?

Para cobrar diferenças de dinheiro, dois anos depois da saída, e só dos últimos cinco anos. A ação só para anotar a carteira, como prova para o INSS, não tem esse prazo (CLT, artigo 11, parágrafo 1º).

Quanto custa e quando eu pago?

A forma de cobrança é combinada por escrito na consulta, antes de qualquer assinatura. Enviar o caso para avaliação é sem compromisso.

As palavras difíceis desta página, em linguagem simples

Você vai ouvir esses termos na conversa com a advogada e no processo. Aqui está o que cada um quer dizer.

Anotação
O registro feito na carteira: data de entrada, salário, cargo e saída.
Retificação
A correção de um dado errado que já foi anotado na carteira.
Salário por fora
O valor pago além do que consta na carteira, em dinheiro ou por Pix.
Presunção relativa
Algo que vale como verdade até alguém provar o contrário, como a data anotada.
Anotação desabonadora
Registro na carteira que fala mal da conduta do empregado, proibido por lei.
Desvio de função
Fazer o serviço de uma função diferente da anotada, sem receber por ela.

Quem avalia o seu caso defende só trabalhadores, nunca empresas

Maryon Portes escreveu e revisou esta página. A sua avaliação é lida pela equipe dela, e a Dra. Maryon Portes é a advogada responsável pela sua ação.

Cada mês com a carteira errada é FGTS que não entra. Uma mensagem para a advogada não cria compromisso.

Estes são os três prejuízos mais comuns de quem deixa o erro na carteira para depois, e todos podem ser evitados agora.

  • Perder FGTS e multa

    O FGTS e a multa de 40% saem de um salário menor, e os meses mais antigos vão deixando de poder ser cobrados.

  • Perder a prova do valor

    Conversas apagadas e extratos perdidos deixam mais difícil mostrar quanto você recebia de verdade.

  • Ficar com benefício menor

    O INSS e o seguro-desemprego costumam partir do salário anotado, e não do que você ganhava.

Olá, tudo bem?Fale com a advogada no WhatsApp, com sigilo. Dra. Maryon Portes, advogada trabalhista