O tempo depende do caminho: acordo, sentença, recurso e cobrança
Cada etapa do processo tem o seu prazo, e a soma muda de caso para caso. O que dá para dizer com segurança é o que acelera e o que atrasa.
No rito sumaríssimo, das causas de até 40 salários mínimos, a lei prevê que a ação seja apreciada em até 15 dias do ajuizamento, no artigo 852-B da CLT. É uma referência, e o que manda na prática é a pauta da vara, que muda de cidade para cidade. A tentativa de acordo vem logo na abertura da audiência (artigo 846), e é o que mais encurta o caminho. Veja como é a audiência trabalhista.
O que mais alonga vem depois: a perícia, os recursos e a cobrança. A Justiça do Trabalho costuma estar entre as mais ágeis do país, mas a fase de cobrança costuma ser a mais demorada. O CNJ, que é o Conselho Nacional de Justiça, publica no Justiça em Números o tempo médio por tribunal, e vale consultar o da região onde você trabalhou.
Prazo de processo não se promete. Dá para saber o que o atrasa e agir sobre o que depende de você.
- Onde está na lei
- Na CLT, artigo 852-B para os 15 dias, e artigos 846 e 847 para o acordo.
- O que mais encurta
- O acordo na audiência. O termo vale como decisão e não admite recurso.
- O que mais alonga
- Perícia, recursos da empresa e a cobrança, quando ela não paga.
- Quem decide a data
- A pauta da vara. O prazo da lei é uma referência, e não uma garantia.