Metas abusivas

Cobrar meta é direito da empresa. Humilhar quem não bateu já pode ser assédio.

A empresa pode fixar meta e cobrar resultado, mas não pode expor, ridicularizar ou ameaçar quem não bate. Ranking com nome no mural, prenda, grito em reunião e meta impossível podem gerar indenização por dano moral, que é o valor pago pela ofensa à dignidade da pessoa.

Quem responde é uma pessoa da equipe, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h.

  • Avaliação sigilosa e sem compromisso
  • Advogada com OAB verificável
  • Atendimento online em todo o Brasil
Trabalhadora cansada diante do computador, com a mão na cabeça

O que você precisa saber antes de aceitar a prenda

Quatro pontos que separam a cobrança normal da cobrança que passa do limite, e que a empresa raramente explica.

  • Cobrar meta é permitido

    A empresa pode fixar meta e cobrar resultado. O limite está no jeito: sem expor, xingar ou ameaçar.

  • A exposição é o que pesa

    Ranking com nome, prenda e apelido na frente do grupo é o que mais costuma gerar indenização.

  • Pode ser da empresa toda

    Quando a humilhação é método de gestão, o assédio é da empresa, e não só de um chefe.

  • Guarde as provas hoje

    Print do grupo, foto do mural e mensagens do chefe somem rápido. Salve agora, sem confronto.

Pergunta 1 de 4

Como a cobrança de meta acontece no seu trabalho?

Marque tudo o que acontece. Pode ser mais de uma coisa.

Marque pelo menos uma opção para continuar.

Há quanto tempo isso acontece, e como você está hoje?

O tempo mostra se há um padrão e quanto falta do prazo para pedir a indenização.

Isso acontece há
Hoje, eu

Responda as duas perguntas para continuar.

O que você já tem guardado?

Não se preocupe se tiver pouco. Colegas e os próprios documentos da empresa também ajudam a provar.

Marque o que você tem, ou "Ainda não guardei nada".

Para onde a equipe envia a avaliação?

A avaliação chega escrita no seu e-mail, em até um dia útil. O telefone é opcional: com ele, a equipe pode ligar se faltar algum detalhe.

Informe seu nome.
Informe um e-mail válido, como [email protected].
Confira o número, com o DDD, como (47) 99999-9999.
Escolha o estado.

Seus dados ficam só com a advogada.

Meta pode. Humilhação não. A diferença está no jeito.

A empresa dirige o trabalho, e isso inclui fixar meta e cobrar resultado. Ela passa do limite quando a cobrança deixa de atingir o serviço e passa a atingir a pessoa: expõe, ridiculariza, castiga ou ameaça.

A CLT protege a honra, a imagem, a autoestima e a saúde do trabalhador, e manda indenizar quem sofre ofensa a esses bens (artigos 223-B e 223-C). Não existe tese fixa do TST sobre ranking de metas, então o juiz analisa o caso: o que foi dito, quem estava perto, se se repetiu e se a cobrança funcionava como castigo.

A definição geral de assédio está em o que é assédio moral no trabalho. Esta página trata de um caso específico: a cobrança de meta que humilha.

Cobrar o número é gestão. Rir de quem não chegou nele, na frente de todos, é outra coisa.

Onde está na lei
CLT, artigo 2º (a empresa dirige o trabalho) e artigos 223-B e 223-C (ofensa à honra, à imagem e à saúde).
O que a empresa pode
Fixar meta, medir resultado, conversar sobre o desempenho e cobrar melhora, de forma reservada.
O que passa do limite
Expor o resultado para humilhar, dar castigo, gritar, xingar, ameaçar demissão ou fixar meta impossível.
O que costuma pesar
O que foi dito, quem viu, se se repetiu e se a participação era obrigatória.
Mulher sozinha no corredor do escritório, constrangida
O ranking que ridiculariza atinge a pessoa, e não o resultado.

Seis formas de cobrar meta que passam do limite

Nem toda cobrança dura é abusiva. Estas são as seis formas em que o abuso mais aparece, e o que costuma servir de prova.

  • Ranking exposto

    Lista com nome e resultado no mural, no grupo ou na reunião, com os últimos destacados ou comentados.

    Prova: foto do mural ou print do grupo, com a data.CLT, artigo 223-B

  • Prendas e castigos

    Fantasia, dança, troféu de pior vendedor ou tarefa humilhante para quem não bateu a meta.

    Prova: fotos, vídeos e colegas que participaram.CLT, artigo 223-C

  • Gritos e xingamentos

    Cobrança aos gritos, com palavrão ou apelido, na frente de colegas ou de clientes.

    Prova: mensagens, áudios e quem estava perto.CLT, artigo 483, letra b

  • Ameaça de demissão

    Dizer, vezes seguidas, que quem não bater a meta vai ser mandado embora, como forma de pressão.

    Prova: prints de mensagens e e-mails de cobrança.CLT, artigo 483, letra b

  • Meta impossível

    Número que ninguém atinge, sem meios nem tempo, usado depois para punir ou desqualificar.

    Prova: a sua meta ao lado da meta e do resultado da equipe.CLT, artigo 483, letra a

  • Pressão que adoece

    Cobrança tão constante que causa insônia, ansiedade ou afastamento, sem pausa nem folga.

    Prova: atestados, laudos e mensagens de cobrança.CLT, artigo 223-C

Cobrança que pode e cobrança abusiva, lado a lado

Cinco situações comuns de cobrança de meta, com o que a empresa pode fazer e o que passa do limite. Em todas, o alvo da cobrança é o que muda o resultado.

Quem vê
Colegas, grupo ou clientes
O que se cobra
O número, e não a pessoa
O castigo
Prenda, fantasia ou apelido
A meta
Possível de cumprir, ou não

Quadro informativo, feito a partir da cartilha do TST sobre assédio e da CLT. Cada caso depende do contexto e das provas. Não é promessa de resultado.

Pode cobrar ou passou do limite?

Cinco situações de cobrança de meta

  • Conversa sobre a meta não batidaReunião reservada, sobre o resultado e como melhorarPode
  • Ranking com castigoO último no mural, com apelido e prenda na reuniãoAbusiva
  • Meta mais alta que a do mês passadoCom tempo, treino e meios para chegar láPode
  • Grito e ameaça na reuniãoChamar de incompetente e ameaçar demitir na frente do timeAbusiva
  • Meta que ninguém atingeNúmero fixado para punir só quem a empresa quer afastarAbusiva
Situações deste quadro que são cobrança abusiva3 de 5
Nas três situações abusivas, a cobrança deixou de ser sobre o resultado e passou a ser sobre a pessoa, na frente dos outros. Um episódio isolado e grave também pode gerar dano moral, mesmo sem ser assédio.

A pressão vem de um chefe ou da empresa toda?

O caminho muda conforme quem cobra. Nos dois casos, a cobrança que humilha pode ser levada à Justiça.

Um chefe ou supervisor

A conduta tem autor e testemunhas

  • A ação pede dano moral pelo que esse chefe fez, e a empresa responde por ele
  • Prints, áudios e colegas que estavam presentes são a prova principal
  • Se você ainda trabalha lá, pode ser possível pedir também a rescisão indireta

Anote data, o que foi dito e quem estava junto, logo depois de cada episódio.

A empresa toda

Assédio organizacional, a regra do setor

  • Se todos sofrem a mesma cobrança, os colegas costumam ser a melhor prova
  • Circulares, manuais e slides da campanha de vendas mostram a política da empresa
  • O Ministério Público do Trabalho pode investigar e agir pela equipe toda

Salve as regras da campanha de vendas antes que mudem.

Reclamar sem prova pode piorar a sua situação. Salve prints e fotos primeiro, e só depois decida se vai ao RH ou à advogada. Não responda a provocação no grupo.

Trabalhadores de profissões diferentes lado a lado
A meta muda de setor para setor, mas o limite da dignidade é o mesmo.

Banco, telemarketing, varejo: o que muda em cada caso

Cada setor cobra meta do seu jeito. Estas são as situações que mais geram dúvida, e onde cada uma tem página própria.

  • Trabalho em banco

    Metas de venda de produtos e ranking entre agências são comuns. Cobrar pode; expor quem não vendeu ou ameaçar, não.

    O que muda: o ranking interno, as mensagens do gerente e o histórico de metas servem de prova. Veja os direitos de quem trabalha em banco.

  • Trabalho em telemarketing

    Painel com o tempo de atendimento, ranking no telão e supervisor atrás do posto. O banheiro e as pausas têm regras próprias.

    O que muda: o telão e os relatórios de desempenho mostram o que foi exposto. Veja quando o controle de banheiro e de pausas passa do limite.

  • Varejo e supermercado

    Meta por loja, dança ou prenda no fim do mês e roda de cobrança antes da abertura, perto de clientes.

    O que muda: fotos, vídeos e colegas mostram a exposição. Veja os direitos de quem trabalha no comércio.

  • Recebo comissão por meta

    A meta mexe no salário. Cobrar dentro da regra pode, mas mudar a regra no meio do mês é outro problema.

    O que muda: a cobrança humilhante e a comissão devida podem ser pedidas na mesma ação. Veja como funciona a comissão sobre vendas.

  • Fiquei doente por causa da meta

    Ansiedade, insônia ou afastamento por esgotamento ligados à pressão constante da cobrança.

    O que muda: o atestado e o laudo ligam a doença ao trabalho. Veja burnout, depressão e os direitos de quem adoeceu.

  • Quero sair da empresa

    Se a cobrança abusiva continua, pode ser possível pedir a rescisão indireta, a saída com os direitos da demissão sem justa causa.

    O que muda: o pedido é analisado antes de você sair. Veja como sair da empresa por assédio moral.

Cobrança abusiva não aparece no holerite. A prova está em prints, fotos e colegas.

Muita gente acha que ranking e prenda são parte do trabalho e não reclama. Mas a CLT protege a honra e a saúde de quem trabalha, e isso inclui a cobrança de meta.

Um advogado que trabalha só com Direito do Trabalho separa a cobrança dura, mas legítima, da humilhação, organiza as provas por data e avalia, caso a caso, se o pedido é dano moral, rescisão indireta ou os dois.

Mesa de atendimento com fone, notebook e celular
O primeiro passo é organizar o que você já tem, sem confronto.
  • Separa cobrança de abuso

    Lê as mensagens e as regras da campanha para ver onde termina a cobrança e começa a exposição.

  • Organiza as provas

    Reúne prints, fotos do mural e nomes de colegas em ordem de data, para o juiz enxergar o padrão.

  • Escolhe o melhor pedido

    Vê se o caso pede dano moral, rescisão indireta, comissões não pagas ou tudo na mesma ação.

Três formas de cobrar o que a empresa deve
O que importaEntrar sozinho na JustiçaPelo sindicatoCom advogado trabalhista
Quem pode usarQualquer trabalhador, na Vara do TrabalhoQuem é da categoria representadaQualquer trabalhador, em qualquer estado
Análise das provas antesPor sua contaDepende da estrutura do sindicatoFeita antes de qualquer passo
Cálculo do que é devidoPor sua contaVaria conforme o atendimentoFeito linha por linha, com os reflexos
Recursos em tribunais superioresNão é possível sem advogadoDepende do sindicatoAcompanhamento até o fim
Outros direitos na mesma açãoSó o que você souber pedirVaria conforme o casoLevantamento completo do que a empresa deve
Exemplo: uma mensagem assim, com data e nome, mostra a exposição e a ameaça.

O que guardar a partir de hoje, sem confrontar ninguém

Para provar a cobrança que humilha, a prova costuma ser o que a própria empresa produz: o ranking, o grupo e as mensagens. O passo a passo completo está em como provar assédio moral no trabalho.

  • Prints do grupoSalve a conversa inteira, com data, hora e o nome de quem escreveu.
  • Foto do muralFotografe o ranking como ficou exposto, com a data visível quando der.
  • Mensagens de cobrançaCapture e-mails e mensagens sobre a meta, com remetente e data.
  • Regras da campanhaA circular, o manual ou o slide com a meta e o castigo previsto.
  • Nomes de colegasQuem viu, quem passou pelo mesmo e quem pode confirmar o que foi dito.
  • Atestados e laudosSe a pressão adoeceu, guarde atestados, receitas e laudos com as datas.

Três erros que enfraquecem o seu caso

Todos acontecem no calor da cobrança, quando a pessoa só quer que aquilo pare.

  • Responder no mesmo tom

    Xingar ou rebater no grupo dá à empresa um motivo para falar em indisciplina e justa causa.

    Você registra e responde só sobre o trabalho.

  • Deixar as provas para depois

    O mural é trocado, o grupo é apagado e o chefe sai da empresa. Quem espera perde o que mostraria o abuso.

    Você salva hoje, antes de qualquer conversa.

  • Pedir demissão no desespero

    Quem pede demissão perde a multa de 40% do FGTS e o seguro-desemprego, e fica mais difícil provar o abuso.

    O caminho de saída é avaliado antes de você decidir.

Do primeiro oi ao dinheiro na conta

O caminho inteiro, na ordem em que acontece, sem você precisar sair de casa.

  1. Você conta o que aconteceu

    Pelo WhatsApp ou pelas quatro perguntas desta página.

    Leva poucos minutos
  2. Recebe uma avaliação por escrito

    Se há o que cobrar, se o prazo está correndo e o que falta de prova.

    Em até um dia útil
  3. Conversa com a advogada por vídeo

    Riscos, forma de cobrança e o que fazer até a ação entrar.

    Na mesma semana
  4. Assina pelo celular

    Contrato e procuração com assinatura eletrônica, depois de ler com calma.

    Quando você decidir
  5. A ação entra na Justiça

    Na cidade onde você trabalhou, com audiência que pode ser por vídeo.

    Conforme a agenda da Vara
  6. Acordo ou decisão do juiz

    Análise de qualquer proposta da empresa e cobrança do que for decidido.

    Ao fim do processo

As perguntas que todo mundo faz

Se a sua não estiver aqui, pergunte direto para quem vai avaliar o seu caso.

Perguntar pelo WhatsAppUma pessoa da equipe responde
A empresa pode cobrar meta?

Pode. Fixar meta e cobrar resultado faz parte do poder da empresa de dirigir o trabalho, previsto no artigo 2º da CLT. O limite está no modo: a cobrança não pode expor, xingar, ameaçar ou funcionar como castigo.

Ranking de vendas no mural é assédio?

Nem sempre. Um placar de resultados, sem comentário, apelido ou castigo, costuma ser visto como cobrança normal. Quando o ranking serve para ridicularizar o último colocado, ou vem com prenda e ameaça, os tribunais costumam ver exposição vexatória, que é a exposição que humilha. O juiz analisa cada caso.

Fantasia, dança ou troféu de pior vendedor dá indenização?

Quem é obrigado a participar de brincadeira que o expõe ao ridículo pode pedir dano moral. A empresa costuma dizer que era motivação, e o que pesa é se a participação era obrigatória e se houve constrangimento.

Meta impossível é assédio?

Pode ser, quando o número é inalcançável e serve para punir, desqualificar ou ameaçar. Meta alta, mas possível, com meios e tempo, é legítima. Vale comparar a sua meta com a da equipe e com o resultado médio do setor.

Ser humilhado na frente de colegas ou clientes dá dano moral?

Pode dar, mesmo em um episódio só, se for grave. Para medir o valor, o juiz considera a intensidade da humilhação e as condições da ofensa. Veja como funciona o dano moral no trabalho.

O que é assédio organizacional?

É a humilhação ou a pressão usada como método de gestão da própria empresa, com metas abusivas e medo constante para todos. O culpado não é só um chefe, e os colegas costumam ser a principal prova. A definição geral está em o que é assédio moral.

Quanto custa e quando eu pago?

A forma de cobrança é combinada por escrito na consulta, antes de qualquer assinatura. Enviar o caso para avaliação é sem compromisso.

Um advogado de outro estado pode cuidar do meu caso?

Sim. A inscrição na OAB vale em todo o país e a Justiça do Trabalho é eletrônica. A ação corre no local onde você trabalhou e a audiência pode ser por vídeo.

As palavras difíceis desta página, em linguagem simples

Você vai ouvir esses termos na conversa com a advogada e no processo. Aqui está o que cada um quer dizer.

Poder diretivo
O direito da empresa de organizar o trabalho, fixar metas e cobrar resultado.
Exposição vexatória
Mostrar o resultado de alguém de um jeito que o ridiculariza diante de colegas ou clientes.
Assédio organizacional
Humilhação ou pressão usada como método de gestão da empresa, e não só por um chefe.
Dano moral
Indenização pela ofensa à honra, à imagem, à autoestima ou à saúde da pessoa.
Prenda
Castigo ou tarefa humilhante que a empresa impõe a quem não bateu a meta.
Rescisão indireta
A saída em que a empresa é a culpada, com os direitos da demissão sem justa causa.

Quem avalia o seu caso defende só trabalhadores, nunca empresas

Maryon Portes escreveu e revisou esta página. A sua avaliação é lida pela equipe dela, e a Dra. Maryon Portes é a advogada responsável pela sua ação.

Cada semana de exposição pesa. Uma mensagem para a advogada não cria compromisso.

Estes são os três prejuízos mais comuns de quem aguenta calado a cobrança abusiva, e todos podem ser evitados agora.

  • Perder as provas

    O grupo é apagado, o mural é trocado e o chefe sai. Salvar hoje evita esse prejuízo.

  • Adoecer calado

    A pressão constante pode virar ansiedade e afastamento. Quanto antes a avaliação, mais opções.

  • Deixar o prazo passar

    Depois de sair da empresa, você tem dois anos para entrar com a ação.

Olá, tudo bem?Fale com a advogada no WhatsApp, com sigilo. Dra. Maryon Portes, advogada trabalhista