CLT, art. 198, e NR-17
Peso no braço e meta de separação
Ninguém pode ser obrigado a carregar sozinho mais de 60 quilos. A NR-17, a norma de ergonomia, exige que a meta que vale prêmio leve em conta a sua saúde.
Resposta completa: doença do trabalhoNo armazém, a hora da madrugada vale pelo menos 20% a mais, ninguém pode ser obrigado a carregar sozinho mais de 60 quilos, e quem troca o cilindro de gás da empilhadeira tem periculosidade. Veja os direitos mais cobrados pela categoria e o que guardar desde já.

Quatro coisas fazem parte do dia de quem separa, confere, carrega e descarrega, e cada uma tem uma regra na lei. É nelas que costuma estar o dinheiro que a empresa deixa de pagar.
CLT, art. 198, e NR-17
Ninguém pode ser obrigado a carregar sozinho mais de 60 quilos. A NR-17, a norma de ergonomia, exige que a meta que vale prêmio leve em conta a sua saúde.
Resposta completa: doença do trabalhoCLT, art. 73
Entre 22h e 5h, a hora vale pelo menos 20% a mais e dura 52 minutos e 30 segundos. Por isso, 7 horas de relógio na madrugada contam como 8.
Ver as horas e os adicionais que a empresa deveCLT, art. 253
Quem trabalha na câmara, ou leva carga do ambiente normal para o frio, tem 20 minutos de pausa a cada 1 hora e 40 seguidos, contados como trabalho.
Ver quando o frio dá insalubridadeCLT, art. 193, I
Quem troca o cilindro de gás da empilhadeira na rotina tem periculosidade de 30%, mesmo que a troca leve minutos. Só dirigir a máquina, em regra, não dá.
Resposta completa: periculosidadeEstes são os seis assuntos que mais pesam para quem trabalha em armazém e centro de distribuição. Cada um tem uma página com a regra completa, as provas e o prazo.
Jornada
A hora depois da 8ª vale pelo menos 50% a mais. As horas do banco que não viram folga no prazo, ou que sobram na saída, são pagas como extras.
Resposta completa: banco de horasNoite
Vale em toda hora entre 22h e 5h e, para quem faz a noite inteira, também depois das 5h. E entra na conta da hora extra feita de madrugada.
Resposta completa: adicional noturnoFrio
Câmara fria sem a pausa de 20 minutos dá insalubridade de 20% do salário mínimo, mesmo com roupa térmica, como decidiu o TST no Tema 80.
Resposta completa: insalubridadeDoença
Hérnia, dor lombar e tendinite de quem carrega peso ou repete movimentos contam como doença do trabalho quando o serviço causou ou piorou o problema.
Resposta completa: doença do trabalhoAcidente
Empilhadeira que atropela, carga que cai da estante e queda na doca são acidentes de trabalho. Operador sem o treinamento da NR-11 pesa contra a empresa.
Resposta completa: acidente de trabalhoContrato
O temporário ganha por hora o mesmo que quem faz a mesma função na empresa. Se a agência ou a terceirizada não pagar, a empresa do armazém responde.
Resposta completa: direitos de quem é terceirizadoCom salário de R$ 2.310, um ano no turno das 22h às 6h sem o adicional noturno soma R$ 5.945,94. Como a cobrança alcança os últimos cinco anos, cada mês de espera tira em média R$ 495,50 da conta.
A conta da noite: R$ 2.310 dividido por 220, que é o total de horas pagas no mês de quem trabalha 44 horas por semana, dá R$ 10,50, e o adicional de 20%, R$ 2,10 por hora. Com a hora de 52 minutos e 30 segundos, as 6 horas antes das 5h rendem R$ 14,40, e a hora das 5h às 6h, que segue com o adicional (Súmula 60 do TST), mais R$ 2,10.
Estimativa sem correção, juros e descontos de INSS e imposto de renda. Premissas: turno das 22h às 6h com 1 hora de intervalo antes das 5h, de segunda a sexta (22 noites por mês), 11 meses trabalhados e 1 de férias, e o descanso semanal estimado em um sexto do adicional. Não é promessa de resultado.
Resposta completa: adicional noturno| O que entra | Valor |
|---|---|
| Adicional noturno: R$ 363 por mês, em 11 meses | R$ 3.993,00 |
| Reflexo no descanso semanal (um sexto) | R$ 665,50 |
| 13º com a média do adicional | R$ 363,00 |
| Férias: a média do adicional e o terço | R$ 484,00 |
| FGTS de 8% sobre as quatro linhas acima | R$ 440,44 |

A convenção coletiva é o acordo do sindicato com as empresas, e muitas convenções dão à logística mais do que a lei, como piso da função, adicional noturno maior e regras para o banco de horas. São quatro passos para saber se você está recebendo tudo.
Vale a atividade da empresa, e não o seu cargo: o armazém de uma rede de lojas costuma seguir a convenção do comércio, e o de uma transportadora, a do transporte de cargas.
As convenções ficam registradas no sistema Mediador, do Ministério do Trabalho, e o sindicato também tem cópia. Procure a da cidade e do período em que você trabalhou.
Compare o holerite com o piso da função, o percentual do adicional noturno e da hora extra, o prazo do banco de horas e o prêmio de produção, se houver.
O que a convenção garante e não foi pago pode ser cobrado dos últimos cinco anos, com a multa da própria convenção, quando ela prevê.
Quase toda a prova está no sistema da empresa, no seu celular e nos papéis que você já recebe. Guarde antes de sair, porque depois fica mais difícil.
O espelho de ponto, que é o relatório das marcações, mostra a entrada e a saída da madrugada. O extrato mostra o saldo do banco.
Ver como conferir o extrato do bancoO coletor, que é o leitor de código de barras da separação, grava cada tarefa com o seu login e a hora. Prints mostram a jornada real.
Ver quem precisa provar o horárioO atendimento no ambulatório, os atestados e a CAT, que é o aviso do acidente ao INSS, mostram quando o problema começou e que ele veio do serviço.
Como abrir a CAT sem a empresaAs perguntas que mais chegam de quem trabalha nessa profissão. Se a sua não está aqui, pergunte direto.
Perguntar à advogada no WhatsAppUma pessoa responde em até um dia útilDepende do posto. O adicional exige algo da lista oficial, como frio, ruído ou produto químico, acima do limite, e na logística o caso mais comum é a câmara fria: sem a pausa de 20 minutos, ele é devido mesmo com roupa térmica (Tema 80 do TST). Se você só entra na câmara de vez em quando, o direito à pausa está em discussão no TST, no Tema 211.
Depende da tarefa. Quem troca o cilindro de gás da empilhadeira na rotina tem direito aos 30%, mesmo que a troca leve minutos (Tema 87 do TST). Só dirigir, em regra, não dá, porque o gás do tanque da máquina fica fora da NR-16, a norma das atividades perigosas. Veja quem tem direito à periculosidade.
A CLT fixa 60 quilos para o homem que carrega sozinho e 20 quilos para a mulher e o menor de 18 anos no trabalho contínuo, ou 25 no ocasional (arts. 198, 390 e 405). A NR-17 ainda proíbe exigir carga que possa comprometer a sua saúde. Exigir mais está entre os motivos da rescisão indireta, que é sair por culpa da empresa.
Em regra, têm. Quem trabalha a noite inteira, das 22h às 5h, e continua depois, recebe o adicional também nas horas seguintes (Súmula 60 do TST). Se o turno começa depois das 22h, ou se a convenção limita esse adicional, a questão está em discussão no TST, no Tema 92.
Boa parte deles. A Lei 6.019 garante ao temporário o mesmo salário por hora de quem faz a mesma função na empresa onde ele trabalha, além do adicional noturno e do descanso semanal. O contrato vai até 180 dias, com mais 90 de prorrogação, e a empresa do armazém responde se a agência não pagar.
A forma de cobrança é combinada por escrito na consulta, antes de qualquer assinatura. Enviar o caso para avaliação é sem compromisso.
Cada profissão tem a sua página, com a rotina, os direitos mais cobrados e as provas que contam. Veja também todas as profissões.
É sigilosa, sem compromisso, e a empresa não fica sabendo. Conte a sua função, o seu turno e o que você carrega, e a advogada diz o que pode ser cobrado.
Em até um dia útil, sem robô e sem menu de opções.
Com o holerite e o espelho de ponto, ela vê o que falta: adicional noturno, horas, banco e insalubridade.
A avaliação não cria contrato, e a empresa não fica sabendo da conversa.