NR-15, Anexo 1
Barulho de máquina o turno todo
Ruído acima de 85 decibéis em 8 horas de jornada passa do limite da norma e dá insalubridade. O protetor de ouvido só tira o adicional se eliminar o risco.
Ver quem tem direito à insalubridadeRuído acima do limite dá insalubridade, a LER causada pelo ritmo da linha é doença do trabalho e a troca de uniforme obrigatória na fábrica conta como jornada. Veja os direitos mais cobrados por quem trabalha na produção e o que guardar desde já.

Quatro coisas fazem parte do turno de quase todo operador de produção, e cada uma tem uma regra na lei. É nelas que costuma estar o dinheiro que a fábrica deixa de pagar.
NR-15, Anexo 1
Ruído acima de 85 decibéis em 8 horas de jornada passa do limite da norma e dá insalubridade. O protetor de ouvido só tira o adicional se eliminar o risco.
Ver quem tem direito à insalubridadeNR-17, item 17.4.3
No movimento repetitivo, a NR-17, norma de ergonomia, exige prevenção, como pausas pagas e rodízio de tarefas. Sem isso, a LER pode gerar indenização.
Ver quando a LER é doença do trabalhoCLT, art. 4º, §2º
Se a empresa obriga a vestir o uniforme lá dentro, esse tempo é de trabalho. Feita antes de bater o ponto, a troca pode ser cobrada como hora extra.
Cobrar os minutos antes e depois do turnoConstituição, art. 7º, XIV
Quem alterna turnos de dia e de noite tem jornada de 6 horas. Um acordo com o sindicato pode fixar 8; sem ele, a 7ª e a 8ª horas de cada dia são extras.
Ver quanto valem as horas extrasEstes são os seis assuntos que mais pesam para quem trabalha em fábrica. Cada um tem uma página com a regra completa, as provas e o prazo.
Adicional
Ruído, calor e produto químico acima do limite dão de 10% a 40% do salário mínimo por mês, com reflexo no 13º, nas férias e no FGTS.
Resposta completa: insalubridadeJornada
A hora além da jornada vale pelo menos 50% a mais. Os minutos de uniforme fora do ponto contam, e no turno que alterna sem acordo a jornada é de 6 horas.
Resposta completa: hora extra não pagaAcidente
Afastamento pelo INSS com o código de acidente e FGTS no período. Se faltou proteção ou treinamento na máquina, a empresa pode ter que indenizar.
Resposta completa: acidente de trabalhoDoença
Tendinite, bursite e perda de audição pelo ruído podem ser doença do trabalho, com os mesmos direitos do acidente e, se faltou prevenção, indenização.
Resposta completa: doença do trabalhoEstabilidade
Quem volta de afastamento por acidente ou doença do trabalho tem 12 meses de emprego garantido. Pode valer também para a doença reconhecida só após a demissão.
Resposta completa: demitido após afastamentoPLR
A PLR, participação nos lucros, não pode usar meta de saúde e segurança, como dias sem acidente. Quem sai antes do pagamento recebe a parte proporcional.
Resposta completa: PLR na saídaCom salário de R$ 2.640, meia hora por dia para trocar o uniforme fora do ponto soma R$ 3.243,24 em um ano. Como a cobrança alcança os últimos cinco anos, cada mês de espera tira em média R$ 270,27 da conta.
A conta da hora: o salário de R$ 2.640 dividido por 220, que é o total de horas pagas no mês de quem trabalha 44 horas por semana, dá R$ 12,00. Com 50% a mais, a hora extra vale R$ 18,00. Quem recebe insalubridade soma o adicional ao salário antes de dividir, e a hora extra fica mais cara (OJ 47 do TST).
Estimativa sem correção, juros e descontos de INSS e imposto de renda. Premissas: 15 minutos para vestir o uniforme antes do ponto e 15 para tirar depois, de segunda a sexta (11 horas por mês), 11 meses trabalhados e 1 de férias, e o descanso semanal estimado em um sexto das horas extras. Não é promessa de resultado.
Resposta completa: hora extra não paga| O que entra | Valor |
|---|---|
| Horas extras: 11 por mês, a R$ 18,00, em 11 meses | R$ 2.178,00 |
| Reflexo das horas no descanso semanal (um sexto) | R$ 363,00 |
| 13º com a média das horas extras | R$ 198,00 |
| Férias: a média das horas e o terço | R$ 264,00 |
| FGTS de 8% sobre as quatro linhas acima | R$ 240,24 |

A convenção coletiva é o acordo do sindicato com as empresas do ramo, e o acordo coletivo é o que ele fecha com uma fábrica só. São quatro passos para saber se você recebe tudo o que eles garantem.
Em regra, vale o sindicato da atividade principal da empresa. Na indústria, ele segue o ramo da fábrica: metalúrgico, químico, alimentação, têxtil.
Se a fábrica tem acordo coletivo, ele vale mais que a convenção (CLT, art. 620). Os dois ficam no sistema Mediador, do governo, e devem estar afixados na fábrica.
Compare o holerite com o piso, o percentual da hora extra e o adicional noturno. Veja também as regras do turno, do banco de horas e da PLR.
O que a convenção ou o acordo garante e não foi pago pode ser cobrado dos últimos cinco anos, com a multa prevista neles, quando houver.
Na fábrica, quase tudo fica registrado: catraca, ponto, exames e entrega de EPI, o equipamento de proteção. Guarde cópias antes de sair da empresa, porque depois fica mais difícil.
Se a portaria tem catraca, o registro dela mostra a hora real de chegada, antes do ponto. Colegas do mesmo turno podem confirmar a rotina.
Como provar horas fora do pontoO PPP, perfil profissiográfico previdenciário, lista o ruído e os produtos do seu posto. A empresa tem que entregar uma cópia dele na saída.
Resposta completa: insalubridadeAs audiometrias, exames de audição, mostram quando a perda começou. Se a empresa não abre a CAT, o aviso do acidente ao INSS, você mesmo pode abrir.
Como abrir a CAT sem a empresaAs perguntas que mais chegam de quem trabalha nessa profissão. Se a sua não está aqui, pergunte direto.
Perguntar à advogada no WhatsAppUma pessoa responde em até um dia útilTem, se a perícia constatar ruído, calor ou produto químico acima do limite da NR-15, a norma das atividades insalubres. Só entregar o protetor de ouvido não basta: ele precisa eliminar o risco (Súmula 289 do TST). Veja a regra completa da insalubridade.
Pode ser. Quem trabalha em turnos ininterruptos de revezamento, que alternam dia e noite, tem jornada de 6 horas, mesmo com só dois turnos (Constituição, art. 7º, XIV, e OJ 360 do TST). Um acordo com o sindicato pode fixar 8 horas, mas não para o passado (OJ 420 do TST). Com hora extra todo dia, a validade dele está em discussão no TST (Tema 213).
Conta, quando a empresa obriga a troca lá dentro, como é comum por higiene ou segurança. A CLT só tira da jornada a troca feita por escolha própria (art. 4º, §2º, VIII). Se a troca acontece antes de bater o ponto, os minutos de cada dia podem ser cobrados como hora extra.
Não. A CLT não conta na jornada o tempo de casa até o posto de trabalho e a volta, mesmo no ônibus fretado pela empresa (art. 58, §2º). A convenção ou o acordo coletivo podem prever um pagamento, por isso vale ler o da sua categoria.
Em regra, responde se faltou o que a NR-12, a norma de segurança em máquinas, exige: proteção nas partes que se mexem, parada de emergência e treinamento antes de operar. Em atividade de risco maior que o comum, pode responder mesmo sem culpa (Tema 932 do STF). Veja os direitos de quem sofreu acidente de trabalho.
A forma de cobrança é combinada por escrito na consulta, antes de qualquer assinatura. Enviar o caso para avaliação é sem compromisso.
Cada profissão tem a sua página, com a rotina, os direitos mais cobrados e as provas que contam. Veja também todas as profissões.
É sigilosa, sem compromisso, e a empresa não fica sabendo. Conte o que a fábrica produz, como é o seu turno e o que você sente no corpo, e a advogada diz o que pode ser cobrado.
Em até um dia útil, sem robô e sem menu de opções.
Com o holerite, o ponto e os exames, ela vê o que falta: horas, insalubridade e saúde.
A avaliação não cria contrato, e a empresa não fica sabendo da conversa.