CLT, art. 193, II
Risco de roubo no posto
Proteger pessoas e patrimônio expõe a roubo e violência, e isso vale 30% sobre o salário-base. A norma não exige arma: vale também para o vigilante desarmado.
Resposta completa: periculosidadeA lei põe a vigilância na lista de atividades perigosas, e isso vale 30% sobre o salário-base, com ou sem arma. Na 12x36, o plantão para cobrir a folga de um colega é hora extra, mesmo pago no Pix, e o intervalo tem que ser tirado ou pago. Veja os direitos mais cobrados pela profissão e o que guardar desde já.

Quatro situações fazem parte da rotina da vigilância, e cada uma tem regra na CLT ou no Estatuto da Segurança Privada, a Lei 14.967, que substituiu a antiga Lei 7.102. É nelas que costuma estar o dinheiro que a empresa deixa de pagar.
CLT, art. 193, II
Proteger pessoas e patrimônio expõe a roubo e violência, e isso vale 30% sobre o salário-base. A norma não exige arma: vale também para o vigilante desarmado.
Resposta completa: periculosidadeLei 14.967, art. 29, §4º
Para o vigilante, a lei prevê a 12x36 por convenção ou acordo coletivo. O salário do mês já paga as folgas e os feriados, mas o plantão a mais é hora extra.
Resposta completa: escala 12x36CLT, art. 73
Pela CLT, das 22h às 5h a hora tem 52 minutos e 30 segundos e vale pelo menos 20% a mais. No turno das 19h às 7h, as 7 horas noturnas contam como 8.
Ver como funciona o adicional noturnoLei 14.967, art. 29, §1º
O curso de atualização, que substituiu a reciclagem, o uniforme, o colete e o seguro de vida em grupo são direitos do vigilante, e a conta é da empresa.
Ver o que a empresa pode descontarEstes são os seis assuntos que mais pesam para quem trabalha na vigilância. Cada um tem uma página com a regra completa, as provas e o prazo.
Adicional
São 30% sobre o salário-base, com reflexo nas horas extras, no 13º, nas férias e no FGTS. O risco de vida pago por acordo coletivo pode ser abatido desse valor.
Resposta completa: periculosidadeJornada
O plantão a mais na 12x36 vale pelo menos 50% a mais por hora. Com plantões frequentes, a própria escala pode cair, tema que o TST está julgando.
Resposta completa: hora extra não pagaSalário
O plantão pago no Pix ou em dinheiro, fora do holerite, também é salário e entra no FGTS, no 13º e nas férias. O extrato do banco mostra cada um.
Resposta completa: recebo por foraIntervalo
Comer no posto, de olho no movimento, costuma não contar como intervalo. Fora da 12x36, o tempo cortado vale 50% a mais; nela, vale a regra da convenção.
Resposta completa: não tenho horário de almoçoAcidente
A agressão sofrida no posto é acidente de trabalho por lei: afastamento pelo INSS como acidente, 12 meses de estabilidade na volta e, com culpa ou risco, indenização.
Resposta completa: acidente de trabalhoTerceirização
Se o posto passa para outra empresa e a antiga some sem pagar o acerto, o banco, o condomínio ou o órgão que contratou o serviço pode ter que pagar.
Resposta completa: empresa fechou e não pagouCom salário de R$ 2.200 e dois plantões extras por mês pagos no Pix, a diferença das horas e os reflexos somam R$ 4.365,84 em um ano. Como a cobrança alcança os últimos cinco anos, cada mês de espera tira em média R$ 363,82 da conta.
A conta da hora: o salário com a periculosidade, R$ 2.860, dividido por 220, número que a Justiça do Trabalho costuma usar também na 12x36, dá R$ 13,00. Com 50% a mais, a hora extra vale R$ 19,50. A periculosidade entra na base da hora extra (Súmula 132 do TST).
Estimativa sem correção, juros e descontos de INSS e imposto de renda. Premissas: dois plantões de 12 horas por mês, de dia, pagos a R$ 150 no Pix, 11 meses trabalhados e 1 de férias, e o descanso semanal estimado em um sexto das horas. O FGTS entra também sobre o que veio no Pix. Não é promessa de resultado.
Resposta completa: recebo por fora| O que entra | Valor |
|---|---|
| Horas extras: 24 por mês, a R$ 19,50, em 11 meses | R$ 5.148,00 |
| Menos o que já veio no Pix: R$ 300 por mês, em 11 meses | − R$ 3.300,00 |
| Reflexo das horas no descanso semanal (um sexto) | R$ 858,00 |
| 13º com a média das horas | R$ 468,00 |
| Férias: a média das horas e o terço | R$ 624,00 |
| FGTS de 8% sobre as horas e os reflexos | R$ 567,84 |

A convenção coletiva é o acordo do sindicato com as empresas. Para o vigilante, ela pesa mais do que em outras profissões, porque a lei deixa para ela a escala 12x36 e o piso salarial. São quatro passos para saber se você está recebendo tudo.
Procure a do sindicato dos vigilantes da região do posto. Vigilante de banco não é bancário (Súmula 257 do TST), então a convenção dos bancários não vale para ele.
As convenções ficam registradas no sistema Mediador, do Ministério do Trabalho, e o sindicato também tem cópia. Procure a do período em que você trabalhou.
Veja como ela trata a 12x36 e se o intervalo é tirado ou pago. Depois compare o holerite com o piso, o percentual da hora extra e o adicional noturno.
O que a convenção garante e não foi pago pode ser cobrado dos últimos cinco anos, com a multa da própria convenção, quando ela prevê.
Quase toda a prova está no posto e no seu celular. Guarde antes de sair da empresa, porque depois fica mais difícil.
O livro de ocorrências e o registro de cada ronda mostram a hora real. Ponto com horário sempre igual não vale como prova (Súmula 338 do TST).
Como provar horas extras sem pontoO pedido do supervisor para cobrir a folga de um colega e o Pix do pagamento provam o plantão a mais e o valor que ficou fora do holerite.
Ver se print de WhatsApp vale como provaAtraso de salário ou de FGTS pode ser avisado por escrito a quem contratou o serviço. No órgão público, o aviso ignorado conta como falha (STF, Tema 1118).
Ver quem paga os direitos do terceirizadoAs perguntas que mais chegam de quem trabalha nessa profissão. Se a sua não está aqui, pergunte direto.
Perguntar à advogada no WhatsAppUma pessoa responde em até um dia útilO vigilante tem: são 30% sobre o salário-base, armado ou não (CLT, art. 193, II, e NR-16, Anexo 3). O vigia e o porteiro, em regra, ficam de fora, e o TST está decidindo, no Tema 97, se o vigia exposto a roubo também tem direito. Veja a regra completa da periculosidade.
O plantão a mais é hora extra de qualquer jeito, com pelo menos 50% a mais. Se os plantões são frequentes, muitas decisões consideram a escala inválida, e o TST ainda vai fixar a regra no Tema 296. Veja o que a lei exige na escala 12x36.
Em regra, não. O Estatuto da Segurança Privada, a Lei 14.967, põe por conta da empresa o curso de atualização, que substituiu a reciclagem, o uniforme, os equipamentos de proteção e o seguro de vida em grupo (art. 29). O desconto pode ser cobrado de volta.
Não. Para trabalhar como vigilante, a lei pede curso de formação, exame de saúde e nenhum antecedente por crime doloso, que é o cometido de propósito (Lei 14.967, art. 28). Ação trabalhista não entra nessa lista. Veja as respostas para quem tem medo de processar.
O órgão pode ser cobrado se ficar provado que ele falhou em fiscalizar a empresa (Súmula 331, V, do TST). Para o STF, no Tema 1118, essa prova cabe ao trabalhador, e um aviso por escrito que o órgão recebeu e ignorou conta como falha. Veja quem paga quando a empresa fecha.
A forma de cobrança é combinada por escrito na consulta, antes de qualquer assinatura. Enviar o caso para avaliação é sem compromisso.
Cada profissão tem a sua página, com a rotina, os direitos mais cobrados e as provas que contam. Veja também todas as profissões.
É sigilosa, sem compromisso, e a empresa não fica sabendo. Conte onde fica o seu posto, a sua escala e quantos plantões extras você faz, e a advogada diz o que pode ser cobrado.
Em até um dia útil, sem robô e sem menu de opções.
Com o holerite, a escala e os prints dos extras, ela vê o que falta: horas, intervalo e periculosidade.
A avaliação não cria contrato, e a empresa não fica sabendo da conversa.