Constituição, art. 7º, XIV
Turno que muda de horário
Quem alterna turnos de manhã, tarde e noite tem jornada de 6 horas, salvo negociação coletiva. O intervalo para comer não desfaz o turno (Súmula 360 do TST).
Ver como cobrar horas extras não pagasA Constituição dá jornada de 6 horas a quem faz turnos ininterruptos de revezamento, que são os turnos que mudam de horário sem a fábrica parar, salvo negociação coletiva válida. O barulho acima do limite da NR-15 dá insalubridade, e o protetor de ouvido nem sempre tira esse direito. Veja os direitos mais cobrados pela profissão e o que guardar desde já.

Quatro situações fazem parte da rotina da fábrica de metal, e cada uma tem regra na Constituição, na CLT ou nas normas de segurança. É nelas que costuma estar o dinheiro que a empresa deixa de pagar.
Constituição, art. 7º, XIV
Quem alterna turnos de manhã, tarde e noite tem jornada de 6 horas, salvo negociação coletiva. O intervalo para comer não desfaz o turno (Súmula 360 do TST).
Ver como cobrar horas extras não pagasNR-15, Anexo 1
O limite cai conforme o barulho sobe: 85 decibéis em 8 horas, 90 em 4 horas e 95 em 2 horas. Acima disso, o trabalho é insalubre.
Ver quem tem direito à insalubridadeNR-12
A NR-12, norma de segurança em máquinas, exige proteção nas partes que se mexem, parada de emergência e treinamento. Sem isso, o risco é de amputação.
Ver o que vale no acidente de trabalhoCLT, art. 59, §5º
Por acordo individual escrito, o banco de horas só vale se a folga vier em até seis meses. Prazo maior exige convenção ou acordo coletivo.
Ver quando o banco de horas vira hora extraEstes são os seis assuntos que mais pesam para quem trabalha na metalurgia. Cada um tem uma página com a regra completa, as provas e o prazo.
Jornada
Sem negociação coletiva válida, o que passa da 6ª hora do turno que muda é hora extra, com pelo menos 50% a mais. O TST ainda discute o efeito das extras habituais.
Resposta completa: hora extra não pagaAdicional
Ruído acima do limite é insalubridade de grau médio, com 20% do salário mínimo por mês. Só entregar o protetor não basta: ele precisa eliminar o risco (Súmula 289 do TST).
Resposta completa: insalubridadeAcidente
Acidente com máquina dá afastamento pelo INSS com o código de acidente e 12 meses de estabilidade na volta. Se faltou proteção ou treinamento, pode haver indenização.
Resposta completa: acidente de trabalhoPonto
Se a empresa obriga a trocar de roupa e pôr o equipamento lá dentro, esse tempo é de trabalho. Os minutos antes do ponto podem ser cobrados como hora extra.
Resposta completa: minutos antes e depois da jornadaPLR
Muitos sindicatos metalúrgicos fecham a PLR, participação nos lucros, na convenção. Quem sai antes do pagamento pode receber a parte proporcional aos meses trabalhados.
Resposta completa: PLR na saídaDoença
A perda de audição causada pelo barulho do trabalho pode ser doença ocupacional, com os mesmos direitos do acidente e, se faltou prevenção, indenização.
Resposta completa: doença do trabalhoCom salário de R$ 3.200 e duas horas por dia além da 6ª, sem norma coletiva válida, a diferença das horas e os reflexos somam R$ 19.263,99 em um ano. Como a cobrança alcança os últimos cinco anos, cada mês de espera tira em média R$ 1.605,33 da conta.
A conta da hora: no turno de 6 horas, o divisor é 180 (6 horas por dia, em 30 dias). R$ 3.200 divididos por 180 dão R$ 17,78 a hora normal, e com 50% a mais a hora extra vale R$ 26,67. Duas horas por dia, em 20 dias, são 40 horas extras por mês.
Estimativa sem correção, juros e descontos de INSS e imposto de renda. Premissas: turno de revezamento de 8 horas sem acordo ou convenção válidos, salário pagando só as 6 horas do turno, 20 dias por mês, 12 meses, e o descanso semanal estimado em um sexto das horas. Se o salário já pagava as 8 horas, a diferença pode ser só o adicional de 50%, e a conta cai. Não é promessa de resultado.
Resposta completa: hora extra não paga| O que entra | Valor |
|---|---|
| Horas extras: 40 por mês, a R$ 26,67, em 12 meses | R$ 12.800,00 |
| Reflexo das horas no descanso semanal (um sexto) | R$ 2.133,33 |
| 13º com a média das horas | R$ 1.244,44 |
| Férias: a média das horas e o terço | R$ 1.659,26 |
| FGTS de 8% sobre as horas e os reflexos | R$ 1.426,96 |

A convenção coletiva é o acordo do sindicato com as empresas. Na metalurgia, ela pesa muito: costuma trazer o piso, a PLR, o adicional de turno e a regra para os turnos de revezamento. São quatro passos para saber se você está recebendo tudo.
Procure a do sindicato dos metalúrgicos da cidade ou da região da fábrica. Se a empresa é de outro ramo, como a de alimentos, pode valer a convenção daquele ramo.
As convenções ficam registradas no sistema Mediador, do Ministério do Trabalho, e o sindicato também tem cópia. Procure a do período em que você trabalhou.
Veja se ela fixa jornada de 8 horas nos turnos de revezamento e o que dá em troca. Depois compare o holerite com o piso, a hora extra, o adicional noturno e a PLR.
O que a convenção garante e não foi pago pode ser cobrado dos últimos cinco anos, com a multa da própria convenção, quando ela prevê.
Boa parte da prova está na fábrica e no seu celular. Guarde antes de sair da empresa, porque depois fica mais difícil.
A escala mostra a troca de turnos, e o ponto mostra a hora real. Ponto com horário sempre igual não vale como prova (Súmula 338 do TST).
Como provar horas extras sem pontoO PPP, perfil profissiográfico previdenciário, lista o ruído do seu posto, e os exames de audiometria mostram a audição ao longo dos anos. Peça cópia na saída.
Ver como provar a doença do trabalhoA CAT, comunicação de acidente de trabalho, e as fotos da máquina sem proteção mostram o que aconteceu. Se a empresa não emitir a CAT, outras pessoas podem fazer isso.
Ver o que é a CAT e quem pode emitirAs perguntas que mais chegam de quem trabalha nessa profissão. Se a sua não está aqui, pergunte direto.
Perguntar à advogada no WhatsAppUma pessoa responde em até um dia útilEm turno ininterrupto de revezamento, a Constituição fixa 6 horas, salvo negociação coletiva (art. 7º, XIV). Pelo Tema 1046 do STF, o acordo ou a convenção costuma valer, desde que respeite direitos que não podem ser negados. O TST ainda discute, no Tema 213, se a hora extra habitual derruba a norma que fixa 8 horas. Veja como cobrar horas extras não pagas.
Pode ter. Só entregar o protetor não afasta o adicional: a empresa precisa tomar medidas que diminuam ou eliminem o ruído e exigir o uso do equipamento (Súmula 289 do TST). Se a perícia constatar que o protetor elimina o risco, o adicional deixa de ser devido (Súmula 80). Veja a regra completa da insalubridade.
O lay-off é a suspensão do contrato para um curso de qualificação, de dois a cinco meses, e só vale com previsão em convenção ou acordo coletivo e com a sua concordância por escrito. O sindicato deve ser avisado 15 dias antes. Se você continuar trabalhando ou o curso não for dado, a suspensão cai, e os salários do período são devidos (CLT, art. 476-A). Se for dispensado durante a suspensão ou nos três meses seguintes, a multa é de pelo menos 100% da última remuneração. Veja os benefícios que a convenção coletiva garante.
Se o afastamento pelo INSS for do tipo acidentário, com o código de acidente, a Lei 8.213 garante 12 meses de emprego na volta (art. 118). Isso vale também para a doença do trabalho, como a perda auditiva, quando reconhecida. Veja o que fazer se fui demitido depois do afastamento.
Conta, quando o ruído passa do limite. No Tema 555, o STF decidiu que, no ruído acima do limite, a declaração da empresa de que o protetor é eficaz não afasta o tempo especial. A prova costuma ser o PPP, que a empresa deve entregar na saída.
A forma de cobrança é combinada por escrito na consulta, antes de qualquer assinatura. Enviar o caso para avaliação é sem compromisso.
Cada profissão tem a sua página, com a rotina, os direitos mais cobrados e as provas que contam. Veja também todas as profissões.
É sigilosa, sem compromisso, e a empresa não fica sabendo. Conte o que a fábrica produz, como é o seu turno e quantas horas você faz por dia, e a advogada diz o que pode ser cobrado.
Em até um dia útil, sem robô e sem menu de opções.
Com o holerite, a escala e o PPP, ela vê o que falta: horas, insalubridade e reflexos.
A avaliação não cria contrato, e a empresa não fica sabendo da conversa.