Lei 5.889, art. 7º
Noite na lavoura e na pecuária
Na lavoura, a noite vai das 21h às 5h. Na pecuária, das 20h às 4h. O trabalho nesse horário vale 25% a mais, e a hora tem 60 minutos, sem a redução da cidade.
Ver como funciona o adicional noturnoA lei do trabalho rural, a Lei 5.889, dá 25% a mais para quem trabalha à noite no campo e manda pagar, no fim do contrato de safra, um doze avos do salário por mês trabalhado. Morada e comida descontadas, calor sem pausa e veneno sem proteção também têm regra. Veja os direitos mais cobrados pela profissão e o que guardar desde já.

Quatro situações fazem parte da rotina de quem trabalha na roça, e cada uma tem regra na Lei 5.889 ou na CLT. É nelas que costuma estar o dinheiro que o patrão deixa de pagar.
Lei 5.889, art. 7º
Na lavoura, a noite vai das 21h às 5h. Na pecuária, das 20h às 4h. O trabalho nesse horário vale 25% a mais, e a hora tem 60 minutos, sem a redução da cidade.
Ver como funciona o adicional noturnoCLT, art. 58, §2º
Desde a reforma trabalhista, o tempo de ida e volta, mesmo no ônibus ou no caminhão da empresa, não conta como jornada. Se você já estava à disposição no trajeto, a conta é outra.
Ver como contar os minutos antes e depois da jornadaLei 5.889, art. 14
O contrato de safra acaba quando a colheita acaba. No fim, além do 13º e das férias proporcionais, a lei manda pagar um doze avos do salário por mês trabalhado.
Ver o que cobrar quando o acerto não vemLei 5.889, art. 5º
Trabalho seguido de mais de seis horas pede pausa para descanso e comida, conforme o costume da região. Entre o fim de um dia e o começo do outro, são 11 horas de descanso, no mínimo.
Ver o que fazer se o descanso entre os dias faltouEstes são os seis assuntos que mais pesam para quem trabalha no campo. Cada um tem uma página com a regra completa, as provas e o prazo.
Adicional
Das 21h às 5h na lavoura e das 20h às 4h na pecuária, o trabalho vale 25% a mais. O adicional entra no 13º, nas férias e no FGTS.
Resposta completa: adicional noturnoSafra
No fim do contrato de safra, a lei manda pagar um doze avos do salário por mês trabalhado, contando como mês a fração acima de 14 dias. É verba à parte do 13º e das férias.
Resposta completa: não recebi o acertoVínculo
Quem junta a turma e paga por dia, sem registro, costuma ser só o intermediário. O vínculo pode ser reconhecido com o dono da terra, e a carteira, cobrada de volta.
Resposta completa: trabalhei anos sem carteiraCalor
Calor acima do limite da NR-15 dá insalubridade, até no campo com sol forte (OJ 173 do TST). As pausas para recuperar o corpo, quando não vêm, podem virar hora extra.
Resposta completa: pausa térmica não concedidaSegurança
A NR-31, norma de segurança do trabalho rural, manda dar o equipamento de proteção e treinar quem aplica veneno. Se faltou e você adoeceu, pode haver indenização.
Resposta completa: trabalhei sem equipamento de proteçãoDescontos
A Lei 5.889 limita o desconto da moradia a 20% e o da comida a 25%, calculados sobre o salário mínimo e só com autorização por escrito. O que passar disso pode voltar.
Resposta completa: descontos no salárioQuando o patrão paga só o salário no último dia, a indenização da safra, o 13º e as férias proporcionais somam R$ 3.242,67 em uma safra de seis meses. Em média, cada mês trabalhado deixa R$ 540,45 sem pagar.
A conta da indenização: a Lei 5.889, no art. 14, manda pagar um doze avos do salário mensal por mês de serviço, ou fração acima de 14 dias. Com seis meses, são seis doze avos de R$ 1.900, ou R$ 950,00. O 13º e as férias proporcionais seguem a mesma proporção de seis doze avos.
Estimativa sem correção, juros e descontos. Premissas: salário de R$ 1.900, seis meses de safra e só o salário pago no fim do contrato. Não entram o FGTS sobre a indenização nem sobre as férias pagas na rescisão. O adicional noturno do transporte da cana à noite também fica de fora: ele depende das horas feitas e seria cobrado à parte. Não é promessa de resultado.
Resposta completa: não recebi o acerto| O que entra | Valor |
|---|---|
| Indenização do fim da safra: um doze avos por mês, em 6 meses | R$ 950,00 |
| 13º proporcional: 6 de 12 avos do salário | R$ 950,00 |
| Férias proporcionais: 6 de 12 avos e o terço | R$ 1.266,67 |
| FGTS de 8% sobre o 13º | R$ 76,00 |

A convenção coletiva é o acordo do sindicato com os produtores. No campo, ela costuma mudar de cultura para cultura e de região para região, e pode trazer piso, preço da produção e regras da safra. São quatro passos para saber se você está recebendo tudo.
Procure a do sindicato dos trabalhadores rurais do município onde você trabalha. Quem corta cana, colhe fruta ou cuida de gado pode ter uma convenção diferente.
As convenções ficam registradas no sistema Mediador, do Ministério do Trabalho, e o sindicato também tem cópia. Procure a do período em que você trabalhou.
Veja o piso, o preço pago por tonelada ou por caixa, a regra de moradia e comida e o que ela diz sobre o fim da safra. Depois compare com o seu recibo.
O que a convenção garante e não foi pago pode ser cobrado dos últimos cinco anos, com a multa da própria convenção, quando ela prevê.
No campo, quase ninguém tem ponto. A prova está no seu caderno, no celular e nos colegas. Guarde antes de sair da propriedade.
Anote ao fim do dia o que cortou ou colheu, a hora e o talhão. O tíquete de pesagem e o romaneio, que é a folha da carga, mostram a produção.
Como provar horas extras sem pontoFotos do ônibus lotado, do alojamento, da água do campo e do veneno sendo aplicado provam as condições. Se der, peça a um colega para aparecer junto.
Ver como provar a falta de equipamento de proteçãoO áudio do turmeiro chamando para o serviço, o Pix do pagamento e a lista de quem trabalhava junto provam o vínculo com a propriedade, mesmo sem carteira.
Ver como provar o vínculo sem carteiraAs perguntas que mais chegam de quem trabalha nessa profissão. Se a sua não está aqui, pergunte direto.
Perguntar à advogada no WhatsAppUma pessoa responde em até um dia útilDepende de onde você trabalha. O caseiro de sítio de lazer, que não produz para vender, é empregado doméstico e segue a Lei Complementar 150. O caseiro de propriedade com plantação ou criação para venda é empregado rural e segue a Lei 5.889. Nos dois casos há carteira, FGTS, 13º e férias. Veja os direitos da empregada doméstica.
Desde a reforma trabalhista, não: o tempo de ida e volta, mesmo no transporte da empresa, não conta como jornada (CLT, art. 58, §2º). Para o trabalho de antes da reforma, a regra era outra, e cada caso precisa ser olhado com calma. Se você já estava à disposição da empresa no trajeto, por exemplo colhendo ou esperando ordem, o tempo pode contar. Veja como contar os minutos antes e depois da jornada.
Não. Quem recebe por tonelada tem garantia de salário nunca inferior ao mínimo (Constituição, art. 7º, VII). O calor da safra também conta: acima do limite da NR-15, o trabalho no sol pode dar adicional de insalubridade. Veja a regra completa da insalubridade.
Pode ser mais grave. A NR-31 exige água potável, abrigo e local para refeição. Jornada exaustiva, condições degradantes ou dívida que prende o trabalhador à propriedade configuram trabalho análogo ao de escravo, que é crime (Código Penal, art. 149). A denúncia pode ser feita ao Ministério do Trabalho ou ao Disque 100, e as verbas do contrato e a indenização podem ser cobradas na Justiça.
A lei dá 30 dias, depois do fim do contrato, para desocupar a casa (Lei 5.889, art. 9º). Se você pagou moradia ou comida acima dos limites da lei, a diferença pode ser cobrada de volta.
A forma de cobrança é combinada por escrito na consulta, antes de qualquer assinatura. Enviar o caso para avaliação é sem compromisso.
Cada profissão tem a sua página, com a rotina, os direitos mais cobrados e as provas que contam. Veja também todas as profissões.
É sigilosa, sem compromisso, e o patrão não fica sabendo. Conte onde você trabalha, em que época do ano e o que foi pago no fim, e a advogada diz o que pode ser cobrado.
Em até um dia útil, sem robô e sem menu de opções.
Com o contrato, o recibo e as fotos do campo, ela vê o que falta: indenização, noite e descontos.
A avaliação não cria contrato, e o patrão não fica sabendo da conversa.